Actualizações de Joan Alvares RSS Mostrar/Esconder Comentários | Atalhos de Teclado

  • Joan Alvares 5:00 am em 14/05/2013 Permalink | Responder
    Tags: , , colaboração multidisciplinar, , , ,   

    Equipes líquidas para tempos líquidos 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Tem uma pergunta que costuma ser repetida sempre que alguém está apresentando a sua empresa: quantos vocês são? Às vezes eu digo que somos três e outras, trinta e poucos, depende da necessidade que noto no meu ouvinte de ser impressionado. E em ambos os casos estou dizendo a verdade, porque em Poko trabalhamos com um núcleo básico de Project Managers e uma equipe líquida que se adapta ao tamanho de cada projeto.

    Sou desses que acha que para fazer algo que tenha sentido, uma equipe precisa se adaptar ao projeto e nunca ao revés. Porque quando uma empresa se resiste a sair da zona de conforto, quando não sente a necessidade de envolver talento externo e explorar além dos seus próprios horizontes, normalmente é porque está fazendo algo que já existe, algo mais ou menos dispensável, fora de validade, facilmente copiável.

    Hoje os melhores restaurantes do mundo o são por fazer chegar à cozinha áreas tão variadas como a arte, a ciência ou o desenho industrial; para isso foi preciso contar com os melhores profissionais destes campos. Talento que em uma estrutura fixa com certeza não teria sido contratado, e que além disso não teria sentido dentro de uma cozinha de forma permanente. O projeto de amanhã será diferente do de hoje e nos obrigará a encontrar colaborações com outros profissionais.

    Em um mundo em mudança contínua, Internet possibilita construir grandes empresas sem precisar construir grandes estruturas. Consiste em criar ecossistemas de talento, capazes de detectar os desafios de um projeto e atrair o melhor especialista para dar a resposta. Internet convida a descobrir, a eliminar intermediações, à cooperação entre profissionais com diversos talentos, trabalhando em várias partes do mundo. Depende de nós aceitar esse convite.

    Na sua empresa estão também apostando por redes de colaboração para diferentes projetos? Ao colaborar com equipes espalhadas, você precisa tê-las bem comunicadas para que tudo funcione. O que acharia de usar uma Rede Social Corporativa para isso? Experimente Zyncro!

    Joan Alvares é sócio-diretor de Poko e professor do Istituto Europeo di Design

     
  • Joan Alvares 9:00 am em 28/02/2013 Permalink | Responder
    Tags: , ,   

    Compro tempo 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Nota do editor: Na Zyncro estamos preocupados com como administrar o tempo e o trabalho. Queremos que as Redes Sociais Corporativas sirvam para fazer estes processos mais fáceis e possibilitem economizar o tempo das pessoas para usá-lo em outras coisas. Se alguém vendesse tempo, você não estaria disposto a comprá-lo?

    Compro tempo de quem queira vendê-lo. De quem não saiba o que fazer com ele. De quem sinta que está desperdiçando os seus dias, trabalhando em algo que não lhe motiva ou fazendo coisas que não lhe interessam.

    É o seu caso? Tenho certeza de que poderemos chegar a um acordo, não se preocupe. O preço? Isso eu não sei. Nunca parei para pensar em vender o meu. Diga qual o preço que você acharia justo. Faça um orçamento por horas ou por anos, como achar melhor. No final das contas, é o seu tempo. De momento. Por quanto você o está vendendo para seu chefe? Eu pagaria o dobro.

    Não se engane: não quero comprar dinheiro, é uma oferta para comprar tempo. Já sei, você vai argumentar que tempo é dinheiro. Mas acho que é muito mais do que isso: é o que temos de mais valioso. O dinheiro vai e vem, o tempo nunca volta. Pode até ser que você ache coisa de pirado, mas eu me nego a separar meu tempo entre “trabalho” e “vida pessoal”, entre ócio e neg-ócio. Na verdade, qualquer pessoa que trabalhe fazendo o que ama poderia afirmar que trabalha todo o tempo, ou que nunca trabalha. Depende do ponto de vista.

    Não sei quando foi que você decidiu sacrificar onze meses do ano fazendo algo que não gosta em troca de um mês de férias. Não consigo entender porque você considera isso um bom trato. Não posso concordar. Mesmo que você o faça em troca de um ótimo salário, provavelmente já percebeu que inclusive o dinheiro necessita tempo para ser aproveitado.

    Quando veem o final da vida chegando, a maior parte das pessoas pedem mais tempo, não mais dinheiro. Alguns lamentam ao perceber que morrerão com a conta corrente mais cheia que a alma. Que venderam mal o seu tempo. E então se dão conta, quando já é tarde, que não é mais rico quem mais possui senão quem menos necessita.

    Joan Alvares é sócio-diretor de Poko e professor do Istituto Europeo di Design

     

     
  • Joan Alvares 9:00 am em 22/11/2012 Permalink | Responder
    Tags: ,   

    Empresário ou empreendedor? 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Alguns poderiam pensar que são duas formas de dizer o mesmo. Ou que uma coisa leva à outra. Porém, nem todo empresário é empreendedor e nem todo empreendedor é empresário. Não é empreendedor aquele que herda uma empresa familiar criada pelo seu pai ou avó. Como não são empresários outros muitos que, apesar de terem deixado seu trabalho para se dedicar à sua vocação, arriscando toda a sua poupança em uma ideia, não possuem uma empresa constituída. Alguns nunca chegarão a fazê-lo, mas isso não impede a sua condição de empreendedores.

    Provavelmente “empreendedor” é um destes vocábulos que estão tão batidos que passam desapercebidos aos nossos ouvidos. Em qualquer acontecimento acadêmico, congresso profissional ou em incubadoras de empresas, é citado continuamente, de uma forma quase obscena. Como se empreender fosse uma finalidade em si mesma. Ou a única solução à crise econômica mundial. Como se as pessoas que voluntariamente optaram por trabalhar em uma empresa tivessem praticamente que pedir desculpas. Buscam-se corajosos, otimistas, visionários. E lhes incentivam a pensar grande, a inventar o próximo Facebook; a fundar companhias que cresçam de um mês para o outro, gerem muitíssimos empregos, produzam enormes contas de exploração e fiquem com o ego e os bolsos bem fornidos. Em poucas palavras: se considera óbvio que o empreendedor, para estar realizado, deve almejar tornar-se um grande empresário. O que provavelmente tem mais a ver com ser um bom administrador do que com ser um visionário. É surpreendente, por exemplo, que as melhores escolas de negócio na Espanha, ao contrário das dos Estados Unidos, formem tantos executivos e tão poucos empreendedores.

    É famosa a frase que Steve Jobs usou, nos anos 80, para instigar John Sculley, naquele então CEO da Pepsi, a aceitar o cargo de diretor general da Apple: “você pode continuar vendendo água açucarada ou vir mudar o mundo conosco”. Não lhe ofereceu um pacote de ações, nem um salário maior ou trabalhar com comida gourmet. Prometeu uma atitude. Era a atitude de um empreendedor por cima da de um alto executivo. Um empreendedor posteriormente transformado em proprietário maioritário da empresa mais valiosa do mundo, mas que optou por entrar na história como visionário e não como empresário. Sua contínua necessidade de reinventar a Apple, ou durante uma etapa Next e Pixar, são a prova disso. Podemos talvez concluir que o segredo para empreender com sucesso está nisso: em nunca deixar de ser o mesmo empreendedor do primeiro dia.

    Joan Alvares é sócio-diretor de Poko e professor do Istituto Europeo di Design

     

     
  • Joan Alvares 9:00 am em 30/05/2012 Permalink | Responder
    Tags: atendimento ao cliente, , feedback,   

    O que ocorre em Las Vegas aparece em Google 

    Outro dia fui a uma conferência sobre reputação online. No turno de perguntas, o diretor de comunicação de uma companhia de seguros aproveitou para expor seu problema. Resulta que ao teclar o nome da empresa em Google, as duas primeiras entradas eram posts de dois clientes furiosos. As entradas estavam lá fazia mais de meio ano e ele não tinha encontrado a forma de tirá-las do trono, desta privilegiada posição. O palestrante ia seguindo o que ele dizia e concordando com a cabeça, como quem escuta o mesmo problema pela enésima vez, e depois de fazer um diagnóstico, lhe aconselhou contratar um serviço de SEO. Definitivamente, recomendava contrabalancear os nocivos posts com conteúdo novo, até Google indexá-los em primeira posição. Como quem dá a descarga para a merda desaparecer. Não perguntou o porquê dos comentários. Nem se tinham fundamento. Nem quis saber se a empresa tinha pensado em tomar alguma providência de emenda. Nem sequer se tinham um serviço de atendimento ao cliente.

    Tudo isso me fez pensar no importante que é atuar a longo prazo quando falamos de reputação online. De escutar a Rede e de ter reflexos para ver todos os riscos como oportunidades.

    Internet é uma grande vitrina onde tudo vence bem rápido, mas onde tudo fica escrito. E a partir do momento em que qualquer pessoa pode medir facilmente a imagem que gera uma empresa, valores como a transparência e a autenticidade têm cotização com tendência de alta. Não faz sentido tapar uma crítica sem reagir para solucionar o problema que a tenha gerado. Voltará a aparecer.

    Como paradigma serve a política do próprio Google. Adam Darowksi, um conhecido blogger de Boston, foi dos primeiros a testar a versão beta de Google Transit. Depois de uma experiência surrealista, na qual o aplicativo lhe sugeria cruzar andando uma autoestrada, escreveu: “Será que Google acha que sou Superman?”. Sem dúvida Google tinha o poder suficiente para ignorar o post e inclusive os meios de condenar o comentário a desaparecer. Parecia que não era prudente se jogar na lama. No entanto, fez justo o contrário. Consciente que o blogger tinha muitos seguidores e alguma influência, Google viu nessa crítica uma maravilhosa oportunidade de mostrar seu estilo. Após alguns dias, Darowksy recebeu uma carta manuscrita de Joe Hughes, diretor do serviço, pedindo desculpas pessoalmente e explicando as melhorias que estavam fazendo. E com ela, uma capa de Superman.

     

     
  • Joan Alvares 12:17 pm em 12/03/2012 Permalink | Responder
    Tags: cartões de visita, evento networking,   

    Networking ou not-working? 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos


    Admito que estou um pouco cansado deste termo. “Networking” é uma das palavras mais batidas nos negócios nos dias de hoje.

    Mas apesar de ficar meio desconfiado deste tipo de eventos, durante o último ano participei de dezenas deles, atraído pela curiosidade de resolver uma dúvida que levo comigo há tempos: se estes eventos realmente servem para fazer negócios ou se, como suspeitava, a maioria parece mais uma discoteca de comerciantes, onde a maioria dos participantes vai com a única intenção de buscar clientes e onde, portanto, nascem poucas relações sérias.

    Conselhos como os dois a seguir, saídos da boca de especialistas em networking, me reforçam a segunda teoria:

    1. “Venha carregado de cartões”

    Segundo esta teoria, quanto mais cartões você entrega, maior a possibilidade de gerar negócios. Para fazer isso, você vai tentar falar com o maior número de pessoas, evitando que elas roubem demasiado tempo da sua função de seguir entregando cartões de visita.

    Ao chegar em casa, você colocará todos os cartões recebidos bem ordenados e, antes de jogá-los no lixo, mandará os dados da sua empresa a cada um desses e-mails. Eles vão responder, agradecendo. Você também responderá, agradecendo.

    E de repente vocês terão 20 novas empresas sobrando suas suas respectivas caixas de entrada.

    2. “Venda sua empresa em poucas palavras”

    Em um evento de networking as pessoas não têm tempo a perder. Preventivamente muitos eventos usam o formato das consultas rápidas (speed-dating). Portanto, você deverá aproveitar esse pouco tempo para vender sua empresa ou projeto. Um “você é meu e vou vender-lhe algo”. E quando você passar a palavra a quem lhe estava escutando, ele fará o mesmo com você.

    Na realidade ele só vai escutar o que você tem a dizer para saber o que pode lhe oferecer. E vice-versa.

    Se em algum momento você perceber que ele pode ser um cliente em potencial, você vai tentar impressioná-lo. Ele fará o mesmo. Em seguida, trocam de pares. E começa tudo de novo.

    Acho que o espírito do networking não tem nada a ver com nenhum destes conselhos. Melhorar sua rede de contatos não é aumentá-la em quantidade mas sim melhorar a qualidade. Para fazer contatos, é tão importante  saber falar como saber ouvir. É tão útil encontrar quem possa ajudar a sua empresa como encontrar quem você pode ajudar. Em uma palavra: Valorizar.

    Sugiro um exercício: a próxima vez que alguém lhe estiver explicando seu negócio, pense no melhor contato que você poderia apresentar-lhe.
    Prática 69: Dê o mesmo que espera receber.


    Joan Alvares é sócio-diretor da Poko e professor do Instituto Europeu de Desing.

     

     
  • Joan Alvares 11:34 am em 13/02/2012 Permalink | Responder
    Tags: , ,   

    O mundo precisa de mais porcos… (por Joan Alvares) 

    Tempo de leitura: 4 minutos

    Qual é a diferença entre trabalho e compromisso? Os ovos e o bacon: a galinha trabalha, mas o porco se compromete. Essa é uma das frases mais gráficas que conhecemos para buscar pessoas para uma empresa ou projeto. Pessoas que almejam alem do salário,  ou taxas, devem almejar a desfrutar. Assim são os que não desfrutam do trabalho, talvez  devem pensar em mudar de trabalho. Sei que é fácil de dizer, mas aqui vão 3 razões para isso:

    1. Vai passar um terço da sua vida trabalhando: É importante lembrar antes de alugar  seu tempo fazendo um trabalho que você não goste, ou de criar sua própria empresa em algo que não interessa só porque acha que vai te dar muito dinheiro com isso. Um trabalho não é para sofrer ou para resistir, sim uma oportunidade para crescer pessoalmente e profissionalmente. Mas o dinheiro é uma moeda má quando deixar de trabalhar para viver e começar a  viver para trabalhar. Quantas pessoas trabalham onze meses com a única intenção de se livrar do ultimo mês, viajando o máximo possível que sua conta corrente permitir. Lembro-me que meu avô dizia que crescer é descobrir que os recursos mais valiosos que temos ( tempo e saúde) não se podem comprar ou guardar, mas desfrutar dos momentos.

    2. Trabalhar dignifica… e especialmente se você gosta. Ha quem pense que desfrutar do trabalho é um mito só ao alcance de artistas ou jogadores de futebol, ou aqueles poucos sortudos que recebem uma fortuna para fazer o que amam e que, quando são substituído, ou quando o seu patrão / treinador o despede, descontente deixam o banco.  Conheço de desingners a engenheiro, sapateiro ou cozinheiro que gostam de seu trabalho. Nem todos eram profissionais excelentes, muito menos milionários, mas estou certo que nenhum deles conhece a síndrome pós ferias ou a ‘ febre do domingo a noite’.

    3. É impossível ser o melhor em algo que não goste. O mundo esta cheio de bons profissionais, e ainda necessitam de mais profissionais excelentes. Gente que luta diariamente para melhorar a aspiração e tentar amenizar o que ele faz. A busca do sucesso, não é como uma reunião em que tem que chegar, mas sim como um caminho a percorre. Seguindo com o futebol, o melhor exemplo do que digo é um jogador de futebol excelente porque gosta muito de futebol. E poderíamos citar muitos outros gênios, desde Ferran Adrià a Martin Scorsesse. Todo mundo tem algo em comum além do seu talento: a paixão que transmitem pelo seu trabalho. Como dizia Walt Disney: ” encontre um trabalho que ame e não vai trabalhar o resto da sua  vida.”

    *Joan é socio-fundador de Poko e professor do instituto Europeu de Design.

     
  • Joan Alvares 11:35 am em 16/01/2012 Permalink | Responder
    Tags: , smart-up,   

    3 dicas para transformar sua Start-up em uma Smart-up 

    Tempo de leitura: 4 minutos

    1. Cuidado com os engravatados. Uma criança me ensinou que não se deve aceitar nada de estranhos. Se você tem uma empresa provavelmente já deve ter enfrentado a situação de precisar de mais dinheiro do que você tinha economizado. Se você precisa de pouco dinheiro, com um pouco de sorte talvez consiga um empréstimo. Se você precisar de muito dinheiro, com muita sorte talvez atraia a atenção de alguns investidores. Talvez porque no fundo eu ainda sou aquele garoto – eu acho que aceitar dinheiro de um investidor fora é perigoso. É o caminho mais seguro para se deixar de ser um empreendedor e se tornar empregado. Há muitos recursos disponíveis antes de procurar um empréstimo ou ir ao banco. Se você precisa de dinheiro para contratar um programador talentoso, olhe ao seu redor: você pode tê-lo na porta ao lado e você pode adicioná-lo ao projeto em troca de uma pequena parte dele. E se não tiver dinheiro, pague com ego como fez Steve Jobs, que antes de assinar o com então presidente da Pepsi, John Sculley, disse : “Você pode seguir o resto de sua vida vendendo água com açúcar ou pode a mudar o mundo com a gente.” Uma outra solução é o crowdfunding e sites como o Kickstarter : se você precisa de dinheiro para produzir um filme, milhares de usuários da Internet podem dar pequenas contribuições em troca de sentirem-se co-produtores.

    2. Não tenha mais do que você precisa. Parece óbvio. E é. Mas quantas empresas têm vivido além de seus meios? Quantas morreram por encargos desproporcionais ou custos fixos adquiridos nos bons tempos sem considerar a possibilidade de queda de rendimento? Pense no que você realmente precisa no seu negócio, sem excessos. Repense seus gastos. Precisa realmente de um escritório ou pode trabalhar em um espaço de coworking? Precisa realmente de uma secretária ou já aprendeu a sincronizar o calendário do seu celular? E pense sempre no meio ambiente: na era digital, em que você pode acessar qualquer documento a partir de qualquer dispositivo, não ter impressora é a melhor opção para economizar dinheiro e papel.

    3. Não faça nada que seja ‘chineable”. Ouvi esta frase em uma conferência e me iluminou. Ela resumia uma reflexão sobre a necessidade de uma empresa dedicar 100% do seu trabalho nas áreas que oferecem valor agregado. Abranger mais, e especializar-se menos. Existem duas formas de competir: em valor ou preço. Se o melhor do seu produto é que ele é mais barato, não hesite: logo haverá alguém disposto a fazê-lo mais barato. A Apple nos mostrou o caminho, quando todos os seus produtos começaram a ter ” Projetado na Califórnia, montado na China” . Terceirize todos os processos que não agregam valor ao que você faz, e se concentre no essencial – no que você é melhor, do que você mais gosta…e admita o óbvio: é impossível ser o melhor em algo que você não goste.

    Joan Alvares é sócio-fundador da  Poko e professor de  IED e novamente quis compartilhar conosco as suas reflexões sobre os novos modelos de negócios novos e de escritório .
    Recomendamos a todos seus artigos anteriores !

     

     
  • Joan Alvares 10:22 am em 21/11/2011 Permalink | Responder
    Tags: , ,   

    Compartilhe e será um vencedor 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    Recentemente, entrando na nova sede em Barcelona do Instituto Europeu de Design, encontrei impressa uma daquelas frases que questionam algumas crenças básicas. A frase em questão, atribuída ao designer Jeffrey Zeldman pode ser aplicada a todas as profissões que chamamos “criativas”, dizia que:

    “não se preocupe se copiarem seu trabalho, mas quando deixarem de fazer isso”

    É legal copiar? Não sei se nenhum colega de profissão disposto a defender abertamente os benefícios do plágio. Muito menos eu farei isso. Contudo, todos, absolutamente todos, já copiamos alguma vez. Consciente ou inconscientemente. Sutil ou descaradamente.

    Devo confessar: eu era um dos que colava na faculdade. Utilizava isso como um recurso quando não tinha estudado o necessário. Algo que, pare ser justo comigo mesmo, aconteceu poucas vezes. Sempre que copiava fazia isso de forma colaborativa; o que chamaríamos hoje de “wiki”. Ao invés de me sentar ao lado do primeiro aluno da classe, luar que sempre era disputado pelos profissionais da cola, me sentava entre três ou quatro amigos que e sabia que haviam estudado a lição e extraia de cada um aquilo que mais me interessava. A partir dessas contribuições construía minhas respostas e as enriquecia com minhas contribuições pessoais. O divertido deste caso é que todas as vezes em que colei, sem exceção, minhas notas foram maiores que as das pessoas que serviram de fontes. Eu aprendi o que se entende por “inteligência coletiva”.

    Acredito que não se trata de colar em escrúpulos (o que virtualmente chamamos de Ctrl+C/ Ctrl+V).  Se trata de copiar para melhorar, para que depois outro possa te copiar.

    Me parece pouco honesto dizer “eu não copio” como é absurdo não fazê-lo. De algum modo quando  nos inspiramos num template do WordPress para fazer nosso site, quando assistimos um vídeo no YouTube ou quando retweitamos uma frase que gostamos, estamos aproveitando isso em nosso benefício. Mas essa é a história da evolução humana: uma geração inventa a roda para que a seguinte invente o carro. A internet, como um território livre em revolução permanente, acelerou esse processo de inovação baseada num conceito infinito, gratuito e atualizado.

    Eu acho que é corajoso dizer que hoje o valor de uma empresa tem mais a ver com a informação que você compartilhar do que com a informação que ela esconde. Quão importante quanto saber, é ser capaz de compartilhar. Que os royalties são uma coisa cada vez mais obsoleta. Que a economia da atenção, onde este é um recurso escasso, alguém gastar seu tempo (para te ouvir, para ler você, mesmo para copiar você) é o sinal que você está adicionando valor à cadeia. Que dar é e sempre foi a forma mais simples e eficiente para receber.

     

     
  • Joan Alvares 11:26 am em 01/11/2011 Permalink | Responder
    Tags: , ,   

    9 ferramentas para uma empresa mais produtiva 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    Terceirizar, terceirizar, terceirizar. Subcontratar tem sido um dos slogans mais repetidos da economia moderna: deixar de fazer tudo aquilo que pode ser feito por outro, mais barato ou mais rápido. No auge da cultura digital, contudo, trás aplicações que permitem ao empresário retomar, pela nuvem e em tempo real, alguns processos chave. Em alguns casos sugerem internalizar um processo terceirizado, em outros simplesmente dão um controle mais fechado do mesmo.

    Selecionei 9 ferramentas que acredito que deveriam estar no scorecard de qualquer empresário.

    Ferramentas para uma empresa mais produtiva

    1. Google Adwords: Imagine um comercial trabalhando 24 horas para você e cobrando apenas por resultados. Isso é o Adwords: a ´possibilidade de controlar sua força de vendas de forma contínua e segmentada. Um comercial onipresente que te presta contas em tempo real, mediante informações precisas, para que você otimize cada dia seu trabalho. Combinado com outras funções do Google, como Trends – para saber o que e como buscar o usuário – o potencial do Adwords se eleva a máxima potencia.
    2. Linkedin: Se o Adwords pode substituir um departamento comercial, o Linkedin é o mais próximo possível de um departamento de relações públicas. A rede maior profissional do mundo te permite ter um primeiro contato com pessoas chave do seu setor ou explorar os contatos dos seus contatos. Você pode estar certo de uma coisa: se você é dono de uma empresa não encontrará nada ninguém que possa fazer esse trabalho melhor que você.
    3. Prezi: Alguns meses atrás eu ouvi sobre um grupo de cidadãos suíços que lutam pela abolição do Powerpoint . Sua luta parte de um princípio tão óbvio como temido: um ppt é algo chato de entender e pesado para preparar. Com Prezi você pode criar apresentações leves e interativas mediante uma interface simples e intuitiva.
    4. Getting Things Done: Para a maioria dos empresários ou alto executivos, uma secretária é um apoio necessário para delegar sua agenda diária. Contudo, existem coisas que não se pode delegar a ninguém: o seguimento de objetivos. Aplicações como ‘Getting Things Done’, da qual existem muitas versões, te lembram o que você tem para fazer hoje para atingir seus objetivos amanhã. Mais que uma secretária, chega a ser um coach pessoal.
    5. Evernote: Imagine poder colocar uma memória externa no seu cérebro. Ou ampliar sua capacidade de processamento. Evernote permite acumular uma quantidade enorme de informação (desde a web, uma foto ou uma ideia escrita em uma nota) de forma sincronizada de qualquer dispositivo conectado a internet. Além disso, reconhece o texto de imagens e o indexa.
    6. Hootsuite: Na era das redes sociais, o community management se converteu em um ‘must’ de qualquer empresa preocupada em sua reputação online. Uma ferramente chave na gestão integrada dessas redes é o Hootsuite, que além de oferecer um rápido overview, permite programas a publicação de conteúdo ou extrair estatísticas combinadas.
    7. Zyncro: O termo “intranet” soa cada vez mais arcaico. Mas fazem alguns anos que as grandes empresas programavam caríssimos sistemas ad-hoc para compartilhar arquivos pesados ou para ter um sistema de comunicação interno e seguro entre todos os seus empregados. Hoje as redes socais corporativas, como a Zyncro, permitem cobrir essas necessidades a partir da nuvem, o que agrega valor a possibilidade de acessar essa rede interna de qualquer dispositivo remoto.
    8. Basecamp: Para a gestão compartilhada de projetos que implicam às distintas pessoas da empresa, um bom sistema de project management é o Basecamp. Ele permite designar tarefas a cada membro da equipe e manter todas as fases do projeto em um mesma visão global do mesmo, evitando confusão ou retrabalhos.
    9. Harvest: Enviar uma citação deveria ser algo rápido e simples. Harvest elimina o Excel para criar orçamentos, mediante um modelo prático online, editável de qualquer computador, tablet ou smathphone. Ao mesmo tempo, incorpora funções como aprovação online do orçamento, a geração automática da fatura ou o tracking de horas dedicadas por cada um dos envolvidos em um projeto.
     
  • Joan Alvares 3:48 pm em 05/09/2011 Permalink | Responder
    Tags: , , software,   

    Menos é mais (ou mais é menos): na vida, no trabalho… e no software 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Pense um momento: você comprou seu carro para que? Para passeio ou transporte? Se sua resposta foi a segunda, deixe-me lembra-lo que qualquer alternativa (ir de táxi, metrô, bicicleta) permitira cumprir o mesmo objetivo sem todos os gastos que um carro tem: o combustível, as inevitáveis multas, os inevitáveis reparos, o seguro obrigatório ou o excessivo tempo – leia-se dinheiro – que se perde procurando uma vaga para estacionar. Mas mesmo que você continue discutindo sobre a necessidade de dirigir, você deve concordar comigo que seria mais rentável alugar um por hora, não? Você precisa de um carro para se locomover pelo centro da cidade? Alugue um utilitário. Vai fazer uma trilha? Uma over road. Precisa impressionar um cliente? Melhor um desportivo. Troque “comprar” por “alugar” e “ter” por “compartilhar” e vai ver como o mesmo dinheiro te da mais possibilidades. Use o CarSharing e escolha o carro que você precisa hoje, usar o CouchSurfing e sinta a sensação de ter uma casa em qualquer lugar do mundo.

    É a era ownerless: ter menos para desfrutar mais.

    Durante décadas as empresas de sucesso foram definidas pelo velho significado de “mais”. Esse significado implica em possuir recursos e condições de superioridade sobre a concorrência. Até recentemente este era o exemplo a ser seguido: ter sede em MAIS países, ter MAIS faturamento, ter MAIS empregados. Empresas onde esses empregados competem para ganhar salários MAIORES, com os quais possam comprar carros MAIORES e viajar nas férias para lugares MAIS distantes. Contudo, a crise financeira, a primeira da era digital, nos obriga agora a rever o significado de “mais”. E nos lembra que:

    1. Estar fisicamente em mais países (ser ‘multinacional’) já não é mais condição para ser global.
    2. Faturar mais não significa ganhar mais: a margem bruta sempre foi mais relevante, embora menos carismática, que o faturamento.
    3. Ter mais empregados não significa ser mais forte, como foi demonstrado na “queda de gigantes” como Lehman Brothers o General Motors.

    Recentemente escutei um empreendedor dizer orgulhoso que seu modelo é muito 2.0. “Somos minha mulher, eu e ponto”, brincou, explicando o quão bem ele estava indo com sua microestrutura. Isso me fez pensar sobre o modelo que meu sócio e eu um dia escolhemos para a Poko, e que um dia nos foi questionado. Esse modelo que abandonou o caminho da ‘empresa grande’ para se converter em uma ‘grande empresa’. Que revolucionou ao deixar de buscar abundancia (mais) para buscar a excelência (melhor).

    Confesso que cada vez estou mais orgulhosos de pertencer a uma empresa sem medo de diminuir, que continuamente otimiza sua estrutura para conseguir mais valor com menos recursos. Entendo que isso nos faz melhor para nossos clientes. Porque a cada dia estou mais seguro que as empresas que vão suportar essa crise não serão as ‘grandes empresas’ mas sim as ‘empresas sustentáveis’. Tendencias como Cloud Computing, Software as a Service, Crowdsourcing Software livre – que pretendo aprodundar em meu próximo post – dão da possibilidade de qualquer empresario gerir áreas chave nem a necessidade de criar grandes departamentos. Porque como dizem ‘não é mais rico o que tem mais, mas o que precisa de menos‘.

     

     
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