Actualizações de novembro, 2012 Mostrar/Esconder Comentários | Atalhos de Teclado

  • Joan Alvares 9:00 am em 22/11/2012 Permalink | Responder
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    Empresário ou empreendedor? 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Alguns poderiam pensar que são duas formas de dizer o mesmo. Ou que uma coisa leva à outra. Porém, nem todo empresário é empreendedor e nem todo empreendedor é empresário. Não é empreendedor aquele que herda uma empresa familiar criada pelo seu pai ou avó. Como não são empresários outros muitos que, apesar de terem deixado seu trabalho para se dedicar à sua vocação, arriscando toda a sua poupança em uma ideia, não possuem uma empresa constituída. Alguns nunca chegarão a fazê-lo, mas isso não impede a sua condição de empreendedores.

    Provavelmente “empreendedor” é um destes vocábulos que estão tão batidos que passam desapercebidos aos nossos ouvidos. Em qualquer acontecimento acadêmico, congresso profissional ou em incubadoras de empresas, é citado continuamente, de uma forma quase obscena. Como se empreender fosse uma finalidade em si mesma. Ou a única solução à crise econômica mundial. Como se as pessoas que voluntariamente optaram por trabalhar em uma empresa tivessem praticamente que pedir desculpas. Buscam-se corajosos, otimistas, visionários. E lhes incentivam a pensar grande, a inventar o próximo Facebook; a fundar companhias que cresçam de um mês para o outro, gerem muitíssimos empregos, produzam enormes contas de exploração e fiquem com o ego e os bolsos bem fornidos. Em poucas palavras: se considera óbvio que o empreendedor, para estar realizado, deve almejar tornar-se um grande empresário. O que provavelmente tem mais a ver com ser um bom administrador do que com ser um visionário. É surpreendente, por exemplo, que as melhores escolas de negócio na Espanha, ao contrário das dos Estados Unidos, formem tantos executivos e tão poucos empreendedores.

    É famosa a frase que Steve Jobs usou, nos anos 80, para instigar John Sculley, naquele então CEO da Pepsi, a aceitar o cargo de diretor general da Apple: “você pode continuar vendendo água açucarada ou vir mudar o mundo conosco”. Não lhe ofereceu um pacote de ações, nem um salário maior ou trabalhar com comida gourmet. Prometeu uma atitude. Era a atitude de um empreendedor por cima da de um alto executivo. Um empreendedor posteriormente transformado em proprietário maioritário da empresa mais valiosa do mundo, mas que optou por entrar na história como visionário e não como empresário. Sua contínua necessidade de reinventar a Apple, ou durante uma etapa Next e Pixar, são a prova disso. Podemos talvez concluir que o segredo para empreender com sucesso está nisso: em nunca deixar de ser o mesmo empreendedor do primeiro dia.

    Joan Alvares é sócio-diretor de Poko e professor do Istituto Europeo di Design

     

     
  • Joan Alvares 11:34 am em 13/02/2012 Permalink | Responder
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    O mundo precisa de mais porcos… (por Joan Alvares) 

    Tempo de leitura: 4 minutos

    Qual é a diferença entre trabalho e compromisso? Os ovos e o bacon: a galinha trabalha, mas o porco se compromete. Essa é uma das frases mais gráficas que conhecemos para buscar pessoas para uma empresa ou projeto. Pessoas que almejam alem do salário,  ou taxas, devem almejar a desfrutar. Assim são os que não desfrutam do trabalho, talvez  devem pensar em mudar de trabalho. Sei que é fácil de dizer, mas aqui vão 3 razões para isso:

    1. Vai passar um terço da sua vida trabalhando: É importante lembrar antes de alugar  seu tempo fazendo um trabalho que você não goste, ou de criar sua própria empresa em algo que não interessa só porque acha que vai te dar muito dinheiro com isso. Um trabalho não é para sofrer ou para resistir, sim uma oportunidade para crescer pessoalmente e profissionalmente. Mas o dinheiro é uma moeda má quando deixar de trabalhar para viver e começar a  viver para trabalhar. Quantas pessoas trabalham onze meses com a única intenção de se livrar do ultimo mês, viajando o máximo possível que sua conta corrente permitir. Lembro-me que meu avô dizia que crescer é descobrir que os recursos mais valiosos que temos ( tempo e saúde) não se podem comprar ou guardar, mas desfrutar dos momentos.

    2. Trabalhar dignifica… e especialmente se você gosta. Ha quem pense que desfrutar do trabalho é um mito só ao alcance de artistas ou jogadores de futebol, ou aqueles poucos sortudos que recebem uma fortuna para fazer o que amam e que, quando são substituído, ou quando o seu patrão / treinador o despede, descontente deixam o banco.  Conheço de desingners a engenheiro, sapateiro ou cozinheiro que gostam de seu trabalho. Nem todos eram profissionais excelentes, muito menos milionários, mas estou certo que nenhum deles conhece a síndrome pós ferias ou a ‘ febre do domingo a noite’.

    3. É impossível ser o melhor em algo que não goste. O mundo esta cheio de bons profissionais, e ainda necessitam de mais profissionais excelentes. Gente que luta diariamente para melhorar a aspiração e tentar amenizar o que ele faz. A busca do sucesso, não é como uma reunião em que tem que chegar, mas sim como um caminho a percorre. Seguindo com o futebol, o melhor exemplo do que digo é um jogador de futebol excelente porque gosta muito de futebol. E poderíamos citar muitos outros gênios, desde Ferran Adrià a Martin Scorsesse. Todo mundo tem algo em comum além do seu talento: a paixão que transmitem pelo seu trabalho. Como dizia Walt Disney: ” encontre um trabalho que ame e não vai trabalhar o resto da sua  vida.”

    *Joan é socio-fundador de Poko e professor do instituto Europeu de Design.

     
  • Marta Zaragoza 10:17 am em 27/01/2012 Permalink | Responder
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    As regras de ouro para empreender na vida 

    Tempo de leitura: 5 minutos

    Fiz minha estréia na ZyncroBlog mostrando minha opinião sobre o que representa a iniciativa empreendedora em um sentido amplo . Desse modo, incentivava-os a empreender e realizar todas as iniciativas possíveis através de um caminho de aprendizagem constante que os permitam desenvolver novas e melhores capacidades.

    Recuperando a comparação que fizemos do caminho empreendedor com o jogo do ganso, hoje eu vou oferecer algumas das regras de ouro a levar em conta para poder cobrir todo o tabuleiro e conseguir sua missão e visão.

    Regras básicas que respondem os fatores que influenciam qualquer iniciativa empreendedora:

    Primeiro, a competência que temos e representam um conjunto integrado de conhecimentos, habilidades, aptidões e atitudes que colocam em jogo em qualquer situação ou atividade.

    Precisamos identificar todo o nosso capital de competência!

    O capital adquirido tanto em áreas formais como informais. O objetivo é projetar um plano de melhoria para nos ajudar a alcançar nossos objetivos, mas ser suficientemente inspirado e motivado para continuar a desenvolver as nossas competências profissionais e empresariais.

    Segundo lugar, os valores e crenças que nos limitam ou constituem uma barreira para as nossas iniciativas de negócios, algumas por conta própria outras impostas pelo meio.

    Assim, em favor do conforto e da qualidade de vida entendida como o nível de bens e serviços capazes de adquirir e consumir, temos adotado alguns comportamentos e atitudes caracterizadas por:

    • Almejar um sucesso estereotipado que nos impede qualquer iniciativa que implique em ir ao encontro de nossa própria concepção de sucesso;
    • Considerar que um emprego para toda a vida é a melhor opção para lidar;
    • Crer que em um emprego não nos pague para pensar e muito menos para propor e até realizar nossas próprias iniciativas:

    Ser verdadeiros/as interempreendedores/as!

    • Ou simplesmente escapar de todas as situações que coloquem risco e fracasso, renunciando assim o único fator na vida que implica em um autentico aprendizado.

    Todas estas crenças têm sido alimentadas, entre outros, por uma cultura corporativa hierárquica, autoritária e com um modelo de gestão de “recursos humanos” que precisamente não levou em conta que esses recursos eram “pessoas”.

    Pessoas com competências extraordinárias à espera de serem descobertas.

    E, também, dispostas a serem habilitadas para contribuir para o bom funcionamento das próprias empresas, com autonomia, iniciativa e criatividade.

    Em terceiro lugar, também cabe falar sobre o alinhamento com o ambiente. Isto envolve a capacidade de identificar e analisar todas as informações provenientes dos meios, econômicos, sócio-culturais, político, tecnológico, ambiental, etc. Com o fim de prever as ameaças e planejar medidas, bem como aproveitar oportunidades.

     

    Qualquer iniciativa de sucesso e com visão de futuro teria que garantir o bem-estar de todas as pessoas e cuidar do meio ambiente.

     

    Finalmente, e não menos importante, a cooperação e o trabalho em rede. Trabalhar em equipe com todos os interessados ​​e os capazes de iniciar projetos em conjunto, em todas as áreas. Certamente aqui o papel das Redes Sociais Corporativas para empresas, como a Zyncro é a chave que permite uma ótima gestão do conhecimento da empresa, facilitando a cooperação dentro e entre suas equipes.

    Para concluir, acredito sinceramente que o mais interessante e emocionante do caminho, não é chegar ao fim, mas poder desenvolver nossas habilidadescompartilhar sucessos obtidos , que estejam em sintonia com os nossos próprios valorescom o ambiente.

     

     
  • Joan Alvares 11:35 am em 16/01/2012 Permalink | Responder
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    3 dicas para transformar sua Start-up em uma Smart-up 

    Tempo de leitura: 4 minutos

    1. Cuidado com os engravatados. Uma criança me ensinou que não se deve aceitar nada de estranhos. Se você tem uma empresa provavelmente já deve ter enfrentado a situação de precisar de mais dinheiro do que você tinha economizado. Se você precisa de pouco dinheiro, com um pouco de sorte talvez consiga um empréstimo. Se você precisar de muito dinheiro, com muita sorte talvez atraia a atenção de alguns investidores. Talvez porque no fundo eu ainda sou aquele garoto – eu acho que aceitar dinheiro de um investidor fora é perigoso. É o caminho mais seguro para se deixar de ser um empreendedor e se tornar empregado. Há muitos recursos disponíveis antes de procurar um empréstimo ou ir ao banco. Se você precisa de dinheiro para contratar um programador talentoso, olhe ao seu redor: você pode tê-lo na porta ao lado e você pode adicioná-lo ao projeto em troca de uma pequena parte dele. E se não tiver dinheiro, pague com ego como fez Steve Jobs, que antes de assinar o com então presidente da Pepsi, John Sculley, disse : “Você pode seguir o resto de sua vida vendendo água com açúcar ou pode a mudar o mundo com a gente.” Uma outra solução é o crowdfunding e sites como o Kickstarter : se você precisa de dinheiro para produzir um filme, milhares de usuários da Internet podem dar pequenas contribuições em troca de sentirem-se co-produtores.

    2. Não tenha mais do que você precisa. Parece óbvio. E é. Mas quantas empresas têm vivido além de seus meios? Quantas morreram por encargos desproporcionais ou custos fixos adquiridos nos bons tempos sem considerar a possibilidade de queda de rendimento? Pense no que você realmente precisa no seu negócio, sem excessos. Repense seus gastos. Precisa realmente de um escritório ou pode trabalhar em um espaço de coworking? Precisa realmente de uma secretária ou já aprendeu a sincronizar o calendário do seu celular? E pense sempre no meio ambiente: na era digital, em que você pode acessar qualquer documento a partir de qualquer dispositivo, não ter impressora é a melhor opção para economizar dinheiro e papel.

    3. Não faça nada que seja ‘chineable”. Ouvi esta frase em uma conferência e me iluminou. Ela resumia uma reflexão sobre a necessidade de uma empresa dedicar 100% do seu trabalho nas áreas que oferecem valor agregado. Abranger mais, e especializar-se menos. Existem duas formas de competir: em valor ou preço. Se o melhor do seu produto é que ele é mais barato, não hesite: logo haverá alguém disposto a fazê-lo mais barato. A Apple nos mostrou o caminho, quando todos os seus produtos começaram a ter ” Projetado na Califórnia, montado na China” . Terceirize todos os processos que não agregam valor ao que você faz, e se concentre no essencial – no que você é melhor, do que você mais gosta…e admita o óbvio: é impossível ser o melhor em algo que você não goste.

    Joan Alvares é sócio-fundador da  Poko e professor de  IED e novamente quis compartilhar conosco as suas reflexões sobre os novos modelos de negócios novos e de escritório .
    Recomendamos a todos seus artigos anteriores !

     

     
  • Marta Zaragoza 11:00 am em 09/01/2012 Permalink | Responder
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    Empreendedorismo: Um bom propósito para 2012 

    Tempo de leitura: 6 minutos

    Nota do Editor: Queríamos incluir uma referência ao conceito de empreendedorismo em nosso ZyncroBlog uma vez que, como você sabe, somos uma empreendedora, jovem, dinâmica … que se move com base no “empreendedorismo” e vontade de aprender e crescer a cada dia.
    Obrigado a todos por tornar isto possível!

    Coincidindo com a minha estréia neste espaço, aproveito para para propor uma boa meta para este ano novo. Antes algumas coisas sobre mim, para que me conheçam: Como economista e empresária, minha carreira está ligada aos processos de criação e consolidação de empresas, especialmente no campo da estratégia de negócios e avaliação e aperfeiçoamento de competências profissionais e empreendedora. Então, minha sugestão de meta, ou “bom propósito” é baseado, é claro, nessa experiência!

    Este “bom propósito “é chamado de empreendedorismo , e, embora para muitas pessoas é sinônimo de “criar uma  empresa” garanto-lhes que pode ter uma concepção muito mais ampla, construtiva e interessante. Pode representar qualquer iniciativa que queira desenvolver em qualquer área, sem que sua dimensão, recursos ou espaço de atuação seja diretamente proporcional ao valor oferecido.

    Com esta sugestão espero também contribuir com idéias renovadoras para as tentativas de vocês, repetidas ano após ano, como parar de fumar, fazer ginástica, melhorar o seu inglês, entre outros.

    Empreender e mudar

    Repare que eu digo “bom propósito”, porque além dos benefícios que, sem dúvida, obteremos a título individual, a iniciativa empreendedora é também uma maneira, se não a única, de poder superar esta situação de crise geral (econômico, político, cultural, etc), em que está imersa a sociedade. Eu espero que você concorde comigo que empreender também é uma boa maneira de permitir a alteração em qualquer situação desta natureza e enfrentar o futuro com otimismo e energia renovada.

    Em sentido muito mais amplo, o empreendedorismo se torna uma necessidade tanto para a sociedade e as empresas em seu conjunto como um todo e para o nosso projeto de vida (pessoal, profissional e empresarial). Por quê?

    Primeiro, porque permite renovar as velhas estruturas, modelos, crenças, etc. muito necessário para qualquer processo de mudança com uma verdadeira visão do futuro. E sofremos de miopia se pensamos que a mudança virá das mãos das instituições ou dos presidentes dos conselhos de administração.

    É necessário que todas as pessoas, independentemente da função que tenha,  se responsabilize pela parte a que lhe diz respeito  e tome a inciiativa em vários campos como parte de projetos conjuntos (conceito amplamente utilizado por Koldo Saratxaga), quer a partir das empresas, da sociedade como um todo ou do pessoal e familiar, em particular, e assim por diante.

    Segundo, o processo empreendedor implica em que a pessoa trilhe um caminho de aprendizado constante, para que possa passar pelas importantes fases do processo de empreendedorismo, que são:

    1. Gerar idéias
    2. Analisá-las
    3. Implementá-las
    4. Consolidar
    5. Crescer com novos desafios criativos e inovadores.

    E em todas essas fases é necessário investir tempo para pesquisa, experiência, formação, habilidades, aptidões e atitudes, e assim por diante.

    Portanto, pode ser uma forma motivadora e emocionante!

    Como em um jogo, cada pessoa tem seus dados para jogar como achar melhor, e de uma ou várias iniciativas recorrerá a busca de sua missão e visão, e cada um os vestirá com seus próprios valores .

    Este é um jogo aparentemente simples, certo? Mas não se esqueça que caso não se invista o tempo necessário em cada uma das fases acima, será necessário voltar várias casas ou simplesmente começar o jogo de novo. Embora pudesse ser ainda pior, com essa atitude nos tornamos prisioneiros em nossa “realidade”, uma que poderia nos fornece a estabilidade tão desejada, e isso seria o sinônimo de não desenvolver a nossa capacidade de iniciativa, autonomia, criatividade e inovação, entre muitas outras habilidades.

    Terminarei este post com dois desejos:

    A primeira é que as pessoas entendam o nosso caminho neste mundo como um processo de aprendizagem constante, tornando-se empreendedores e realizando iniciativas que permitam desenvolver novas e melhores habilidades.

    A segunda é ter a oportunidade de participar novamente neste espaço para desenvolver idéias, que têm sido tão bem trabalhado aqui!

    Feliz caminho empreendedor!

     

    Este post foi escrito por Marta Zaragoza

     
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