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  • Pep Cura 10:52 am em 25/08/2011 Permalink | Responder
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    Comunicação Mediada por Computador. Antropologia 2.0 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Em meu artigo anterior neste blog eu coloquei uma pergunta: de que maneira as relações online podem enriquecer a esfera dos relacionamentos em comparação às offline?

    Não somos os primeiros a nos fazer essa pergunta. Nos anos 1990, um grupo de cientistas sociais realizaram algumas investigações particularmente relevantes a esse respeito.

    O objetivo era encontrar o melhor caminho para desenvolver os Sistemas de Comunicação Mediados por Computador (CMC) para organização e identificação de possíveis benefícios e dificuldades.

    Foi Kiesler que começou a investigar o tópico em 1984. Ele designou uma tarefa a um grupo de pessoas por meio de videoconferência e, para outro grupo, por meio de interação física. Os resultados que ele obteve apontaram uma falta de sinais sociais nos CMCs (por exemplo, características de gênero, idade, status social, expressão facial, entonação, nacionalidade) que resultaram em um fator de desinibição no grupo que não teve contato físico, que se traduziu em:

    – Maior igualdade na comunicação participativa.

    – Aumento nos níveis de agressão na comunicação (acredita-se que as pessoas perdem seus modos quando a pessoa lhes é desconhecida).

    Spears et al. (1990), não vendo claramente os resultados do primeiro estudo desenvolvido por Kiesler, propôs a mudança: analisar o uso de um único tipo de tecnologia (email) em diferentes contextos (ambientes de trabalho). Nos resultados da investigação foram observados que decisões tomadas em nível de grupo poderiam variar dependendo do senso de pertencimento dos participantes com o grupo. Em outras palavras; o contexto em que a tecnologia é aplicada é tão importante ou ainda mais importante que a tecnologia em si, ao menos no que se refere à tomada de decisões.

    Mantovani, também insatisfeito com os resultados de Kiesler, descobriu em outro estudo, realizado em 1994, que nos CMCs, a barreira hierárquica entre as pessoas é fortalecida ao invés de ser rompida, finalmente concluindo que a tecnologia não pode ser avaliada independentemente do contexto em que é aplicada.

    Parece que algumas das perguntas que aqueles cientistas sociais se fizeram no inicio da Internet ainda são válida hoje:

    – A hierarquia aumenta ou diminui nas relações CMC?

    – Existe maior transparência?

    – Acontece uma maior participação no desenvolvimento de tarefas?

    – O papel dos comunicadores varia significativamente?

    Do meu ponto de vista, o avanço mais significativo desses estudo está no reconhecimento de que as ferramentas de comunicação ou CMCs são DEPENDENTES, e, portanto, nós não podemos separá-las do contexto em que são utilizadas.

    Source: HINE, C: “Etnografía virtual”. Coleción Nuevas tecnologías y Sociedad. Ed.UOC. 2000 (“Virtual Ethnolgraphy” by HINE, C. in Spanish)

     
  • Pep Cura 11:54 am em 27/07/2011 Permalink | Responder
    Tags: , , escritório na nuvem, ,   

    Conheça o processo de implantação da sua Rede Social Corporativa: propostas e técnicas 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Como já foi explicado no artigo Redes Sociais Corporativas: Mitos ou Realidades? incorporar uma ao ambiente de trabalho e de comunicação virtual de uma empresa pode ser, para os responsáveis por ela, um salto no vazio ou um pequeno/grande ato de fé.

    Muitas pessoas, ao tomar a decisão de incorporar uma ferramenta de colaboração em um ambiente virtual, deixam a equipe ao deus-dará para aceitar e se adaptar à nova forma de trabalho.

    Todos compartilham os mesmos riscos e medos. Mas …


    • Como podemos saber se o aplicativo está pegando entre os trabalhadores da nossa empresa?
    • Como podemos saber se eles estão descobrindo todo o potencial da ferramenta?
    • E uma das coisas mais importantes: como podemos rectificar um processo de implementação que não chega ao esperado?

    Poderíamos falar de duas linhas na avaliação desses aspectos: o tecnológico e humano.

    Não me deterei agora na linha de frente, a tecnologia. Basta dizer que as ferramentas como Google Analytics podem render gráficos e dados sobre o uso e o comportamento da sua ferramenta. Mas eu quero comentar, no entanto, a perspectiva do comportamento humano.

    Assim, a premissa básica para o processo de implementação da Rede Social Corporativa é conhecer sua equipe e sobre tudo, conhecer suas atitudes práticas e reações frente a uma ferramenta colaborativa como a Zyncro.

    Consultorias psicossociais, como a Spora Sinergies estão desenvolvendo metodologias de pesquisa inovadoras, qualitativas e quantitativas, que permitem tencotnrar respostas tanto no mundo on-line como no off-line da empresa.

    Aplicando técnicas como entrevistas semi-estruturadas no entorno virtual, ou a análise dos discursos e dos significados dos usuários em relação a sua cultura organizacional, pode-se chegar a saber o uso que está sendo feito da ferramenta colaborativa, quais as dificuldades mais comuns entre os colaboradores, afim de canalizar o processo de implantação.


    Uma boa pesquisa social pode fazer a diferença entre um pulo e um salto na rede! Você está disposto a arriscar?

     

     
  • Pep Cura 9:25 am em 16/05/2011 Permalink | Responder
    Tags: , ,   

    Comunicação Mediada por Computador. Antropologia 2.0 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Em meu artigo anterior neste blog eu coloquei uma pergunta: de que maneira as relações online podem enriquecer a esfera dos relacionamentos em comparação às offline?

    Não somos os primeiros a nos  fazer essa pergunta. Nos anos 1990, um grupo de cientistas sociais realizaram algumas investigações particularmente relevantes a esse respeito.

    O objetivo era encontrar o melhor caminho para desenvolver os Sistemas de Comunicação Mediados por Computador (CMC) para organização e identificação de possíveis benefícios e dificuldades.

    Foi Kiesler que começou a investigar o tópico em 1984. Ele designou uma tarefa a um grupo de pessoas por meio de videoconferência e, para outro grupo, por meio de interação física. Os resultados que ele obteve apontaram uma falta de sinais sociais nos CMCs (por exemplo, características de gênero, idade, status social, expressão facial, entonação, nacionalidade) que resultaram em um fator de desinibição no grupo que não teve contato físico, que se traduziu em:

    • Maior igualdade na comunicação participativa.
    • IAumento nos níveis de agressão na comunicação (acredita-se que as pessoas perdem seus modos quando a pessoa lhes é desconhecida).

    Spears et al. (1990), não vendo claramente os resultados do primeiro estudo desenvolvido por Kiesler, propôs a mudança: analisar o uso de um único tipo de tecnologia (email) em diferentes contextos (ambientes de trabalho). Nos resultados da investigação foram observados que decisões tomadas em nível de grupo poderiam variar dependendo do senso de pertencimento dos participantes com o grupo. Em outras palavras; o contexto em que a tecnologia é aplicada é tão importante ou ainda mais importante que a tecnologia em si, ao menos no que se refere à tomada de decisões.

    Mantovani também insatisfeito com os resultados de Kiesler, descobriu em outro estudo, realizado em 1994, que nos CMCs, a  barreira hierárquica entre as pessoas é fortalecida ao invés de ser rompida,  finalmente concluindo que a tecnologia não pode ser avaliada independentemente do contexto em que é aplicada.

    Parece que algumas das perguntas que aqueles cientistas sociais se fizeram no inicio da Internet ainda são válida hoje:

    1. A hierarquia aumenta ou diminui nas relações CMC?
    2. Existe maior transparência?
    3. Acontece uma maior participação no desenvolvimento de tarefas?
    4. O papel dos comunicadores varia significativamente?

    Do meu ponto de vista, o avanço mais significativo desses estudo está no reconhecimento de que as ferramentas de comunicação ou CMCs são DEPENDENTES, e, portanto,  nós não podemos separá-las do contexto em que são utilizadas.

    Source: HINE, C: “Etnografía virtual”. Coleción Nuevas tecnologías y Sociedad. Ed.UOC. 2000 (“Virtual Ethnolgraphy” by HINE, C. in Spanish)

     
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