Novos meios para comunicar idéias 

Pode parecer incrível, mas grande número de pessoas e, em particular, de empresários e diretores de empresas de pequeno e médio portes (PMEs), sabe  muito pouco sobre o que são e para que servem as mídias sociais. Apesar das inúmeras matérias publicadas em jornais, revistas e portais na internet que abordam o assunto com frequência, boa parcela desse público ainda não se arriscou a entrar em um ou em vários desses novos canais.

A questão é entender até que ponto conhecer esses meios digitais de interação e participar deles ativamente pode trazer benefícios para as corporações. Na verdade, ninguém sabe responder a isso com exatidão uma vez que todas as inciativas ainda são embrionárias. Tudo é muito novo, até mesmo para as grandes empresas  que estão mais avançadas nesse aspecto, não só porque possuem mais recursos humanos e financeiros, como também e, principalmente, porque para elas tornou-se obrigatório entrar nas mídias sociais. Querendo ou não as grandes empresas precisam marcar presença nesses meios por um simples motivo: as pessoas já estão falando delas nas redes.

Embora para as PMEs isso ainda não seja uma imposição, quanto antes começarem a entender como esses canais funcionam, melhor estarão preparadas para se comunicarem com as novas gerações (pessoas da faixa etária entre 14 e 26 anos) que cada vez mais utilizam as redes sociais para se informarem sobre o que acontece no mundo, e ainda para trocar opiniões sobre produtos e serviços que costumam consumir com seus amigos e demais integrantes de suas redes de relacionamento.

O que vale para as companhias de todos os portes é conhecer cada um desses novos canais, num primeiro momento, para então eleger em qual ou quais deles pode ser interessante entrar. Para uma fabricante de autopeças, que não vende seus produtos diretamente para o consumidor final, mas sim para as montadoras, o meio mais apropriado, por exemplo, seria criar um blog dentro do site institucional da empresa, ou um grupo dentro do LinkedIn, no qual seriam inseridos conteúdos voltados para engenheiros e profissionais do setor automotivo.

Já para uma padaria, um canal interessante seria o Twitter, por meio do qual poderia comunicar ao seu público-alvo (moradores e pessoas que trabalham naquele determinado bairro) quando estaria saindo uma nova fornada de pães. Há exemplo real de uma padaria do Rio de Janeiro que fez isso e conseguiu fidelizar maior número de clientes com a iniciativa.

Essas são apenas algumas das inúmeras possibilidades oferecidas por esses canais. O importante é entender que não será necessário estar presente em todas as mídias sociais, mas apenas naquelas que se mostrarem mais interessantes e que deverão ser eleitas de acordo com a atividade da empresa, seu público-alvo, e de uma série de outros aspectos. Outro ponto importante é que todas as ações nesses meios deverão estar atreladas à missão, aos valores e à política da empresa, sendo determinadas e monitoradas pela área de marketing.

Tais meios não irão substituir as mídias tradicionais, como jornais, revistas e portais na internet, nos quais as empresas costumam publicar anúncios e notícias sobre seus produtos e serviços. As redes sociais têm outro viés e requerem outro tipo de atenção e tratamento porque não são meros canais de informação, mas sim de colaboração e de interação. Nesse sentido, os conteúdos ali postados devem ser de interesse do público pretendido e propiciar discussões e troca de ideias.  Com isso será possível conhecer melhor essas pessoas, saber quais são seus hábitos, suas necessidades e desejos – informações que, se bem analisadas pelas empresas, poderão ser utilizadas para  melhorar seus produtos e/ou serviços, ou mesmo para criar novas opções que atendam a esses anseios.

 

Silvia Giurlani é jornalista especializada em tecnologia da informação e autora dos livros “Mídias Sociais para Pequenas e Médias Empresas – Primeiros Passos”  (escrito em parceria com Edson Melo de Souza) e “25 Anos de Assessoria de Imprensa no Brasil” (escrito em parceria com Vera Lúcia Rodrigues), ambos editados pela Germinal Editora.