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  • Sonia R Muriel 1:00 am em 27/06/2013 Permalink | Responder
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    Tipos de chefes nocivos 

    Um líder lidera e guia sua equipe e consegue fazer o talento natural de seus funcionários crescer. Busca conversar e valoriza a policromia profissional. Por outro lado, um chefe dá ordens, impõe tarefas aos funcionários e espera em troca disciplina e obediência.

    Não existe o líder perfeito, já que o líder é um ser humano. Neste post de hoje contarei algumas das tipologias de chefes nocivos com carinho, respeito e um toque de humor, fatos que todos nós, embora alguns mais e outros menos, sentimos na pele durante nossa vida profissional.

    Alguns tipos de chefes nocivos

    Chefe vira-casaca: muda de decisão dependendo do contexto, da pessoa ou do tema em questão. É quase impossível que diga o mesmo se é perguntado várias vezes por um tema e não se lembra do que disse que pensava com tanta firmeza.

    Chefe paternalista: trata os trabalhadores como filhos. Tem uma atitude protetora com a equipe. Costuma ser querido por todos mas não ajuda o desenvolvimento profissional.

    Chefe ventilador: tem a capacidade especial e natural para dispersar as responsabilidades, os problemas e especialmente os maus resultados entre todos ao seu redor. É especialista em encontrar um bode expiatório sempre que pisa na jaca.

    Chefe folgado: vive como um parasita do trabalho dos demais. Seu dia de trabalho se resume em participar basicamente de reuniões e fingir que está trabalhando.

    Chefe Peter Pan: vive no mundo da fantasia. Mesmo que a empresa esteja em plena batalha interna, se alguém pergunta se tudo vai bem, ele responderá que está tudo ótimo.

    Chefe colega: só lhe importa ser querido por todos os trabalhadores  e é incapaz de criticar-lhes. Se precisa avaliar a equipe, sofre.

    Chefe conciliador: odeia conflitosNão fala mal de ninguém, só quer trabalhar e ter uma vida pacífica e em harmonia.

    Chefe Dr. Jekyll e Mr. Hyde: é o chefe mais agradável do mundo, preocupado pela vida pessoal de seus trabalhadores e, de repente, vira uma pessoa maligna, deixando vítimas arrasadas por onde passa e mortas de medo por não saber como lidar com ele na próxima vez.

    Chefe Rambo: um especialista guerrilheiro. Acredita que a sua missão na empresa é ganhar uma guerra e está disposto a morrer por ela

    Chefe não estou nem aí: não se altera nunca, nenhum problema é suficientemente grande para não poder relativizá-lo. O único que importa é o salário no bolso todos os meses. 

    Chefe recluso: quase nunca sai da sua sala mas, se não tem jeito, está incômodo e louco pra volver para a sua clausura.

    Chefe tio Patinhas: só pensa em uma coisa da empresa: o dinheiro.

    Chefe imperador romano: esbanja arrogância e é a pessoa mais feliz do mundo por ter se conhecido.

    Chefe celebrity: o que ele gosta de verdade é de ser parte do show. Suas principais preocupações são que o seu nome apareça em destaque em qualquer cartaz,  legenda de foto ou nota de imprensa. 

    Chefe de lua: deixa os trabalhadores sem reação do mesmo modo que o chefe Dr. Jekyll e Mr. Hyde, mas em vez de variar entre ser legal e ser malvado, varia entre ser a pessoa mais feliz do mundo ou ser a mais deprimida e negativa da história da empresa.

     

    Sonia Rodríguez Muriel é uma apaixonada dos Recursos Humanos, é Diretora de Recursos Humanos e Meios na Agencia de Innovación y Desarrollo de Andalucía IDEA.

     
  • Sonia R Muriel 6:00 am em 27/03/2013 Permalink | Responder
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    O caos é necessário para mudar a empresa 

    Tempo estimado de leitura: 7 minutos

    Há várias semanas atrás estive na apresentação do precioso poemário Entropía de Voces S], de Milagrosa Díaz Gálvez. Adoro o sentido que Mila dá à palavra entropia como: conceito de caos ou desordem que pretende conciliar pensamentos aparentemente díspares, Espaço de vozes que se retroalimentam de dentro para fora e vice-versa e conciliar cavilações díspares, porque a vida é confusa. Utilizando estes significados do termo, resolvi escrever minhas reflexões pessoais sobre o mundo da empresa, a gestão de pessoas e a entropia.

    Originalmente o conceito de entropia apareceu como uma palavra vinda do grego em (en-en, sobre, próximo a) e sqopg (mudança, giro, alternativa, transformação, evolução). A entropia surgiu no campo da física, mas hoje é aplicável a muitas outras áreas, como a informação ou a economia. Na sua interpretação mais geral estabelece que a cada instante o Universo fica mais desordenado, provocando uma deterioração generalizada e inevitável em direção ao caos.

    Não acredito na entropia como significado de que tudo piora de modo irreversível. No entanto, acredito na necessidade de coordenar pensamentos heterogêneos que influenciam a empresa e a nossa forma de entender a função de RH.

    O caos como primeiro passo para a ordem

    Existem sistemas nos que a entropia não é diretamente proporcional à desordem, senão à ordem, como pode ocorrer nas organizações. Podemos dar para a entropia o papel de criadora de um nova ordem. Como dizia Einstein, toda ordem é o primeiro passo em direção a um novo caos.

    Uma crise não tem que ser necessariamente algo ruim que ocorre nas empresas, porque bem gerida pode ser o caminho ao progresso. A criatividade nasce do desequilíbrio e nos tempos de crise brotam as melhores ideias.

    A necessidade de uma nova cultura empresarial

    A tecnologia evolui, a sociedade se transforma, as pessoas se adaptam, o mundo se diversifica e as organizações devem inovar. Tudo muda e durante a mudança precisamos encontrar um novo equilíbrio. E este equilíbrio exige tempo, esforço e uma transformação na cultura empresarial.

    Mudar não será fácil nem ordenado mas será satisfatório. Porque não pode existir uma organização que cresça sem sair da sua zona de conforto. O caos é necessário. Um caos que questione as regras que eram válidas até agora, os princípios econômicos que temos seguido e as políticas de Recursos Humanos que levam séculos fazendo a gestão de profissionais.

    Nenhuma organização se salvará do processo entrópico que estamos vivendo, o qual nos levará a uma nova situação de equilíbrio. Estamos diante de um processo irreversível.

    Chegaremos a uma situação diferente e melhor, mas só conseguiremos sendo uma empresa transformada e adaptada.

    Arriscar e sair da zona de conforto para evoluir

    O mercado laboral, o tecido empresarial, a economia e as empresas estão submetidas atualmente a um processo invariável que busca um novo equilíbrio. Estou falando de uma nova ordem a partir da desordem. De deixar atrás as práticas da “vida toda”, de arriscar, estimular a tolerância ao fracasso para poder evoluir e de “aprender a aprender” de uma maneira sem tabus.

    As empresas tendem por impulso a reproduzir um estado prévio, repetindo o que deu certo anteriormente em uma situação social, econômica e política determinadas. É uma obstinação querer fazer as coisas como antes. Mas uma boa liderança e uma correta gestão de pessoas têm o dever de lutar contra esta força.

    A entropia cresce sempre, é inevitável e sempre está ao nosso redor. A desordem é parte da vida quotidiana e ocorre a cada momento e, será que este caos é ruim? De jeito nenhum. Acho que o caos é até bonito, pela agradável sensação que produz encontrar a harmonia dentro do caos.

    O grau de incertezas acarretado é positivo; como tratamos de novos problemas que não foram previstos,  já não há respostas claras nem estruturadas. Agora nos resta trabalhar para poder estarmos preparados para as mudanças futuras, gerar organizações flexíveis, ser conscientes da entropia organizativa, suscitar profissionais que se adaptam e conseguir uma nova liderança. E, nesse processo, o papel de Recursos Humanos e das novas ferramentas de comunicação e fluxo de conhecimento nas empresas são fundamentais para que o caos possa ser entendido e tenha sentido.

    Sua empresa está preparada para encarar a desordem necessária para mudar?

    Sonia Rodríguez Muriel é uma apaixonada dos Recursos Humanos, é Diretora de Recursos Humanos e Meios na Agencia de Innovación y Desarrollo de Andalucía IDEA, e possui um blog pessoal [ES] que nós de Zyncro lhe recomendamos.

     

     
  • Sonia R Muriel 9:00 am em 29/11/2012 Permalink | Responder
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    Vale tudo na empresa? 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    Adoro aproveitar qualquer resquício de “tempo ocioso” para ler, atualizar meu perfil nas redes sociais ou responder e-mails atrasados. Por este motivo costumo sair com o iPad na bolsa. Essa era a minha intenção quando estava indo de Madrid de volta à Sevilha no trem-bala na sexta-feira passada, depois de participar no evento #ComunícaME [ES] organizado pela Zyncro.

    Enquanto ia escrevendo mensagens, sem querer comecei a ver o filme que estava começando e os primeiros minutos prenderam tanto a minha atenção que acabei guardando o iPad e enfocando todos os meus sentidos na telinha do trem.

    O filme em questão era Margin call, O Dia antes do fim. Uma história sobre as 24 horas prévias ao início da crise financeira de 2008 em um banco de investimentos anônimo, que supostamente representa Leman Brothers.

    A trama começa com a agressividade da equipe de Recursos Humanos. É muito significativa a forma que eles despedem em questão de minutos a vários trabalhadores e o ambiente criado em torno disso, assim como a falta de compaixão e empatia.

    É chocante a rescisão de contrato fulminante do Chefe de Controle de Riscos, quando ele estava a ponto de descobrir um perigoso buraco negro no banco de investimentos, após dezenove anos de dedicação à empresa. Esta cena é apenas o princípio de sucessivos conflitos éticos e morais. Coloco aqui o vídeo com esta cena porque vale a pena vê-lo [ES].

    Este filme não só me ajudou a entender melhor como ocorreu a crise, senão que também me fez pensar de novo sobre como é possível que alguns diretores pensem que vale tudo por dinheiro, especialmente no que se refere a agir com falta de ética pessoal e profissional, deixando completamente de lado o valor das pessoas.

    É muito difícil conseguir imaginar o que estava passando na cabeça daqueles executivos para poder salvar a companhia, ou pelo menos para salvar uma grande parte do seu valor econômico correspondente. Mas evidentemente a responsabilidade social e a ética empresarial não estavam muito presentes naquelas salas de reuniões e escritórios. A maior prova disso é que a firma faz a opção de vender em 24 horas para se livrar de algo que eram plenamente conscientes que carecia de valor.

    Um ótimo resumo desta filosofia é a frase dita pelo CEO em um dos momentos de maior tensão do filme:

    “Seja o primeiro. Seja o mais inteligente. Ou finja.”

     

    Onde se encontra a Responsabilidade Social Empresarial (RSE), em uma memória?

    Já passaram quatro anos do começo da crise financeira e em vez de progredir na gestão de pessoas, infelizmente demos início a um caminho de involução.

    Perdi a conta dos livros, artigos e blogs que foram escritos e do número de jornadas organizadas para ressaltar que os profissionais são o pilar sobre o qual uma organização é construída. No entanto, a verdade não pode ser negada: demissões massivas, supressão de orçamentos para a formação e o desenvolvimento de talentos, mobbing maternal, maior discriminação sexual e de deficientes, abusos de horários e de volume de trabalho, etc.

    Obviamente não foi a falta de ética o único fator que nos levou a esta crise, mas sim que ajudou muito.

    Se não apostamos por cuidar aos nossos ativos mais importantes, as PESSOAS, e por implantar modelos de gestão socialmente responsáveis, como vamos sair desta situação?

    A função da direção e especialmente dos responsáveis de RH é levar sempre em consideração que a empresa é constituída pelos seus trabalhadores, e que desumanizar as organizações não traz melhores resultados e produtividade, senão justamente o contrário. É imprescindível reduzir as mensagens de medo, gerar um ambiente de trabalho saudável e trabalhar por uma comunicação direta, transparente e multidirecional.

    Agora mais que nunca necessitamos gerar confiança para merecer o compromisso de nossos colegas e colaboradores e principalmente nunca esquecer algo muito importante: NÃO VALE TUDO, NEM NAS EMPRESAS.

    “Cada aspecto da cultura ocidental necessita um novo código ético, uma ética racional como condição prévia para o renascimento.”

    Ayn Rand

    Sonia Rodríguez Muriel é uma apaixonada dos Recursos Humanos, é Diretora de Recursos Humanos e Meios na Agencia de Innovación y Desarrollo de Andalucía IDEA, e possui um blog pessoal [ES] que nós de Zyncro lhe recomendamos.

     

     
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