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  • Mari Carmen Martin 12:00 pm em 05/02/2013 Permalink | Responder
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    Chegou o momento de agilizar a implementação da tecnologia social nas organizações 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    Sou seguidora e leitora das pesquisas realizadas pela consultora americana McKinsey, especialmente no que se refere à tecnologia social ou negócios sociais. A tecnologia social abrange um meio tanto interno como externo, sendo as ferramentas internas as que incentivam a colaboração interna, como por exemplo as Redes Sociais Corporativas e a tecnologia social externa a que abrange as colaborações que estão fora da companhia, como por exemplo, o comércio social, os blogs corporativos e as redes gerais como Facebook e Twitter, entre muitas outras.

    A última pesquisa da McKinsey sobre tecnologia social foi publicada em julho do ano passado. Posteriormente, no mês de novembro, ela publicou o artigo Capturando informação de negócio através da tecnologia social, uma retrospectiva muito interessante que demonstra a melhoria na comunicação e na produtividade dos funcionários quando utilizam tecnologia social contribuindo para um aumento de 20 a 25% da produtividade. Os setores que mais utilizam este tipo de serviços, e consequentemente podem gerar um maior valor agregado ao negócio, são os setores B2B, como os de publicidade, auditoria, engenharia e consultoria; para os demais setores a porcentagem também é importante, mas a influência tem um índice menor.

    Realmente não consigo entender como as companhias e seus respectivos diretores não agilizam mais a implementação da tecnologia social nas organizações.

    Quero acreditar que isso acontece, em parte, por causa da falta de conhecimento e de desenvolvimento de suas capacidades digitais próprias para acessar esta informação e porque não existe a equipe adequada para gerenciar a tecnologia social. No entanto, é o própria direção das companhias que precisa cuidar na realidade da inovação e de estar sempre na frente do gerenciamento das equipes. A minha experiência nesse assunto, devido aos anos que passei em cargos de direção, me ensinou que o curto prazo geralmente ocupa uma porcentagem excessivamente alta do tempo e da agenda da direção das empresas. Isso faz com que este coletivo, que deveria favorecer a mudança e a inovação, acabe em muitos casos sendo o primeiro em criar barreiras para estas iniciativas, por simples falta de conhecimento, fazendo as organizações virarem organismos lentos, que não gestionam bem a inovação.

    Aproveitando que esta é a minha primeira publicação em 2013 no ZyncroBlog, deixo para vocês a minha lista personalizada das tendências 2.0 que eu gostaria de ver implementadas em muitas companhias:

    1. Implementação e gestão massiva das redes sociais corporativas criadas com o objetivo de serem ferramentas imprescindíveis para gerir comunidades de inovação e prática, aumentando o valor do negócio, acarretando em uma produtividade maior para as pessoas e agilizando as decisões.
    2. Desenvolvimento de capacidades digitais em todos os níveis da organização, começando pelos comitês de direção e atingindo todos os trabalhadores da empresa, em um processo dominó que leve a grandes mudanças estratégicas e operativas nas companhias.
    3. Criação de mapas de competências digitais necessários para liderar o processo de transformação para as empresas 2.0 no sentido mais estrito desta expressão.
    4. Nomeação de responsáveis de gestão da tecnologia social nas grandes companhias. Deve ser uma função multidisciplinar e transversal que englobe todos os departamentos.
    5. Gestão da marca pessoal dos diretores e embaixadores principais para apoiar e contribuir no posicionamento da marca da empresa no ambiente social interno e externo.
    6. Importância e gestão da influência social dos embaixadores que dão a cara da marca da companhia, localizados estrategicamente em diferentes camadas da organização.

    Mari Carmen Martín é formada em Psicologia Industrial e especialista em RH. Atualmente trabalha também para Cloudtalent, empresa do grupo Humannova, como responsável da criação de programas de marca personalizada para executivos e profissionais.

     

     
  • Mari Carmen Martin 12:00 pm em 29/10/2012 Permalink | Responder
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    A empresa 2.0 e algumas confusões 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    A partir do momento que Tim O’Reilly estabeleceu os princípios da web 2.0 em uma conferência em que participou em 2005, onde junto com outros palestrantes resumiu os princípios básicos da web 2.0, já passaram alguns anos e aconteceu muita coisa.

    Nesta época, a web 2.0 foi definida como uma série de aplicativos e páginas de Internet que utilizavam a inteligência coletiva para oferecer serviços interativos na rede.

    A web 2.0, entre muitas peculiaridades, continua apresentando as seguintes características:

    • Facilita a inteligência coletiva
    • Os efeitos da rede são altamente visíveis
    • A informação é a seguinte revolução
    • É o final da obsolescência do software
    • A leveza e a facilidade na programação e os modelos de negócio são as características mais destacadas
    • O software passa a ser um dispositivo
    • O usuário busca experiências mais satisfatórias
    • O todo é maior que a soma
    • O valor de um grupo criando na rede aumenta exponencialmente e, portanto, a sua implicação é mais profunda.

    A partir do momento em que a web 2.0 começou a ser considerada um fenômeno sério, as escolas de negócios dos EUA começaram a realizar estudos de caso sobre as mesmas. No ano 2009 aparece o termo empresa 2.0 [ES] com a publicação do libro de Andrew McAfee. Andrew, professor da Universidade de Harvard, define a empresa 2.0 como a utilização emergente de plataformas sociais de software dentro das companhias, entre as companhias ou entre fornecedores. A utilização de tecnologias sociais (social software ou social computing) com o objetivo de incrementar a colaboração e de fazer os processos e fluxos de trabalho mais produtivos. Estas ferramentas são parte de uma plataforma que pode ser entendida por qualquer pessoa da empresa e perduram no tempo. Transformam o trabalho do conhecimento em uma experiência abrangente e permanentemente visível.

    Em algumas circunstâncias a utilização destas tecnologias sociais foi entendida como uma forma de experimentar com novos aplicativos. No entanto, o conceito empresa 2.0 é muito mais abrangente, pois engloba a gestão da empresa em colaboração, a resolução de problemas de negócios através da colaboração e a obtenção de resultados de negócio através da colaboração. No libro Enterprise 2.0, McAfee deixa claro que as novas tecnologias são muito mais que uma parte socializadora da organização e que quando são aplicadas de uma forma inteligente para solucionar problemas de negócio, ajudam a captar a informação que está dispersa pela organização e transformá-la em conhecimento que possibilita mudanças rápidas, gera e molda ideias e finalmente resulta em sabedoria para o coletivo.

    Muitas empresas confundem este termo e com frequência se autodeterminam empresas 2.0, quando o que realmente está ocorrendo na organização é uma evolução do seu modelo de negócio. Por exemplo: uma elevada porcentagem das vendas de uma companhia é feita através das ligações do call center e, devido à evolução dos mercados, às mudanças no comportamentos dos clientes e à implementação de uma potente plataforma online, a organização decide passar o seu modelo de negócio para o comércio online. Neste caso, o passo dado em direção a um modelo de comércio eletrônico pode acarretar na implementação de tecnologia colaborativa e de modelos de organização 2.0, mas não o contrário.

    Mari Carmen Martín é formada em Psicologia Industrial e especialista em RH. Atualmente, trabalha também para Cloudtalent, empresa do grupo Humannova, como responsável da criação de programas de marca personalizada para executivos e profissionais.

     

     
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