Actualizações de julho, 2013 Mostrar/Esconder Comentários | Atalhos de Teclado

  • Ana Asuero 3:00 am em 23/07/2013 Permalink | Responder
    Tags: , , , , ,   

    O CEO precisa virar Social CEO 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    Infografia Social CEO por CEO.com

    Num momento quando a vida pessoal e profissional virou social, perguntar se os CEO deveriam usar os meios sociais é desnecessário.

    O CEO deveria ser o primeiro em adquirir uma atitude social para ser seguido pelos demais funcionários. A direção precisa ser a primeira a estar convencida dos benefícios de ser uma empresa social para que os ‘genes sociais’ se espalhem por toda a organização. Se ele não dá protagonismo aos meios sociais, este tipo de comunicação interna dificilmente poderá expandir-se à empresa.

    No entanto, ainda encontramos CEOs que continuam sendo receosos a ser social CEOsUma pesquisa concluiu que apenas 29,7% dos CEOs da lista Fortune500 está presente em uma rede social.

    (Mais …)

     
  • Juan Ignacio Barenys 3:00 am em 16/07/2013 Permalink | Responder
    Tags: , , comunicação oral   

    O Diretor e a comunicação oral: cinco premissas para falar em público 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    Cada vez é mais valorizado, para as posições de Direção, um profissional que entre suas capacidades tenha a de se comunicar bemUm diretor passa a metade de seu tempo executando tarefas que envolvem falar. Para alcançar esse objetivo de falar bem, vamos estabelecer cinco premissas a serem consideradas. 

    1. Sempre temos um público. Falar em público não é uma tarefa de oradores profissionais nem de ocasiões excepcionais. Quando se fala é porque alguém vai ouvir nossas palavras e é preciso cuidar o conteúdo e a forma do discurso mesmo que este não seja pronunciado numa sala repleta de público e sim numa reunião de rotina de trabalho com uma equipe reduzida de colegas. 

    2. Falar em público é uma habilidade que pode ser treinada e aprendida. É muito frequente acreditar que falar em público é um dom que algumas pessoas têm a sorte de ter, desde o nascimento, e a outras lhes é negado. Isso não é verdade. A falar se aprende. Manejar os órgãos da voz, o conhecimento das palavras e seus significados, e adquirir as estruturas da linguagem, não é um fenômeno inerente ou de geração espontânea. É um processo progressivo ao longo da vida humana, que nunca finaliza. Com a prática, podemos chegar a ser capazes de fazer discursos longos e brilhantes, dotados de conteúdos adequados.

    (Mais …)

     
  • José Luis del Campo Villares 3:00 am em 04/06/2013 Permalink | Responder
    Tags: com, , , , , , , ,   

    Redes Sociais Corporativas: crescimento linear de pessoas e crescimento exponencial de talento 

    Tempo estimado de leitura: 9 minutos

    Uma das virtudes que pode ter uma organização na hora de aplicar uma adequada Rede Social Corporativa (RSC) é a de conseguir que diferentes pessoas da mesma dividam em um mesmo espaço conhecimentos e diferentes pontos de vista sobre uma mesma ideia.

    Talvez dois membros de uma organização nunca tenham partilhado ideias sobre um assunto em que trabalham ambos dentro de uma organização, tanto por circunstâncias físicas -por exemplo, porque os membros da organização trabalham em centros de trabalhos diferentes e com grande distância geográfica entre eles- ou por circunstâncias de tempo -já que cabe a possibilidade de que os turnos de  trabalho não coincidam nunca-.

    Neste contexto, pode dar-se a situação que membros de uma mesma organização que poderiam compartilhar conhecimentos com benefício tanto pessoais como para a sua empresa, nunca tenham entrado em contato nem compartilhado suas opiniões.

    A implantação de uma Rede Social Corporativa teria um papel fundamental nesta conjuntura, sendo um dos seus pontos principais, já que a soma linear das pessoas com determinados conhecimentos (talentos) acarretaria em um crescimento exponencial do talento na organização.

    Ao decidir implantar uma RSC na nossa organização, um dos principais objetivos deve de ser o de facilitar um espaço virtual colaborativo no qual diversos profissionais que trabalham em um produto, por exemplo, possam contribuir com a sua experiência e com ideias que beneficiarão a outros profissionais de sua área que estão trabalhando nesse produto em outros centros de trabalho e ainda a outros profissionais que trabalham neste produto desde outros meios.

    Parece algo mais complexo do que realmente o é e para isso nada melhor do que dar um exemplo para podermos observar como o crescimento resulta exponencial para a organização.

    Vamos supor que uma organização conta com sedes em diferentes partes do planeta como Europa, América do Norte e Ásia. Comercializam uma série de produtos e, neste exemplo, vamos considerar o produto A. Implantamos uma RSC para criar um ambiente de contato de profissionais de diferentes departamentos, por exemplo, os diretores de áreas.

    Quando um diretor da área de projeto de Ásia deste produto A entra na rede para compartilhar a experiência dos usuários finais que adquiriram esse produto, permite que o diretor de área de projeto de Europa e de América do Norte fiquem informados e possam trabalhar nesse produto para modificá-lo, se for o caso, fazendo melhorias que beneficiem seus clientes finais. Se nesse mesmo ponto de encontro participam também os diretores da área de marketing, eles poderão ver quais são os pontos fortes e poderão conseguir convencer o cliente final de todas as partes do mundo (marketing de apoio) para comprarem esse produto A. E se os diretores da área financeira também participam, poderão ver se existe a necessidade de aplicar diferentes preços ao produto em função da possível concorrência existente em cada parte do mundo.

    Com este simples exemplo podemos ver como o talento de um dos membros da organização, partilhado em um espaço comum aberto colaborativo, não só acarreta um crescimento linear do mesmo senão que também leva a um crescimento exponencial do talento que repercutirá em uma melhoria global da organização em diferentes escalas e conjuntamente. Isso é algo que dificilmente se consiga com um sistema tradicional de organização onde, com sorte, os departamentos se reúnem em uma convenção anual para expor suas ideias.

    A RSC que se implante precisa ter quatro pontos indispensáveis para que resulte uma verdadeira fonte de conhecimento colaborativo:
    • Aberta: isto é, que todos os membros da organização, com independência da área de trabalho dentro da mesma, mas que tenham o mesmo nível de responsabilidade hierárquica, possam entrar em qualquer momento para compartilhar uma ideia, um conhecimento,etc. algo que possa ser interessante para qualquer departamento e em qualquer parte da organização.
    • Colaborativa: que seja um ponto de encontro para debater e dividir conteúdos, não um espaço de rede social. Ou seja, implantar esta rede também requer cumprir alguns princípios de comportamento por parte dos seus participantes.
    • Atemporal: qualquer membro pode entrar para compartilhar algo que fique claramente definido para que os demais membros, quando decidam entrar, saibam sobre o tema e possam entrar a compartilhar, debater ou ampliar o conhecimento já deixado aqui por outro membro da organização.
    • Hierárquica: que a RSC implantada abra diferentes pontos de encontro onde possam participar diferentes profissionais de diferentes níveis de responsabilidade da organização.
    Como faria a implantação de uma RSC se eu fosse o responsável desta implantação na empresa?

    Primeiro, analisaria as atividades e departamentos que compõe a minha organização. Segundo, analisaria o nível hierárquico da minha staff. Terceiro, estabeleceria critérios que me permitissem criar diferentes pontos de encontro de profissionais da organização tanto em competências paralelas como transversais. Em outras palavras, por exemplo:

    • Pontos de encontro para os responsáveis de direção financeira, marketing, etc, compartilharem conhecimentos de vários centros de trabalho (competências paralelas).
    • Pontos de encontro para os mesmos níveis hierárquicos do mesmo centro de trabalho da organização compartilharem conhecimentos (competências transversais intracentros).
    • Pontos de encontro para os mesmos níveis hierárquicos de vários centros de trabalho compartilharem conhecimentos (competências transversais intercentros).

    Cada membro que entra a participar na RSC se responsabiliza de compartilhar seus conhecimentos em um ou mais dos centros implantados em função de a quem ele considere que lhe possam interessar.

    Claro está que isso implica formar previamente os participantes, mas o que também fica claro é que após implantado este sistema e esta RSC, o crescimento do talento dentro da organização é exponencial e não linear como o que  predomina nas organizações 1.0.

    Jose Luis del Campo Villares (@JoseLdelCampo) é Facilitador, Formador e Coach. Preocupa-se pelas pessoas e pela sua vida dentro das organizações; por isso é Consultor em Social Media e CEO de Socialmedia Network. Além de fazer diversas colaborações, escreve o seu próprio blog, recomendado pela Zyncro.

     
  • Javier Velilla 5:00 am em 23/04/2013 Permalink | Responder
    Tags: , , , , ,   

    O papel da marca nas organizações na nuvem 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    A empresa em rede é um modelo de organização intensiva em conhecimento, é descentralizada, com processos de troca de dados, com presença global e local, com talento conectado dentro e fora dos limites estritos da sociedade mercantil. A empresa em rede é definida pela capacidade de empregar as TIC graças a uma profunda transformação cultural e organizativa frente a um mercado complexo e exigente.

    É um fenômeno que cresce em todas as economias avançadas e que foi descrito por Manuel Castells em numerosos livros e artigos. Na mesma linha, Juan Freire e Antoni Gutierrez-Rubí afirmam no primeiro ponto de seu Manifesto Crowd que “os mercados são relações”.

    A organização em rede significa descentralizar: redes de unidades semiautônomas ou alianças estratégicas entre empresas. Entre as vantagens deste modelo destacam a adaptabilidade, a flexibilidade e a coordenação de objetivos, o conhecimento e a inovação em uma perspectiva tanto local como regional e global.

    Definitivamente, este tipo de empresa não se expressa com adjetivos como dentro/fora, perto/longe ou superior/inferior. Talvez porque tenham perdido esse capítulo do Bairro Sésamo ou o esqueceram. A busca de uma maior competitividade nos convida a utilizar este tipo de lógicas, que vêm acompanhadas, evidentemente, de um apoio nos meios e suportes na nuvem.

    A competitividade se movimenta em um clique: com distâncias e comportamentos novos. Esta lógica se baseia no conceito de rede, que descreve estruturas compostas por pessoas e organizações conectadas por um ou mais tipos de relações. A tecnologia evoluiu muito neste aspecto, mas a perspectiva de marca fez surgir algumas dúvidas bem oportunas. A maioria tem a ver com o equilíbrio entre consistência (controle, coesão, unicidade, homogeneidade…) e dispersão (nuvem, nodo, link, diversidade, rede…). Muitas empresas estão transitando sobre estas variáveis e o impacto na gestão de sua marca é evidente.

    Uma marca deve ser a junta de todos estes nodos e conexões. Uma marca define um horizonte para a organização e funciona como aglutinante porque estabelece o significado, a proposta de valor e os fatos e comportamentos que a sustentam. Quando toda a empresa está na nuvem, a marca deve ser o elemento que guia para dar consistência a todos os pontos de contato (marketing, recursos humanos, inovação…) e para garantir um enfoque compartilhado (objetivos, cultura corporativa, relatos…).

    As marcas sugerem cada vez mais um caminho, uma realidade que convida a todas as pessoas a transitar por diferentes plataformas, contextos e relatos difundidos. Diante de uma realidade dinâmica, experiencial e bidirecional, a marca se comporta como um agente facilitador e se expressa mais como território de marca (um espaço mental aberto dotado de diferentes realidades) do que como as legendárias USP (unique selling proposition).

    Um conselho para gerir uma marca na nuvem: enquanto tudo é periferia, a marca deve ser o centro. É a melhor maneira de gerar uma figura mental memorável (que distingue a marca do barulho), ajuda o consumidor a comprar (garantia e confiança) e sintoniza toda a organização em um ponto de vista inspirador.

    Javier Velilla (@javiervelilla) é Sócio e Diretor da consultora de comunicação estratégica Comuniza. É especialista em gestão de marca, planejamento e redes sociais e Docente para centros de formação universitária, para empresas e instituições, além de Pesquisador acadêmico e autor de um livro sobre branding

     

     
  • Andres Ortega 5:14 am em 02/04/2013 Permalink | Responder
    Tags: , , , rede social interna   

    Princípios arquitetônicos na implantação de uma Rede Social Corporativa 

    Tempo estimado de leitura: 7 minutos

    Quando reflito sobre o sentido, impacto, usabilidade, funcionalidade, essência e razão de ser da união destas três palavras: Rede, Social, Corporativa…, minha análise sempre conclui que estamos diante de uma das ferramentas organizativas mais potentes e transcendentais não do ponto de vista tecnológico e sim do cultural.

    Muitas organizações estão aderindo a essa nova onda que significa a implantação de uma Rede Social Corporativa sem analisar ou avaliar as implicações que estes desenvolvimentos poderiam chegar a ter em termos de transformação organizativa. Existe uma associação inquestionável entre Rede Social Corporativa e transformação cultural. Na empresa do s.XXI, uma depende da outra e vice-versa. No entanto, é preciso enfatizar que, neste caso, a ordem dos fatores sim que altera o resultado gerado pelo produto.

    Começar a casa pelo telhado

    É preciso entender que não se deve (nem se pode) implantar uma rede social interna com a finalidade de levar a uma transformação cultural.

    Um número considerável de empresas se jogou na aventura tecnológica da implantação de uma rede social equivocando-se ao pensar que se tratava precisamente de um projeto tecnológico e não de uma viagem de transformação organizacional. Aí está o primeiro erro de cálculo por parte de muitas organizações que achavam que o princípio da transformação cultural se daria a partir da implantação de uma rede social corporativa.

    Querer estimular a r-evolução organizativa para um modelo mais aberto, mais plural e mais participativo, através da implantação de uma rede social corporativa é começar a construir a casa pelo telhado. Uma rede social interna é provavelmente o modo mais eficaz para transportar os comportamentos e as interações associadas a um novo modelo de gestão. Trata-se sem dúvida de uma poderosa ferramenta que, bem consolidada e firme, poderia ser a engrenagem perfeita para levantar o peso dos processos e condutas organizativas habituais e ir progressivamente introduzindo uma nova forma de relação, um novo modo de gestão, mas não como o ponto de partida desse processo evolutivo na empresa.

    A base da Rede Social como meio de transformação

    No entanto, e como sucede com qualquer obra que não queremos que seja destruída  pelo vento, é preciso, com caráter prévio à construção, trabalhar uma base de cimento sólida, resistente, que inspire confiança e credibilidade para os que se moverão pelo edifício, para os habitantes dessa rede social. Estas são algumas chaves arquitetônicas básicas, essenciais para qualquer rede social corporativa cumprir seu propósito: ser o meio de transporte dos comportamentos de um novo modelo de gestão, sólido, sem rachaduras nem fissuras.

    – Desenvolver a cultura do diálogo e da conversa com caráter prévio à implantação. Se historicamente limitamos as conversas abertas e interagimos pouco com os nossos funcionários, o que nos leva a achar que contar com uma rede social fará os mesmos se comportarem de outro modo? A compartilhar e dialogar de forma diferente? É imprescindível que se marque e insira a cultura do diálogo antes da implantação. É a forma de assegurar que a rede social vai poder atingir o seu propósito.

    Designar a propriedade da rede social aos profissionais da organização. Não é congruente comprar um terreno, “urbanizar novos comportamentos”, construir o meio e depois pensar em guardar as chaves que dão acesso livre ao imóvel. O fluxo de inter-relacionamento e iniciativas que surjam através da rede social são bens comuns que favorecem a organização como um todo. Para conseguir maximizar o conhecimento gerado através da Rede Social Interna é preciso consolidar primeiramente que esta não é um coto privado senão uma propriedade aberta.

    Interiorizar e ancorar a vontade de transformar a organização. Provavelmente este é o pilar mais crítico neste processo arquitetônico. Trata-se da requalificação do terreno organizativo. Os órgãos de poder e a cúpula organizativa devem gerar o compromisso da vontade de transformar a organização antes da implantação de uma Rede Social Interna. É imperativo; se não existe este compromisso, a requalificação do terreno será fictícia e o meio de transporte, em forma de Rede Social, viajará vazio.

    Uma Rede Social Corporativa é muito mais do que uma ferramenta, é a engrenagem para transformar culturalmente, podendo ser decisiva no processo de transformação que muitas organizações estão passando nos dias de hoje.

    No entanto, é indispensável, previamente a sua implantação, que o cimento da cultura do diálogo esteja sólido,  que designe a propriedade do conhecimento gerado à organização como um todo e, acima de tudo, que a estrutura de comando adquira uma vontade nítida para iniciar um processo de transformação organizativa. Só então uma Rede Social Corporativa cumprirá seu propósito como engrenagem de transformação cultural e como veículo que transporta uma nova forma de interação e geração de conhecimento.

    Andrés Ortega (@Ander73) é especialista na área de Gestão de Pessoas. Atualmente é HR Director para Espanha, e responsável de Engagement para Europa em DAMCO, empresa do Grupo dinamarquês AP Moller Maersk. A equipe de Zyncro recomenda a leitura do seu Blog pessoal.

     
  • Jose Manuel Perez Marzabal 6:00 am em 21/03/2013 Permalink | Responder
    Tags: legal 2.0, , ,   

    Importância do naming na rede para sua estratégia digital 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    Um dos aspectos críticos da estratégia de marca online está relacionado aos nomes de domínio. Historicamente, fomos encontrando uma certa disputa entre os nomes de domínio na Internet e marcas de terceiros coincidentes com os mesmos. Uma tensão que acarretou em numerosas práticas predatórias e parasitárias como, entre outras, um modelo de negócio de apoderamento sistemático de nomes de domínio para a sua posterior venda à melhor contraoferta.

    De uma perspectiva atual e prática, no contexto da denominada Web 2.0 que supõe uma evolução em relação aos sites corporativos tradicionais, estamos diante do fenômeno do naming e dos endereços personalizados que as redes sociais oferecem (vanity URL, em inglês). Na minha modesta opinião, é uma repetição da situação anterior, que tinha o precedente claro da figura de ciberocupação antes de que fosse consolidada a política existente da ICANN como peça fundamental da engrenagem para o cadastramento e a resolução de controvérsias entre o titular de um nome de domínio e um terceiro pelo registro e exploração abusiva do mesmo no que se refere aos domínios de Internet (conhecida também pelas sua sigla em inglês UDRP), para assegurar a solução de disputas por mecanismos arbitrais com a intervenção de entidades acreditadas, entre as que destaca a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI, em inglês).

    Os elementos que formam a rede de redes necessitam ser identificados e diferenciados dos demais por uma URL única e irrepetível. Tal identificação pode ser conseguida através de endereços IP e do sistema de nomes de domínio (DNS, em inglês). Os nomes de domínio, que participam da natureza jurídica própria dos bens imateriais, passaram de ser um endereço eletrônico qualquer a um sinal distintivo sui generis que identifica as personas, físicas e jurídicas, que configuram o ecossistema de Internet.

    No entanto, e aqui está uma potencial fonte de litigiosidade, é possível registrar praticamente qualquer nome de usuário como endereço URL nas redes sociais e aplicativos web com o único requisito de que esteja disponível (provavelmente uma das poucas exceções seja Facebook). Ou seja, dentro do atual regime “aberto”, sem esquecer-se das condições de serviço nos ambientes sociais, existem pouquíssimas restrições para que as pessoas ou entidades se cadastrem. Apesar disso, diante de uma infração, seria suscetível aplicar tanto a normativa de marcas como a de concorrência desleal que tem a vantagem processal da possibilidade de tomar medidas cautelares ab initio.

    Enquanto se esperam novos acontecimentos, o rápido crescimento das redes sociais, assim como o interesse estratégico de potencializar a marca na Web 2.0, especialmente para as companhias cuja atividade é de caráter transnacional, incentiva também a criação de um amplo portfólio de nomes de usuário. Por tudo isso, é recomendável a todos os atores com um mínimo de presença na rede ou que buscam uma vantagem competitiva baseada na diferenciação e imagem de marca, utilizar ferramentas como namechk ou Alertas de Google previamente ao desenho de seu portfólio de nomes de domínio e marcas que sirvam para solidificar sua estratégia de marketing digital.

    Jose Manuel Pérez Marzabal (@jmperezmarzabal) é advogado especializado em Internet e comércio eletrônico em MTNProjects. É também Professor externo de BES La Salle e Consultor docente na Universitat Oberta de Catalunya (UOC). Tem um Mestrado em direito internacional (LL.M.) pela WWU Münster e Diploma em Estudos Avançados (DEA) em direito e economia internacional pela Universidade de Barcelona.

     

     
  • Marta Carrió 9:00 am em 05/03/2013 Permalink | Responder
    Tags: , , , , ,   

    8 tendências em reputação corporativa para 2013 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    Há algumas semanas atrás, Leslie Gaines-Ross, diretora de estratégia visando a reputação em Weber Shandwick, apresentou no blog The Huffington Post as últimas tendências a nível de Reputação Corporativa que devem ser levadas em consideração esse ano.

    Estas tendências mostram a especial relevância que a reputação interna terá para marcas e empresas e por isso considero interessante examiná-las aqui. Ao final das contas, as tendências que destaco a seguir não fazem mais que enfatizar a ideia da necessidade das empresas de cuidar sua comunicação interna como chave de sua reputação entre os funcionários.

    É aí onde as Redes Sociais Corporativas podem dar uma ajuda primordial para as organizações que apostam pela inovação e pelo uso de ferramentas colaborativas e de gestão compartilhada do conhecimento.

    Vamos revisar essas 8 tendências principais:

    1. Os CEO precisam ser os principais protetores da reputação corporativa. Conforme algumas pesquisas, já comentadas recentemente aqui no blog, quase a metade da reputação de uma empresa continua sendo atribuída ao seu CEO. Dado que a probabilidade de uma empresa experimentar uma crise tende a ser cada vez mais frequente, “uma resposta oportuna, sensível e direta” pela figura do diretor geral inspirará confiança e credibilidade.

    2. A reputação interna é fundamental. Os trabalhadores ajudam a construir uma reputação favorável quando estão comprometidos e satisfeitos com a organização. E isso acontece quando existe uma comunicação bidirecional dentro da companhia. Trabalhar estes aspectos será cada vez mais importante, principalmente pelo impacto resultante nos principais indicadores do negócio.

    3. As crises de reputação não podem passar desapercebidas. Como nos explica Gaines-Ross, normalmente as companhias pensam que sua reputação foi atacada injustamente. No entanto, quase sempre as crises começam dentro da própria empresa e poderiam ser evitadas se os primeiros indícios tivessem chamado a atenção. É por isso que este ano um maior número de empresas vai começar a utilizar as últimas tecnologias com a finalidade de construir sistemas mais adequados para a gestão e a diminuição do risco de uma má fama, assim como para a identificação de vulnerabilidades na reputação.

    4. A objetivação da reputação terá mais peso. As empresas vão procurar se focar mais nas fórmulas para medir objetivamente sua reputação. No entanto, a preocupação pelas cifras talvez não forneça uma visão completa de um ativo multidimensional e baseado nas percepções, como é o caso da reputação.

    5. A reputação corporativa e a marca serão inseparáveis. Quase 9 de cada 10 diretores acreditam que uma reputação corporativa forte é tão importante como uma marca de produto/serviço forte. Encontrar o equilíbrio adequado será uma prioridade para a empresa neste 2013.

    7. A reputação vai ser redefinida em função das mudanças sociais e políticas. Estamos começando a perceber a forma com que a reputação da empresa se está adaptando cada vez mais ao que ocorre dentro da sociedade civil e do meio político. As preocupações sociopolíticas e as organizacionais vão estar cada vez mais ligadas e isso não vai poder ser medido na construção e na manutenção da reputação corporativa.

    8. Gerenciar a reputação nas redes sociais vai adquirir uma maior importância. As empresas que forem verdadeiramente sociais, que envolvam a direção, os trabalhadores, os clientes e parceiros em um diálogo genuíno dentro das redes sociais, serão reconhecidas como os novos líderes empresariais. A figura do CEO social será a seguinte novidade. Por enquanto, o ponto de partida deixa um pouco a desejar: uma pesquisa realizada pela IBM  em 2012 com os seus CEO de 64 países e dentro de 18 setores, concluiu que apenas 16 por cento dos mesmos participava nos meios sociais.

    Marta Carrió é Doutora em Reputação Corporativa (UPF) e sócia de Plan, uma consultoria especializada em medir, analisar e gerenciar a reputação corporativa.

     

     
  • Laura Dieguez 2:00 pm em 07/08/2012 Permalink | Responder
    Tags: , , saudepublica   

    A importância da comunicação digital no âmbito da saúde 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    Que Internet veio para ficar não é novidade senão a pura realidade. Neste sentido, as próprias empresas e instituições devem ser as que aproveitem esta oportunidade para se comunicar de forma mais humana, transparente e próxima com seus clientes potenciais.

    As empresas de consumo, comércio e turismo sabem se mexer bem confiantes, atraindo todos os olhares na pista de dança do 2.0. No entanto, as organizações sanitárias continuam na expectativa, esperando o momento oportuno para subir ao palco.

    Conversar é curar

    Cada vez existem mais profissionais de saúde que utilizam a Internet como um lugar para se formar e se atualizar usando redes sociais, wikis e comunidades de prática profissional.

    A interação entre profissionais de saúde no ambiente digital contribui para consolidar a inteligência coletiva, o que permite intercambiar conhecimento entre colegas para ajudar na sua formação continuada e aprimorar sua competência profissional.

    Os pacientes, por sua vez, também sabem aproveitar a rede. Quem de vocês não utilizou Internet para procurar informação sobre algum sintoma ou comparar a informação dada pelo médico? Não se preocupem, vocês não são os primeiros.

    Este novo perfil de paciente, mais conhecido como e-paciente, busca também apoio emocional em fóruns de pessoas que compartilham experiências por doenças similares [1]

    Este tipo de comunicação não só tem efeitos benéficos para os participantes senão que ainda, através das mensagens que intercambiam, criam uma nova fonte de dados para aqueles que se interessarem por aprofundarem na experiência de padecer uma doença.

    A Comunicação 2.0 e as organizações de saúde

    De forma diferente a estes dois agentes mencionados acima, as instituições e organizações de saúde utilizam um modelo informativo (não comunicativo) com os demais atores do sistema presentes na rede [2].

    Perda de poder?, medo ao desconhecido? A plataforma de colaboração está pronta, o que impede então a participação no baile do 2.0? São muitas as perguntas que aparecem diante da dificuldade de interatuar com as organizações na Internet. No entanto, não será aqui onde falaremos sobre isso.

    É interessante frisar a necessidade de acabar com a estrutura hierárquica e começar um modelo novo, baseado na “organização sem organização”, centrada na atenção ao cidadão por meio da comunicação bidirecional, transparente e próxima.

    Exemplos a serem seguidos

    Importantes organizações e instituições sanitárias já adotaram o 2.0. Entre elas, e apesar de cada vez existirem mais, destacaremos algumas organizações que utilizaram as estratégias mais inovadoras para se incorporar na era digital, bem como as que possuem um modelo comunicativo para conectar profissionais e pacientes.

    Na Espanha

    Xarxa Castelldefels Salut
    Hospital Sant Joan de Déu
    Oficina 2.0
    Col·legi Oficial de Metges de Barcelona

    Internacionais

    Hospital Cleveland Clinic

    [1] Capítulo 2.3: Salud 2.0: el ePaciente y las redes sociales, de Manuel (Manny) Hernández. Livro: El ePaciente y las redes sociales, de Vicente Traver Salcedo e Luis Fernández-Luque

    [2] Internet, Salud y Sociedad. Análisis de los usos de Internet relacionados con la salud en Catalunya [Tesis doctoral, 2009], de Francisco Lupiáñez-Villanueva

    Laura Diéguez é jornalista especializada em comunicação empresarial e, atualmente, diretora de Conteúdos eHealth na empresa Signature Pharma

     

     
  • Pablo Fuentes 2:00 pm em 17/07/2012 Permalink | Responder
    Tags: , ,   

    A teoria do pebolim: três chaves da comunicação interna e o trabalho em equipe 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    Introdução: Através de um colega de comunicação, chegou nas minhas mãos este artigo de Pachi Lanzas, perito em comunicação interna com uma grande experiência como responsável nesta área em companhias como o Banco Santander, Acciona ou Vodafone Espanha, entre outras. Pachi escreveu este post pensando em Relatos Corporativos, sendo um motivo de orgulho para o blog.

    Trabalhar em equipe. Simples, né? Todos trabalhamos em equipe. Fizemos milhares de cursos, os mencionamos no nosso currículo… Ninguém cogita a possibilidade de dizer que não trabalha em equipe. Imagine a cara do responsável de Seleção de RH se na entrevista você dissesse que não sabe trabalhar em equipe?

    Bom, é certo, o fazemos. Todos compartilhamos os mesmos objetivos, as mesmas estratégias, os mesmos valores. O pessoal de Comunicação Interna fez bem o seu trabalho e nós o sabemos de memória. Mas, isso significa que trabalhamos em equipe? Eu acho (claro que pode até ser que esteja enganado) que na maioria dos casos, funciona a teoria do pebolim.

    Tenho certeza que você jogou pebolim pelo menos uma vez na vida, certo? Ou, pelo menos, viu alguém jogando. No pebolim, cada fila se ocupa da sua zona. Quando vem a bola, a gestionam. Todos com o mesmo objetivo: ganhar a partida. Todos “colaboram”: passam a bola, defendem, etc. Porém, isso é um trabalho em equipe? Não.

    Para trabalhar em equipe, você precisa se colocar no lugar das demais pessoas da organização. Você precisa “sair da sua zona” e se misturar. Conhecer o que fazem e saber qual a melhor forma de colaborar com eles e criar isso que chamamos de “sinergia”.

    E a Comunicação Interna, o que tem a ver com tudo isso? Como poderia apoiar o jogo “entre as filas”? Sugiro três maneiras:

    1. Redes sociais. Há muitas experiências que funcionaram bem. Hoje em dia, o mais lógico parece ser utilizar as funcionalidades das redes sociais (Ver Cinco chaves para enfocar um modelo de comunicação interna 2.0, em espanhol) para melhorar os fluxos de comunicação interna.
    2. Projetar planos de interação entre áreas. Mas, é só isso? Nem pensar. Saber passar a bola de uma fila para a outra não significa que que as pessoas se conheçam, nem que interajam entre si. Por isso, é preciso projetar planos de interação entre as distintas áreas das organizações.
    3. Análise e plano de ação. Para isso estão os consultores, claro. Como consultor, não posso citar em um post o que faria em cada organização; não porque não queira, senão porque não acredito em fórmulas mágicas boas para todos. Em cada caso é preciso fazer uma análise séria e sensata do que derive o plano de ação.

    Jogar pebolim é divertido. Ao disponibilizar para um grupo de jovens uma playstation com um pebolim ao lado,  85% escolhem o pebolim (fiz este teste). No entanto, para uma organização, não é uma partida e não é nem um pouco divertido.

    Pablo Fuentes é gerente de comunicação interna de Telefónica América Latina. No seu blog relatoscorporativos.com, vocês podem consultar as melhores estratégias e ideias para implantar sistemas de comunicação 2.0, bem como as últimas tendências em comunicação corporativa.

     

     

     
  • Mila Nikolova 2:00 pm em 06/07/2012 Permalink | Responder
    Tags: , , ,   

    E a sua agência, é 2.0? 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    Estamos vivendo em um mundo no qual a comunicação não tem muita relação com o que era há 5 anos, imagine se falamos sobre 15 ou 20 anos atrás. Se antes nós mandávamos cartas e depois e-mails, agora mandamos mensagens pelo WhatsApp e através do Facebook. Antes íamos no cinema e agora fazemos streaming online e temos dispositivos de home cinema e inclusive televisões em 3D. Antes usávamos um mapa para nos localizarmos pela cidade e agora usamos um GPS ou o Google Maps no nosso Smartphone.

    No entanto, as inovações que adotamos naturalmente a nível pessoal, sempre demoram um bom tempo em serem incorporadas aos nosso âmbito profissional. Tudo começou com a revolução do e-mail, que aos poucos eliminou o correio postal e está também prestes a fazer o fax desaparecer.

     

    Nos últimos dois anos as ferramentas 2.0 começaram a aparecer nos escritórios e, embora pareça inacreditável, as agências não são especialmente revolucionárias neste processo.

    Uma agência de comunicação, seja de marketing, publicidade ou de relações públicas, se dedica a criar ou transformar o discurso das marcas, fazendo com que se adapte aos meios, canais e, sem dúvida, ao público ao que se destina. Pude observar a partir do boom da comunicação digital que as agências na Espanha estão demorando mais do habitual em adaptar as suas estruturas e estratégias aos dias de hoje. Principalmente se nos referimos às agências ATL ou Above the line. Não questiono tanto as suas campanhas, falo mais do seu funcionamento interno. Se as pessoas que compõe estas agências não estão completamente submergidas na infinidade de possibilidades do mundo 2.0, dificilmente poderão ajudar seus clientes a criar engagement nos novos meios.

    No momento que conheci a Zyncro, uma das primeiras coisas que passaram pela minha cabeça como profissional da comunicação foi que é a ferramenta ideal para uma agência de publicidade. Por quê?

    1. Briefing e contrabriefing 2.0: acabaram os e-mails e as eternas reuniões. Basta com criar um grupo de trabalho para o cliente e convidá-lo para começar a intercambiar informação no espaço designado para documentos. É possível criar debates, adicionar links, fotos… Até mesmo criar um workflow para o processo de aprovação.
    2. O processo criativo: Que maneira poderia ser melhor para saber o estado das criatividades! Caso você colabore com designers freelance, também é possível usar a integração com o gestor de projetos e ter a atualização contínua das horas dedicadas, o estado das tarefas e o orçamento. Além disso é fácil carregar imagens e apresentações pesadas e vídeos. O melhor disso? Nem sequer é preciso descarregar no disco rígido, para isso você usará o Zyncro Video Player 😉
    3. Faturas: mais uma vez citamos o Workflow para estabelecer o processo de aprovação por parte do cliente, do Account Manager ao departamento de Administração. Sem contar que tudo fica muito bem armazenado na nuvem.

    Também existem infinitas ferramentas de baixo custo que, combinadas com uma Rede Social Corporativa, podem facilitar muito o trabalho das agências:

    • Comapping.com é uma ferramenta para criar mapas mentais que tem tudo para se transformar em um must para os planners.
    • Join.me evita os deslocamentos e permite fazer videoconferências com preços low-cost.
    • Zoho Invoice facilita a gestão de faturas pelos departamentos de Contabilidade e Tesouraria…

    E sua agência? Já está utilizando algumas destas ferramentas? Tem previsão para incorporá-las? Junte-se à revolução do Social Business, evolua para 2.0!

     

     
c
compor novo post
j
próxima post/próximo comentário
k
post anterior/comentário anterior
r
responder
e
editar
o
mostrar/esconder comentários
t
voltar ao topo
l
iniciar a sessão
h
mostrar/esconder ajuda
esc
cancelar