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  • Ignasi Alcalde 10:59 am em 10/02/2012 Permalink | Responder
    Tags: , , Conspiração, , , , , ,   

    O workneting e as Redes de Colaboração 

    Tempo de leitura: 6 minutos.

    Trabajo colaborativoMuito se tem falado, escrito e teorizado sobre a colaboração e a co-criação em redes de colaboração, e sobre o trabalho colaborativo. O networking e as relações importam para chegar ao trabalho, mas para a implementação de projetos mediante o trabalho conjunto e colaborativo o que realmente importa é o workneting,ou seja, decidir iniciar verdadeiras relações profissionais.

    O workeneting significa que a  verdadeira colaboração não pode ser obrigada, e é muito mais do que a coordenação de esforços, em ultimo caso, os indivíduos decidem colaborar ou não, e sua decisão é tão emocional como racional. Eles são as pessoas, o projeto, e, finalmente, a ferramenta e/ou software que dão valor e sentido para a colaboração.

    O que faz uma rede colaborativa começar e se manter?

    Principalmente comenta no momento em meu post, porque a gente compartilha conhecimento? Entre muitas mais condições, temos duas condições básicas: simetria de expectativas e assimetria de conhecimentos.

    Independente do tipo de rede de colaboração, poderíamos distinguir 3 tipos de problemas notáveis nas redes de colaboração e trabalho colaborativo que devemos levar em conta:

    • Free riding:Em uma rede de colaboração as relações são pela “fairness‘ (justiça) da contribuição. Quando alguém não trabalha ou trabalha pouco, a ritmo insuficiente e se aproveita da contribuição dos outros, temos o fenômeno da “Carona” “free riding” que toma o nome de quem utiliza o ônibus mas não pagam: o grupo ajudou a criar uma infraestrutura/serviço e alguns não colaboram para mante-lo.
    • Crowdsourcing: Outro problema é as vezes a pratica do “crowdsourcing” onde há um ator privilegiado que leva toda a criatividade do grupo ( por exemplo, uma empresa).  Se as regras de entrada são claras e indicam quem utiliza o resultado de criatividade do grupo, então não há espaço para reclamar se ele chamou de ‘crowdsourcing’ utilizar os resultados.
    • Conspiração: As redes são definidas pela confiança. A confiança é uma expectativa sobre o respeito e a capacidade de compromisso e repostas, da concorrência, das pessoas com as que colaboramos. Uma confiança sustentada completa, gera estabilidade e uma reputação. Mas a reputação pode romper se um grupo decide reduzir  a boa evolução e reputação de um elemento de rede depois de cada interação ou colaboração. O mecanismo pode ser especialmente rápida e difícil de detectar no sistema que baseiam sua evolução no voto da pessoa.

    Como vemos, em uma experiência ideal para a colaboração em equipe devemos ser capazes de detectar o sujeito comprometido em contraposição ao sujeito frustrado, já que isto pode determinar o rendimento da equipe.

    Ignasi Alcalde é consultor multimídia na Universidade Oberta de Catalunya (UOC) e mais uma vez queria compartilhar com conosco seus pensamentos sobre o trabalho colaborativo, que normalmente difunde também através de seu blog e em seu twitter.
    Te recomendamos todos seus artigos anteriores!

     

     

     

     
  • Ignasi Alcalde 11:28 am em 16/11/2011 Permalink | Responder
    Tags: , ,   

    Compartilhar, colaborar e participar 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    As Redes Sociais transcenderam do seu uso inicial como ferramenta de comunicação pessoal para um fenômeno global, se transformando em um importante canal de comunicação que foi incorporado com força no mundo dos negócios através de ferramentas como a Zyncro.

    Se bem utilizada, essa nova forma de relação social entre a empresa, seus empregados e clientes tem múltiplos benefícios para as organizações, como por exemplo a melhora da comunicação e atenção ao cliente, e dentro da empresa o aumento de produtividade e o fomento ao autoaprendizado.

    Mas na minha opinião uma das vantagens colaterais da implantação de uma ferramenta como a Zyncro em um empresa é o mapeamento do conhecimento que é gerado no dia a dia e o fomento a participação de todos os membros da equipe dentro das direções do negócio.

    As empresas mais inovadoras assumem a participação como um eixo muito importante em sua forma de ser e agir.

    Contudo, sempre plana a pergunta: Como criar processos que mantenham o respeito às contribuições do cliente e/ou colaboradores e reconheça a diversidade de papeis entre clientes, parceiros, provedores e empregados? Como equilibrar seus diversos conhecimentos? E se adicionarmos a isso o contexto 2.0 onde a tecnologia facilita um arsenal de ferramentas colaborativas, o cenário fica completo. “Projetar a participação” é um desafio fascinante e cada vez mais necessário em diversos setores empresariais.

    A web social revelou novas oportunidades e novas resistências. Como os usuários estão mais maduros, sabem os que a participação depende de um amplo espectro de possibilidades, desde um simples feddback de um artigo ou proposta feita, por exemplo, até a co-produção de novos conteúdos e conhecimento.

    É importante destacar os três tipos de métodos de participação, que segundo Bob Ketner, responsável pelo Tech Virtual, se dão em todo o processos participativo:

    • Participação casual: Os contribuidores o fazem de forma esporádica e mediante comentários e aportes de ideias.
    • Participação tutorada: Contribuidores interessados, especialistas no assunto ou membros da comunidade que desenvolvem uma colaboração mais sofisticada e mais frequente.
    • Redes de especialistas: opiniões de redes de especialistas sobre os projetos e os conteúdos em si.

    Cabe destacar que, por exemplo, a participação tutorada implica profissionais com novas competências, como mentalidade orientada ao projeto (Design Mindset)  e a gestão da carga cognitiva, entendida como a capacidade de discernir e filtrar a informação por ordem de importância, e para entender como aproveitar ao máximo o funcionamento cognitivo mediante uma variedade de ferramentas e técnicas. Poderíamos defini-los como “curadores e diagramadores” da produção criativa.

    Dolors Reig em seus post “9 novas profissões para uma pessoa conectada” propõe dois papéis para profissionais que são certamente necessários no ambiente de negócios, participação e co-criação: o organizador da inteligencia coletiva, muito parecido com um psico-comunicólogo social, mas orientado para obter conhecimentos úteis para a empresa, e o especialista em participação, que será o maestro em mostrar as possibilidades de formação e empowerment em geral e que fomenta explorar as possibilidades da inteligencia e criatividade coletivas.

     
  • Ignasi Alcalde 2:27 pm em 24/08/2011 Permalink | Responder
    Tags: compartilhamento, , ,   

    Por que compartilhamos conhecimento online? 

    Tempo estimado de leitura: 6 minutos

    Nota do editor: Ignasi Alcalde teve a gentileza de no ceder esse artigo de seu blog que explica diversas teorias sobre por que compartilhamos o conhecimento na sociedade hiperconectada. Queremos divulgar essa artigo porque é um conceito chave na base de uma empresa 2.0, que a Zyncro busca potencializar. Obrigado @ignasialcalde.

    É impossível imaginar a quantidade de informação de “última hora” que conseguimos processar diariamente. Com o Twitter, os updates do Facebook, aviso de recebimento de e-mails, RSS… Compartilhamos muita informação. Normalmente quando compartilhamos algo, realizamos várias funções de uma vez: emitir, retransmitir e compartilhar, mashing up, retransmitir, criar, combinar e recriar.

    Depois de ler a definição da psicologia para Compartilhar, Por que compartilhamos conhecimento online pode englobar as principais motivações por trás do ato de compartilhar. Um estudo indicou que 75% das pessoas entendem o ato de compartilhar como “gestão da informação” que lhes permite processar a informação de uma forma mais profunda, completa e com mais cuidado, o que indica que o intercambio de informação quando compartilham, que as ajuda a trabalhar melhor.

    Seth Godin, fundador do Squidoo, no seu post t I spread your idea because…“, relata alguns pontos centrais que motivam o compartilhamento de algo na web. Os principais, que me chamaram mais a atenção, foram:

    • Compartilhar essa ideia me faz sentir generoso, desinteressado.
    • A ideia me interessa e eu quero fazer parte do sucesso dela, quero divulgá-la.
    • Estou indignado e quero que os outros partilhem da minha indignação.
    • Alguém que conheço ou com que me identifico me pediu diretamente.
    • Posso usar isso para me unir a pessoas diferentes e construir uma comunidade.
    • Economia de escala, seu serviço – que eu utilizo – vai funcionar melhor para mim se muita gente também utilizar.
    • Sua ideia me permite expressar algo que eu tenho dificuldade de expressar ou explicar diretamente.
    • Me permite ajudar alguém com que me importo ou que me interessa.
    • Gosto do que foi feito e essa é minha maneira de retribuir.

    Mas o que realmente me interessa é entender os rais fundamentos que governam esse comportamento de compartilhar em um âmbito profissional. O que faz as pessoas estarem dispostas a compartilhar seus conhecimentos com os demais? Devido ao nosso conhecimento estar estreitamente ligado a nossa identidade, o que é muito importante para que cada um dos nosso companheiros nos veja como conhecedor e especialista. Uma das principais formas de demonstramos essa identidade a nossos companheiros é compartilhando nosso conhecimentos com eles. Contudo, compartilhar o conhecimento é perigoso, já que a outra pessoa pode fazer um comentário prejudicial, que indique que não vale a pena continuar te ouvindo. E o conhecimento compartilhado requer tempo, porque para responder realmente ao questionamento da outra pessoa devemos empregar tempo para entender o problema e explicar com a profundidade necessária.

    O blog da Nancy Dixon, revelou que um dos estudos mais interessantes do intercambio de conhecimento foi realizado por Constant, Kiesler and Sproull. Um dos descobrimentos foi que os funcionários diferenciam os tipos de intercambio de conhecimento. Um tipo de pessoas estava compartilhando produtos, por exemplo, programas de computador, e num segundo momento, compartilharam o conhecimento que os funcionários haviam aprendido com sua própria experiência, como encontrar um gargalo no sistema, como lidar com um erro particularmente difícil em um programa. Este tipo de conhecimento é considerado como parte de sua identidade, uma boa perte do que os permite serem bons profissionais.

    Quando compartilhamos esse tipo de conhecimento, obtemos um benefício pessoal. O benefício pessoal não era o dinheiro ou a promessa de ascensão, mas sim que o principal motor para o intercambio de conhecimento experimental é o respeito e o reconhecimentos de seus parceiros. O reconhecimento significa mais para nós quando se trate daqueles que realmente conhecem o assunto, que sabem do que estão falando.

    Isso nos vela a segunda razão de compartilharmos nossos conhecimentos, as relações. A forma com que um profissional pode saber como alguém vai tratar seus conhecimentos é conhecendo bem essa pessoa, é decidindo estabelecer relações de confiança. As relações podem ser construídas através de conversas informais, da leitura do que outro tenha escrito, trabalhando juntos em uma equipe, ou ver os comentários em uma comunidade online.

    Portanto, resumindo, o intercambio de conhecimentos e a relação estão inteiramente ligados, e interagem mutuamente. E assim como indicou Ismael Peña-López em um de meus últimos posts, é importante visualizar os benefícios estritamente individuais que o participante vai obter ao trabalhar colaborando com os demais. Isso é, que se incentiva a trabalhar com os outros. Além disso, o menor esforço e a possibilidade de criar mais elos, e as condições adicionais: simetria de expectativas e assimetria de conhecimentos.

    Por um lado, eu preciso saber que haverá uma simetria no compromisso e especialmente sobre o nível de qualidade, da contribuição de outras pessoas sobre mim. Se eu sei muito de um problema, ou eu estou muito envolvido, eu quero que os outros tenham uma trajetória similar. Se não, que pelo menos trabalhem para isso, tenham a sensação de estarem trabalhando para alguém. Por outro lado, deve haver uma assimetria das áreas de conhecimento, aqui a hibridação se torna chave, onde o que é fornecido pelos diferentes membros da equipe não é o mesmo. Se não for assim, estamos fazendo com que as pessoas que podem perfeitamente trabalhar sozinhas façam isso juntas para chegar o mesmo resultado, a menos nos casos em que os custos de coordenação que quererem um trabalho em equipe não sejam compensados pelos benefícios.

     
  • Ignasi Alcalde 3:45 pm em 17/08/2011 Permalink | Responder
    Tags: , , , ,   

    Mitos e dinâmicas de colaboração 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Hoje em dia está complicado encontrar atividades socialmente úteis cujas bases sejam o trabalho estritamente individual. A colaboração e o trabalho colaborativo geralmente fornecem grandes fortalezas: integram os esforços individuais, aproveitam as capacidades diversas de casa integrante, dividem o trabalho de acordo com funções específicas, tudo para alcançar resultados que beneficiem todos.

    Isso é um fenômeno recente, devido ao aumento das múltiplas ferramentas colaborativas tem se falado muito sobre os benefícios do trabalho colaborativo, mas existem muitos mitos que precisam ser esclarecidos.

    Segundo a consultoria Gartner, os 5 mitos (positivos e negativos) mais comuns são:

    1. Usando a ferramenta seremos colaborativos
    2. A colaboração em si já é o bastante
    3. Colaborar implica em gastar mais tempo
    4. As pessoas colaboram ou não de forma natural
    5. As pessoas sabem colaborar de forma instintiva

    Na minha opinião, o primeiro e o quinto são os pontos mais relevantes. As ferramentas de colaboração existem há vários anos e a ideia de utilizar redes sociais como base para a colaboração linear é bastante antiga.

    Ter boas ferramentas colaborativas que facilitem a colaboração é muito importante, mas as pessoas já estavam colaborando desde muito antes de existirem essas ferramentas, e alguns grupos de pessoas não colaboram inclusive com o adoção de ferramentas colaborativas. Ironicamente as vezes a colaboração pode ser feita com um simples papel ou lousa.

    Independente das ferramentas adotadas no trabalho, seja uma lousa, um microblogging empresarial ou um sistema de teletrabajo, a colaboração não se dá necessariamente “por acaso”, e sobre tudo, não de uma forma que beneficie apenas os objetivos da empresa.

    Para construir uma boa dinâmica colaborativa, dizemos que há 4 elementos base e chave: transparência, autenticidade, colaboração e confiança.

    Quando iniciamos um projeto colaborativo, em função dos componentes, há expectativas e objetivos, mas muitas vezes eles ficam presos e não têm sucesso. Para mim, a chave de tudo está em saber trabalhar em grupo.

    Embora pareça que trabalho colaborativo e trabalho em equipe são a mesma coisa, na verdade o trabalho colaborativo se da dentro do trabalho em grupo, também se pode pensar que o trabalho em equipe ajuda a alcançar os objetivos e metas propostas desde o início do trabalho.

    Quando nos deparamos com situações de conflito, que podem nos levar a crises, “deveríamos” trabalhar em grupo, propor futuramente sugestões e acordos, porque o que quer que seja feito, seria melhor se feito em equipe.

    Para se trabalhar em equipe é preciso passar por um processo de aprendizado e romper com velhos esquemas de trabalho mais tradicionais que enfatizavam o “trabalho solo” e a responsabilidade individual, para realmente podermos nos isentar em um mundo que clama pela integração e habilidade de liderar.

    NOTA DO EDITOR: Siga nosso especialista em trabalho colaborativo no Twitter!
    @ignasialcalde

     
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