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  • Didac Lee 11:58 am em 12/08/2011 Permalink | Responder
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    Travessia pelo deserto 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Quando penso sobre os fatores de sucesso e fracasso de startups inovadoras, observo que existe um denominador comum entre as que deram resultado positivo: todas foram capazes de superar sua travessia pelo deserto, um processo que começa pelo lançamento e termina encontrando o canal de comercialização adequado.

    Acredito que é um erro pensar que uma boa ideia materializada em um bom produto é o suficiente. Esse é só o primeiro passo. É complexo identificar o que garante o sucesso de uma ação de massa e seu processo. Se nossas propostas forem inovadoras significa que não existe um referencial a seguir. A principal dificuldade é que estamos correndo uma maratona mas não sabemos quando ela termina. Sabemos que precisamos dosar as forças mas, como dizia Indiana Jones, não existe um X marcando o lugar do tesouro.

    O empreendedor e sua equipe começam a buscar a rota para o mercado com a ilusão e recursos escasos, mas o mercado é um juiz frio que não se importa se você conquistou seu sonho. O mais provável é que não acerta de primeira… Dyson precisou de 15 anos e 5127 protótipos até inventar o aspirador sem saco.

    Com tantas incertezas, o cérebro a falhar, tende a desistir enquanto seu coração te empurra para seguir em frente tentando conquistar seu sonho.

    Quando olho para trás, você não pode imaginar quantas vezes me perguntei porque não desistir de criar caranguejos para investir em projetos não convencionais.

    Passei por travessias em que me perguntei se alguém sã consciência continuaria. Acho que isso varia com a maneira de ser e é inevitável. Me animo pensando que não importa quantas vezes se falhe porque com apenas um acerto já se tem o suficiente.

    Me cerco de gente e de um ambiente estimulantes e inovadores que favoreçam a criatividade e assim mantenho uma fonte de opiniões críticas, esses são os principais fatores que me ajudam a manter o sonho.

    Para superar as travessias é preciso também de um pouco de tempero, com dizia em uma propaganda da Nike, o empreendedor deve ter a habilidade de manter o entusiasmo de sua equipe e seu entorno, especialmente depois de uma tentativa frustrada, deve-se aguentar muitos finais de semana bitolado, em que o empreendedor se perguntará: Por que o mercado não aceita minha ideia?

    Minha última travessia durou 3 anos e trouxe várias tentativas fracassada no lançamento, a Zyncro conta agora com 100.000 usuários e abriu sedes no Japão e Brasil. Além disso, ganhamos o Prêmio Bdigital. Muito obrigado a todo pro tornarem isso possível!

    Coluna publicada em El Periódico de 21 de Junho de 2011

     

     
  • Didac Lee 11:45 am em 01/08/2011 Permalink | Responder
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    Conforto (ou o que está implícito ao deixar a “zona de conforto” e enfrentar novos desafios) 

    Tempo de leitura estimado: 4 minutos

    Falando de cultura do esforço, eu não saberia me definir como um grande trabalhador ou um grande preguiçoso. Quando se trabalha em algo que se gosta, talvez não seja um grande esforço dedicar ao trabalho tanto tempo da sua vida. É uma tendência natural quando fazemos algo que conhecemos bem, porque isso nos proporciona uma sensação de segurança no nosso dia a dia. Poderíamos até disfarçar essa sensação de bem-estar pensando que estamos agregando valor porque estamos focando em algo que fazemos bem.

    Na verdade, fazendo o que sempre fazemos, não aprendemos. Nós só crescemos e melhoramos quando realizamos uma atividade desconfortável e desafiante, quando pegamos o touro pelos chifres ou superamos uma fobia que estava em nosso caminho. E isso é aplicável não só ao crescimento pessoal, mas também em nosso desenvolvimento profissional. Ficar dentro da nossa zona de conforto nos limita, enquanto entrar em território desconhecido nos permite aprender, progredir, e nos conduz para longe da mediocridade.

    Há momentos em que deixar nossa zona de conforto exige esforço (como aprender um novo idioma). Mas há situações mais complicadas em que devemos confrontar diretamente como nossos medos (do desconhecido, da rejeição, de parecer ridículo, de não cumprir as expectativas que as pessoas têm sobre nós).

    No meu caso eu poderia dar muitos exemplos de como eu deixei a zona de conforto para enfrentar situações desconfortáveis durante toda a minha vida como empresário. Eu me sinto confortável trabalhando em uma nova startup e desenvolvendo produtos de tecnologia inovadora. Isso para mim não é tão complicado.

    No entanto, falar em público ou administrar as finanças da minha empresa me davam fobia, então eu sempre me esquivava dessas tarefas com desculpas. Fazer o que está fora da nossa zona de conforto muitas vezes pode causar grande ansiedade, e claro, nossa tendência é evitar estados de estresse e perturbação.

    É um equívoco pensar que deixar a zona de conforto significa trabalhar mais horas. Não se trata de trabalhar mais, mas sim de enfrentar novos desafios, e especialmente fazer o que nos é custoso. Como um atleta que progride quando confrontado com aqueles que são melhores do que ele, nós crescemos quando fazemos o nosso melhor e lutamos contra nossas imperfeições.

    O empreendedor deve viver quase permanentemente fora de sua zona de conforto, assim como enfrenta problemas diariamente nas diferentes áreas da sua vida. Isso também tem muito a ver com coragem e ser espontâneo para pular na piscina com a menor evidência de que há pouca água no fundo.

    É como meu amigo Sampi diz, faça algo desafiador todos os dias (deve ser algo novo), algo de extraordinário a cada semana (que deve ser prolongado até o limite) e algo memorável a cada mês (que pode ser sustentado ao longo do tempo).

     

    Coluna publicada em El Periódico de 19 de Julio de 2011

     

     
  • Didac Lee 7:37 pm em 09/06/2011 Permalink | Responder  

    Pessoas 2.0 

    Eu sempre odiei o termo recursos humanos. Ele pode ter feito sentido na era  agrária ou  industrial, quando as pessoas eram mais valorizadas pelo trabalho físico realizado, do que pelo seu intelecto. Eram mais como uma peça na engrenagem de uma máquina enorme do que um ser humano com critérios, sentimentos e motivações. Na minha humilde opinião, o termo recursos humanos já está completamente obsoleto atualmente.

    Trabalhadores não são mais recursos como seriam uma cadeira ou móvel que tem uma função muito específica. Eles são pessoas com conhecimento, atitudes, aptidões e valores e que querem ser tratados como aquilo que são: peças únicas que contribuem com valor para a empresa, e este valor pode ser medido pelas vantagens que traz. Por esta razão, Pablo Cardona, professor do IESE (Business School, de Barcelona) e autor do livro”Las claves del Talento” (“A chave para o talento”), nos fala sobre o conceito de Fator Humano, mantendo bem longe qualquer tipo de referência  ao conceito de recursos humanos.

    As empresas devem gerenciar seu pessoal além do lado administrativo  com um Gerente de Talentos ou um Gerente de Capital Humano na linha de frente. Ciente do fato de que os aspectos mais interessantes de uma pessoa não costumam aparecer em seu currículo, e que podem gerar o que poderíamos chamar de Talento 2.0: pessoas empreendedoras, dinâmicas e dedicadas, que apreciam desfrutar de um bom fluxo de comunicação em seu ambiente de trabalho, que conhecem o ambiente digital à perfeição, cujo conteúdo pode ser encontrado na web e sabem que suas empresas precisam de recursos de comunicação internos, bem como  externos, a fim de converter seu negócio em uma conversa interessante para seus clientes.

    Além disso, essas pessoas são altamente produtivas em seu ambiente de trabalho, profissionais de qualidade, amantes da formação constante em novas áreas; eles querem líderes que podem motivar ao invés de aterrorizar os seus empregados, que conhecem suas aspirações e sabem compartilhar informações relevantes e os objetivos da empresa no dia a dia de trabalho.

    Embora isso soe como um mundo de fantasia próprio da Disneylândia e possa parecer um conceito idealista em nossos dias, as tendências apontam para novas políticas de gestão de talentos que deixam bem para trás o termo recursos humanos.

    As pessoas 2.0 querem trabalhar em empresas 2.0 e elas não vão se contentar com menos.

    Este talento 2.0 é hiper-comunicado, hiper-conectado e hiper-relacionado. Têm várias maneiras de comunicar preocupações e estados através de twitters e facebooks àqueles a quem se conectam através de seus computadores, celulares ou iPads. Este talento está constantemente conectado on-line, trabalhando pela internet e colaborando com projetos comuns,  cada um deles provenientes de diferentes empresas.

    Assim nasce o conceito de rede social corporativa e que pode ser observado tomando forma em plataformas como o Yammer, Socialcast ou Zyncro que unem as pessoas e informações na mesma página.

     
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