Actualizações de julho, 2013 Mostrar/Esconder Comentários | Atalhos de Teclado

  • Manel Alcalde 3:00 am em 09/07/2013 Permalink | Responder
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    Empresa 2.0: do management à autonomia…com nuances? 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    Desde junho, nenhum funcionário de Yahoo pode trabalhar de casa. Marissa Mayer, CEO da companhia, decidiu que a época do trabalho à distância acabou. A decisão se sentiu como uma contradição, como uma “volta ao management” alheia ao estilo que se espera de uma empresa de ponta do setor das tecnologias da informação e da conectividade.

    A ideia de empresa social está muito ligada à da autogestão do trabalhador. De um lado, uma das grandes vantagens que as ferramentas colaborativas originaram é que possibilitam reduzir o custo da ação grupal e do management, o que permite às empresas estar mais focadas na sua verdadeira missão e ampliar as margens de lucro. De outro, foi demonstrado que os trabalhadores do conhecimento não costumam responder aos tradicionais sistemas de motivação, baseados fundamentalmente na recompensa econômica, senão que na sua escala de valores motivacionais têm destaque questões como a autonomia, o desejo de melhorar seu desempenho e de trabalhar com um propósito claro e transcendente.

    A empresa social conta com as ferramentas necessárias para promover uma ação coletiva baseada no trabalho de grupos “dispersos” e ao mesmo tempo necessita dar autonomia se quer fomentar entre seus trabalhadores o famoso engagement com sua missão.

    Algumas empresas tecnológicas levam muito tempo trabalhando nessa linha. IBM está incentivando a cultura do trabalho de casa há mais de dez anos e tem praticamente a metade de seus trabalhadores trabalhando em casa ou em escritórios de clientes.

    Choca ver que os gigantes da era 2.0 não parecem estar muito empenhados. Temos o exemplo de Google, que que quer que os trabalhadores trabalhem no Google Campus e não em casa. E de Facebook, com seus “lockdowns”, períodos de trabalho intensivo 24/7 durante os quais os trabalhadores mudam sua vida familiar para o escritório.

    Será o trabalho remoto um sistema em decadência? Será que o relacionamento humano no mundo físico é mais fértil para as ideias do que o do ciberespaço?

    Manel Alcalde (@manelalcalde) é redator criativo e comunicador audiovisual. No seu blog pessoal, Nionnioff, escreve sobre o mundo da criatividade e da comunicação.


     
  • Dioni Nespral 5:00 am em 16/05/2013 Permalink | Responder
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    A revolução empresarial se chama social business 

    Tempo estimado de leitura: 8 minutos

    Nota do editor: Hoje damos as boas-vindas a um novo colaborador em nosso blog. Dioni Nespral (@dioninespral) é Social Business and Digital Innovation Manager em everis. Dioni é especialista em Inovação empresarial e estratégia sociodigital. Formado em Administração e Direção de Empresas pela Universidade Antonio de Nebrija, conta também com um Mestrado EXMBA pelo Instituto de Empresa e um Mestrado em Gestão Comercial e Direção de Marketing por ESIC.

    O medo às mudanças é universal e existe desde que o mundo é mundo. Ninguém gosta de mudanças no seu ambiente e todos sonhamos com a máxima estabilidade possível. No entanto, a época que nos está tocando viver está baseada nas mudanças permanentes e com uma peculiaridade que a diferencia: a velocidade das mudanças é exponencial. Nada transcorre no “nosso ritmo”, tudo discorre de forma dinâmica e claramente imprevisível. É o grande desafio de nossa era: vivemos em um mundo cada vez mais instantâneo.

    Com certeza todos escutamos muitos diretores falar de crescimento, de melhoria, de mudança e inclusive de inovação. O ouvimos em muitas ocasiões, mas, será que estamos aproveitando verdadeiramente o potencial de nossa organização? Estamos obtendo o máximo potencial das pessoas e dos talentos que trabalham conosco? A resposta é óbvia: não. Um Não categórico. A árvore, de novo, nos impede ver o bosque. E o bosque é imenso.

    Ambientes tão dinâmicos pedem lideranças com uma visão clara e uma administração ordenada. Criamos fanáticos da administração perfeita que foram enterrando, e continuam a fazê-lo, visões diversificadas que nos permitiriam enfrentar mudanças adicionais. A combinação de visão e administração é muito recomendável, porque estamos acostumados demais à empresa preparada para “não mudar” em um mundo de caos constante. Imagino que muitas organizações vão se ver espelhadas nestas palavras e estão buscando a forma de poder começar uma mudança voltada à uma melhora adicional, ao crescimento, à diversidade e, por que não, à inovação.

    Uma sociedade conectada impõe uma organização socioconectada

    O Social Business surge como uma das soluções de maior profundidade para alcançar uma maior velocidade nas companhias. Quando se vive em um ambiente tão conectado, a adaptação é imprescindível e adotar soluções baseadas na filosofia em Rede e na tecnologia social é o motor de ação. A velocidade de mudança das sociedades é cada vez maior. Os comportamentos dos usuários, dos cidadãos, dos clientes, e enfim, das pessoas, estão modificando com passos de gigante e isto exige que as organizações tenham as pontes de conexão constantemente abertas e sejam flexíveis e dinâmicas.

    Nasce, portanto, a organização socioconectada, que precisa sê-lo antes de parecê-lo. Precisa estar conectada entre seus membros, deve ser colaborativa, aberta, digital e inovadora. Obviamente na medida certa de exigência de seu mercado. Não é o mesmo uma empresa de um setor dinâmico do que outra de um mercado mais tradicional e, portanto, com uma menor velocidade de mudança. Conhecer também a velocidade correta ajuda a circular de forma mais fluida no caminho empresarial de cada mercado.

    E com certeza, são as pessoas. Parece algo óbvio, porém a mudança não vai acontecer se não colocarmos o talento no centro de nossas organizações. Como é fácil falar e como pode ser tão complicado colocá-lo na prática. Algo lógico de acontecer, já que ninguém nos ensinou a fazê-lo. No centro da organização sempre deveriam estar os processos, normas, protocolos, a gestão. Contudo, quando miramos para dentro, e buscamos como impulsar nosso talento, não sabemos fazê-lo, porque precisamos situar no centro elementos diferenciais, não tão previsíveis e muito menos flexíveis. Mas esse é o nosso desafio e a r-evolução pendente.

    O Social Business influi na estratégia, na cultura, nos processos, nas pessoas e na tecnologia. O impacto do social é tão forte que alcança todos os cantos da organização, um a um, fazendo necessário o uso de um modelo de implementação sociodigital único para cada caso.

    As tecnologias sociais, junto à comunicação aberta, horizontal, colaborativa e conectada, possibilita, ao serem utilizadas na empresa, sua adaptação aos processos tradicionais da organização. Todos estes trazem benefícios tangíveis como, por exemplo, a redução do número de processos, a melhoria no atendimento ao cliente, a geração de ideias e inovações incrementadas, a descoberta de talento diferencial ou o conhecimento inteligente do comportamento dos clientes, graças à análise de sua experiência e o tratamento dos dados relevantes.

    Em um princípio, as mudanças são organizativas e culturais pois a primeira grande decisão é olhar para dentro e potencializar as estruturas mais planas, onde as pessoas podem se conectar e comunicar mais facilmente. Porque a maioria das novas ideias, as que provocam inovação e possibilitam mudanças adicionais, virão das pessoas que formam a organização. E estas precisam encontrar a via rápida que permita um fluxo adequado e constante.

    Bem-vindo à próxima revolução. Bem-vindo ao Social Business.

     
  • Ana Asuero 5:00 am em 06/05/2013 Permalink | Responder
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    6 ideias essenciais que você precisa entender sobre o Social Business 

    Tempo estimado de leitura: 6 minutos

    Há algumas semanas, li sobre ideias e estratégias interessantes para empresas sociais em um relatório realizado pela equipe e colaboradores de Sprinklr: ‘How the Most Social Brands do it‘.

    Especificamente falando, Olivier Blanchard (@TheBrand builder) me fez lembrar alguns princípios básicos que precisamos entender e colocar na prática e nunca deixar de lado se realmente queremos construir negócios sociais.

    É importante voltar um pouco no tempo de vez em quando e esquecer a tecnologia para avaliar independentemente desta o que as empresas precisam para o Social Business. Já sabemos que não se trata apenas de ferramentas. Inclui também uma mudança na cultura organizacional.

    Olivier falava de algumas lições que podemos aprender com as organizações que tiveram sucesso graças à de dedicação ao Social Business.

    1. ‘Social’ é algo que se é, não algo que se faz. É uma questão de cultura de empresa. Se uma empresa não dá importância a construir relações com seus clientes como parte de sua estratégia geral, as possibilidades de fazê-lo nos novos meios sociais são remotas. E não funcionarão. As ferramentas não determinam se uma empresa é social ou não; isso é algo que está definido no ‘ser’ da companhia. Primeiro, socialize o coração de sua organização e baseie sua estratégia geral na construção de relações com seus clientes no mundo real; depois, use os novos meios sociais para cultivar essas relações, que você valoriza, também no mundo digital.

    2. Fazer marketing nos canais sociais não é ser ‘Social’. Um blog é só um blog. Publicar conteúdo em um blog não transforma a empresa automaticamente em social nem a faz influente por um passe de mágica. Publicar ideias em um blog não significa conseguir gerar ‘engagement’ com seus clientes. Aprenda a diferença entre marketing e ‘social engagement’ e combine-os de maneira efetiva.

    3. A ‘transparência’ não pode ser só uma palavra. Se você não tem a intenção de praticá-la, não presuma nem mencione a transparência, pois não pode ser uma bandeira erguida só quando convém.

    4. Mude seu modelo de gestão, é indispensável para desenvolver o ‘Social Business’. Já comentamos que ‘Social’ é algo que você é e não o que você faz. Por isso, a maioria das organizações não têm sucesso no espaço social só mudando o que fazem e não como são. Se você não se preocupa pelos seus clientes, um diretor de Social Media ou um Social Media Manager não será capaz de transformar sua companhia e lhe ajudar a tirar partido com as novas ferramentas. Primeiro, você precisa querer ser uma organização focada no cliente. O resto vem depois.

    5. As pessoas são mais importantes que a tecnologia. Contrate gente que se preocupe pela gente. Se você contrata gente ignorante, sua companhia estará cheia de ignorantes. Não importará a estratégia que você desenvolva nas redes sociais, nem quantas ferramentas de monitoramento de conversas utilize. Comece pelas pessoas, não pelas ferramentas. São elas as que farão o social ser um sucesso ou um fracasso.

    6. Fale menos, ouça mais. Em muitas ocasiões, as organizações ficam obcecadas em produzir conteúdo, artigos para o blog, comunicados de imprenta, tweets, eventos… Isso é bom, mas não é o único. Você deveria dedicar o mesmo tempo que passa produzindo conteúdo para escutar o que este mesmo público tem a dizer. Ouça seus clientes, ouça seus trabalhadores, ouça a concorrência. Se você só investe em falar e publicar, perderá o diálogo.

    Com tudo isso, você já pode começar a trabalhar e praticar o Social Business. Alcançar o sucesso exige trabalho, tempo, paciência, garra, honestidade, integridade e, também, um pouco de sorte. Se alguém disser que isso é simples, mente. Na Zyncro falamos de Social Business. Quer saber mais?

    Ana Asuero (@aasuero) trabalha como Social Media Manager na Zyncro. É especialista em comunicação corporativa digital, meios sociais e social media marketing. No passado, trabalhou em projetos de comunicação corporativa institucional, planejamento de meios, estratégias em campanhas de publicidade e análise de audiências.

     
  • Carlos González Jardón 4:00 am em 30/04/2013 Permalink | Responder
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    As Redes Sociais Corporativas e a Gestão de Projetos 

    Tempo estimado de leitura: 9 minutos

    Nota do editor: Hoje queremos dar as boas-vindas para um novo autor do nosso blog. Ficamos surpresos com a clareza de seu primeiro artigo e isso nos fez estar ainda mais contentes com sua entrada ao nosso grupo de colaboradores. Carlos González Jardón é Consultor e Formador em Direção de Projetos. Com mais de 18 anos de experiência em TI, sua atividade abrange a Direção de Projetos TI e padrões de qualidade como CMMi. É Engenheiro Técnico em Informática pela Universidade de Vigo, Master Executive pelo ICAI/ICADE e Certificado PMP pelo Project Management Institute (PMI). Atualmente é Consultor em Gestão de Projetos na Tecnocom. Bem-vindo e obrigado!

    Vivemos em uma sociedade onde o acesso à informação deixou de ser um privilégio de poucos e foi democratizado. Nos dias atuais, e com um simples clique do mouse, podemos acessar uma grande variedade de dados através de múltiplas fontes: buscadores, periódicos online, blogs, redes sociais corporativas… A revolução tecnológica que estamos vivendo está produzindo uma revolução social e profissional no modo em que nos relacionamos com o nosso meio. A informação continua sendo importante, mas cada vez pesa mais o como acessamos/adquirimos esta informação.

    No nosso entorno, uma rede social corporativa pode se transformar em uma ferramenta de referência que nos permitirá reforçar alguns aspectos indispensáveis do nosso trabalho:

    • Rapidez. Tomada rápida de decisões.
    • Confiabilidade. Qualidade dos dados.
    • Colaboração. Compartilhar a informação.
    • Acessibilidade. Uma única fonte de dados, múltiplos dispositivos para consultá-los.

    O assunto é muito abrangente mas vamos abordar, brevemente, como pode ajudar-nos uma rede social corporativa a partir do ponto de vista da execução de projetos.

    Os Projetos e as Redes Sociais Corporativas

    Quando se trata de projetos, a comunicação é um dos fatores críticos em questão. Mas o que se entende por comunicação no âmbito de um projeto?

    Segundo a guia do PMBok® (corpo de conhecimento da gestão de projetos), que é uma das principais referências de todo diretor de projeto, a gestão da comunicação inclui todos os processos necessários para garantir a geração, coleta, distribuição, armazenamento e última disposição da informação do projeto, em forma e tempo determinados.

    Isto significa que o responsável de projeto deve estar confiante de que todos os interlocutores de seu projeto (stakeholders) possuem ou têm acesso, no momento apropriado, à informação requerida utilizando os meios mais adequados e eficazes. Isso é muito importante já que a gestão inadequada da comunicação e da informação em um projeto pode “aumentar” o tempo que o responsável do projeto investe em comunicar, distribuir, compartilhar e acessar à informação, podendo inclusive levar ao seu fracasso.

    Para que um responsável de projeto disponha constantemente da informação correta, precisa interatuar com sua equipe de trabalho, clientes, fornecedores, e quanto mais “próximo” estiver do trabalho que se está fazendo, melhor será a informação obtida. Basicamente, o responsável de projeto precisa ser SOCIAL com todos os Stakeholders de seu projeto e, cada vez mais, não bastam as capacidades sociais baseadas em uma interação “presencial”. Temos que buscar apoio em ferramentas que nos permitam gerir, de forma online/virtual, equipes multidisciplinares e multilocalizadas.

    Neste contexto, uma rede social corporativa pode ter um papel diferenciador. Se compartilhamos aspectos de nossa vida cotidiana, por que os membros de uma equipe de projeto não podem compartilhar, através de uma rede social corporativa, seus problemas, dúvidas e curiosidades relacionadas com as atividades que estão desenvolvendo no projeto? Essa atividade já está sendo realizada, em conversas de corredor, por telefone, mas é difícil ter um apoio documental das conclusões a que se chegaram. O uso de ferramentas colaborativas pode fazer surgir e documentar informação que de outra forma se perderia. Nas organizações mais voltadas para projetos, uma rede social corporativa pode agregar muito mais valor através do compartilhamento e acesso aos dados de forma prática e rápida.

    Benefícios das Redes Sociais Corporativas na Gestão de Projetos

    Apesar de que com certeza há muitas mais, estas são algumas das vantagens que poderíamos obter:

    Acesso rápido a uma das melhores fontes de conhecimento: a experiência da equipe.

    Os que têm um perfil de senior são uma excelente fonte de conhecimentos e esse conhecimento possibilita resolver as diferentes situações que surgem no dia a dia de um projeto. Atividades de coaching, mentoring, tutoria, formação ou resolução de dúvidas podem ser realizadas de modo bem dinâmico através de uma rede social corporativa.

    Repositório de informação e documentos do projeto.

    Embora este ponto já esteja coberto com muitas outras ferramentas, a rede social corporativa pode ser o ponto principal de acesso aos recursos compartilhados. Significaria transformar a atual intranet estática ou monodirecional (sempre focada partindo da empresa para o funcionário) em um entorno social e colaborativo ‘empresa-funcionário’ e ‘funcionário-funcionário’ (indo além de um simples site de perguntas e respostas).

    Reduzir o mal da “reunionitis”.

    Em muitas organizações há um excesso de reuniões pouco eficientes. É habitual terminarmos o dia com a sensação de não ter feito nada “produtivo”. Reuniões simples de troca de informação e para ficar por dentro dos acontecimentos, poderiam ser substituídas com breves reuniões virtuais (e-meetings): por exemplo, a situação de nosso projeto, resolução de dúvidas, etc. Estes e-meetings não substituirão as reuniões presenciais, mas as complementariam e as reduziriam ao mínimo imprescindível, já que o custo, tanto econômico como na relação custo-oportunidades (o que deixo de fazer) é muito elevado.

    Simplificar a gestão em entornos multi-site.

    Nos entornos onde o grupo de trabalho está localizado em diversas regiões de empresa ou de cliente (ou inclusive em situações de trabalho remoto), a rede social nos facilitará enormemente essa função de “compartilhar”, reduzindo, ou até mesmo eliminando, os problemas oriundos de não estarem localizados no mesmo lugar.

    Gestão postergada.

    Em muitas ocasiões sofremos constantes interrupções rápidas que quebram o nosso ritmo normal de trabalho. As redes sociais corporativas trazem a possibilidade de que essas pequenas interferências possar ser feitas através deste canal para poderem ser atendidas em outro momento; podendo inclusive ser resolvidas por qualquer membro da equipe de forma colaborativa, deixando constância de sua resolução no próprio “entorno social”.

    Nosso valor, cada vez mais, não está no que sabemos, mas na nossa capacidade de nos “atualizarmos” rapidamente (saber o que não sabemos, adquirir conhecimento) e na forma de compartilhar com nossos colegas.

    Neste cenário, uma rede social corporativa pode se transformar na ferramenta de trabalho perfeita, onde os diferentes stakeholders de nosso projeto podem interagir em função de seu papel, com independência de onde se encontram física ou temporariamente.

    O ambiente de trabalho é uma atividade nitidamente social na maior parte das vezes. Por que não utilizar redes sociais corporativas? Desta forma, compartilhar o conhecimento entre a equipe de projeto pode ser muito mais prático, embora, para consegui-lo, será necessária uma mudança cultural nas organizações.

     
  • Ana Asuero 4:00 am em 29/04/2013 Permalink | Responder
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    O futuro das empresas requer ser social, portátil e cloud: as chaves de Zyncro 

    Tempo estimado de leitura: 7 minutos

    Nota do editor: Hoje apresentamos para vocês este artigo escrito para Eurocloud, a Associação Espanhola de Empresas provedoras SaaS e Cloud Computing. Achamos que é interessante refletir sobre como o futuro das empresas será social, portátil e na nuvem.

    As empresas se encontram em um processo de transformação marcado pelas plataformas tecnológicas e definido pela harmonia entre social, mobilidade e cloud. Esses três pontos formam a sigla SoMoClo, conceito que oferece às empresas uma nova chance de transformar seus processos de negócio através de meios tecnológicos.

    A tendência SoMoClo é mais um indício do modo de transformação do consumo de tecnologia. Usamos aplicativos designados para se sincronizar na nuvem, compartilhar conteúdo nas redes sociais e, obviamente, para funcionar usando dispositivos portáteis.

    Isso também é válido no mundo empresarial. Muitos estão utilizando há muito tempo seus próprios dispositivos no trabalho; acessam as redes sociais para estar atualizados sobre o que está acontecendo no seu setor e ver o que está fazendo a concorrência, utilizam o armazenamento online para salvar e acessar os documentos corporativos em casa, sem precisar utilizar uma rede privada virtual. E tudo isso dentro de um panorama onde a tendência do BYOD (Bring Your Own Device) está aumentando, os equipamentos portáteis melhoram a cada dia e o cloud se transforma em algo mais fácil de abraçar.

    Alguns expertos consideram que dentro de pouco tempo os funcionários não pedirão simplesmente ter  smartphones melhores. Irão mais longe e pedirão acesso aos conteúdos através de seus aplicativos portáteis e que estes sejam de fácil acesso com as ferramentas que estão acostumados a utilizar. Os trabalhadores apenas estarão pedindo para usar no ambiente de trabalho as suas ferramentas prediletas, já utilizadas na sua vida privada.

    Com a explosão do Big Data (segundo IBM, geramos mais de 2.5 quintilhões de bytes ao dia), as empresas precisam transformar essa tendência dos consumidores em uma estratégia de transformação de seus processos de negócio. O SoMoClo chegou para ficar. O mundo já é social, portátil e cloud; as empresas não deveriam demorar para sê-lo, se entendemos o cloud como o modo de entrega, o social como o serviço compartilhado e a mobilidade como o acesso universal. Os líderes das organizações deveriam repensar seus processos porque o SoMoClo necessita ser integrado na empresa e representará o próximo capítulo da transformação de Internet, expandindo a colaboração para novos níveis de produtividade.

    As cifras já indicam uma mudança de tendência positiva. Segundo dados de IDC, 2012 representou um ponto de inflexão na implantação do modelo cloud nas empresas espanholas, duplicando sua porcentagem de penetração com relação ao ano anterior até chegar a 29%.

    As vantagens para as empresas de trabalhar na nuvem

    Os benefícios para as empresas de trabalhar na nuvem são fáceis de identificar. Entre outras razões, ajuda a reduzir custos e aumenta os níveis de serviço e de produtividade. De fato, foi estimado que o orçamento de cloud computing crescerá 25% até 2015. A tecnologia cloud é mais barata, mais usável, mais acessível, mais rápida e mais fácil de implementar. Além disso, faz os aplicativos mais portáteis e colaborativos.

    Zyncro ajuda as organizações a tirar mais partido das vantagens de trabalhar na nuvem

    Na Zyncro entendemos os benefícios empresariais do cloud e ajudamos as empresas no seu processo de transformação do modelo de negócio para fazê-lo social, portátil e na nuvem, graças à nossa plataforma.

    Por isso nos integramos com um grande número de serviços deste tipo, com o intuito de sempre ser a primeira plataforma de software social capaz de oferecer de maneira completamente integrada acesso a todo o conteúdo documental de uma organização.

    A Zyncro iniciou seu processo de centralização e socialização de documentos empresariais através da sua integração com o famoso SharePoint de Microsoft (novembro de 2011), o que acarretou na sua transformação em uma camada social, colaborativa, móvel e usável de grandes sistemas corporativos. Esta tendência integradora continuou com o vínculo de Zyncro com o pacote de Google Apps, especificamente o Google Calendar, Gmail (julho de 2012) e especialmente o Google Drive (setembro de 2012),  reforçando o processo de unificação tecnológica que a Zyncro tinha apostado desde o princípio com sua integração com outras Redes Sociais, aplicativos de produtividade na nuvem, ERPs ou inclusive sistemas de Business Intelligence. Há algumas semanas anunciamos nossa integração com Dropbox, o principal sistema de gestão de arquivos na nuvem e em breve lançaremos nossa integração com box.

    Nosso objetivo é continuar ajudando as organizações a tirar o máximo partido do seu potencial através do uso de tecnologia social aplicada ao âmbito da empresa. Com esta visão, continuamos nossa estratégia de agregação de fontes que albergam o conhecimento empresarial, buscando sempre melhorar a funcionalidade e a facilidade de nossa plataforma e com o objetivo de transformar-nos em uma das Redes Sociais Corporativas com maior capacidade de adaptação aos serviços mais populares da web social e do software empresarial.

    Ana Asuero (@aasuero) trabalha como Social Media Manager na Zyncro. É especialista em comunicação corporativa digital, meios sociais e social media marketing. No passado, trabalhou em projetos de comunicação corporativa institucional, planejamento de meios, estratégias em campanhas de publicidade e análise de audiências.

     
  • Javier Velilla 5:00 am em 23/04/2013 Permalink | Responder
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    O papel da marca nas organizações na nuvem 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    A empresa em rede é um modelo de organização intensiva em conhecimento, é descentralizada, com processos de troca de dados, com presença global e local, com talento conectado dentro e fora dos limites estritos da sociedade mercantil. A empresa em rede é definida pela capacidade de empregar as TIC graças a uma profunda transformação cultural e organizativa frente a um mercado complexo e exigente.

    É um fenômeno que cresce em todas as economias avançadas e que foi descrito por Manuel Castells em numerosos livros e artigos. Na mesma linha, Juan Freire e Antoni Gutierrez-Rubí afirmam no primeiro ponto de seu Manifesto Crowd que “os mercados são relações”.

    A organização em rede significa descentralizar: redes de unidades semiautônomas ou alianças estratégicas entre empresas. Entre as vantagens deste modelo destacam a adaptabilidade, a flexibilidade e a coordenação de objetivos, o conhecimento e a inovação em uma perspectiva tanto local como regional e global.

    Definitivamente, este tipo de empresa não se expressa com adjetivos como dentro/fora, perto/longe ou superior/inferior. Talvez porque tenham perdido esse capítulo do Bairro Sésamo ou o esqueceram. A busca de uma maior competitividade nos convida a utilizar este tipo de lógicas, que vêm acompanhadas, evidentemente, de um apoio nos meios e suportes na nuvem.

    A competitividade se movimenta em um clique: com distâncias e comportamentos novos. Esta lógica se baseia no conceito de rede, que descreve estruturas compostas por pessoas e organizações conectadas por um ou mais tipos de relações. A tecnologia evoluiu muito neste aspecto, mas a perspectiva de marca fez surgir algumas dúvidas bem oportunas. A maioria tem a ver com o equilíbrio entre consistência (controle, coesão, unicidade, homogeneidade…) e dispersão (nuvem, nodo, link, diversidade, rede…). Muitas empresas estão transitando sobre estas variáveis e o impacto na gestão de sua marca é evidente.

    Uma marca deve ser a junta de todos estes nodos e conexões. Uma marca define um horizonte para a organização e funciona como aglutinante porque estabelece o significado, a proposta de valor e os fatos e comportamentos que a sustentam. Quando toda a empresa está na nuvem, a marca deve ser o elemento que guia para dar consistência a todos os pontos de contato (marketing, recursos humanos, inovação…) e para garantir um enfoque compartilhado (objetivos, cultura corporativa, relatos…).

    As marcas sugerem cada vez mais um caminho, uma realidade que convida a todas as pessoas a transitar por diferentes plataformas, contextos e relatos difundidos. Diante de uma realidade dinâmica, experiencial e bidirecional, a marca se comporta como um agente facilitador e se expressa mais como território de marca (um espaço mental aberto dotado de diferentes realidades) do que como as legendárias USP (unique selling proposition).

    Um conselho para gerir uma marca na nuvem: enquanto tudo é periferia, a marca deve ser o centro. É a melhor maneira de gerar uma figura mental memorável (que distingue a marca do barulho), ajuda o consumidor a comprar (garantia e confiança) e sintoniza toda a organização em um ponto de vista inspirador.

    Javier Velilla (@javiervelilla) é Sócio e Diretor da consultora de comunicação estratégica Comuniza. É especialista em gestão de marca, planejamento e redes sociais e Docente para centros de formação universitária, para empresas e instituições, além de Pesquisador acadêmico e autor de um livro sobre branding

     

     
  • Bill Cushard 5:00 am em 10/04/2013 Permalink | Responder
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    Aperfeiçoe a formação em vendas com as Redes Sociais Corporativas 

    Tempo estimado de leitura: 9 minutos

    Nota do editor: Hoje temos o prazer de dar as boas-vindas a Bill Cushard (@billcush), novo autor de nosso Zyncro Blog. Bill é escritor, blogueiro e designer de experiências de aprendizagem (LX). Tem uma importante trajetória de destaque na criação de programas de aprendizagem que incorporam métodos de ensino semipresencial e social. Vocês podem segui-lo no Twitter ou no Google+.

    Segundo a ASTD (American Society for Training and Development), as empresas norte-americanas gastam ao ano 15 bilhões de dólares em cursos de formação de vendas que a maior parte do pessoal de vendas considera ineficazes ou pouco úteis. Este dado deveria deixar nervoso qualquer líder empresarial, já que lhes obriga a se perguntar o que estão recebendo em troca de um investimento tão pesado. E devemos levar em consideração que esta cifra corresponde apenas aos Estados Unidos, a quanto subiria se incluíssemos as empresas de todo o mundo? Devido ao enorme capital que cada ano é destinado à formação comercial, existe um grande interesse de resolver o problema dos resultados insuficientes que conseguem a formação em vendas nas empresas.

    A pergunta é: “Como podem as organizações melhorar sua estratégia de formação em vendas para aproveitar ao máximo o investimento de capacitar uma força de vendas que faça a empresa crescer?” Após consultar alguns estudos, acho que a esperança está no uso das Redes Sociais Corporativas.

    Os estudos demonstram o caminho através das Redes Sociais Corporativas

    Em 2012, um artigo da revista especializada Journal of Personal Selling and Sales Management sugeria que, no futuro, a formação comercial deveria ser personalizada, decidida de forma conjunta, voluntária, especialmente pensada para satisfazer as necessidades mútuas e oferecida de distintos modos. Consequentemente, os autores aconselhavam que as próximas pesquisas enfocassem no aproveitamento dos distintos métodos de tecnologia que existem, incluindo o social, já que poderiam contribuir para a melhoria na eficácia da formação em vendas.

    As Redes Sociais Corporativas podem satisfazer esta necessidade, por isso estou desenvolvendo um projeto de pesquisa para a minha tese que analisa a teoria social de aprendizagem de Etienne Wenger’s (1998). Quero descobrir se existe uma correlação entre a participação na Rede Social Corporativa dos vendedores recém contratados e os resultados de vendas. Ou, dito de outra forma; o lucro de uma empresa aumenta se a equipe de vendas de nova contratação participa nas atividades de aprendizagem social em dupla? Baseados na teoria social de aprendizagem, sim.

    Como aprendem as pessoas?: Uma teoria social de aprendizagem

    Um dos principais elementos da teoria social de aprendizagem é que as pessoas aprendem através de una dualidade de ida e volta entre a participação e a materialização. A participação se baseia em formar parte da comunicação, atividades ou eventos, e se refere tanto às pessoas individuais como aos grupos. A materialização é o processo através do qual a experiência de participação se torna sólida, em forma de recursos. Em outras palavras, o aprendizado ocorre quando se participa na conversa e existem recursos disponíveis sobre o tema em questão.

    O papel das Redes Sociais Corporativas

    As Redes Sociais Corporativas foram desenvolvidas para satisfazer completamente a necessidade de participação e de materialização. Se paramos para pensar, notamos que os membros de uma Rede Social Corporativa podem participar ininterruptamente em conversas que às vezes contêm links a recursos, o que ao mesmo tempo as transforma em recursos (conversas materializadas) às quais outras pessoas têm acesso.

    Portanto, se a formação é um processo contínuo para preparar a força de vendas e a aprendizagem acontece através de um processo contínuo de participação e materialização, as Redes Sociais Corporativas deveriam ser uma plataforma imprescindível para aproveitar ao máximo a força dedicada pela organização para a formação em vendas.

    “Como podemos fazê-lo?”, você pergunta

    Existem muitas maneiras de utilizar as Redes Sociais Corporativas para reforçar a formação em vendas. Para começar, propomos três:

    1. Encontre especialistas: Para as grandes ou médias empresas nem sempre é fácil encontrar a pessoa adequada, especializada exatamente no que necessitam. E passa a ser especialmente problemático quando se trata de organizações com escritórios no mundo todo. Graças às Redes Sociais Corporativas, é possível saber em que está especializada uma pessoa, esteja onde estiver, e não há a necessidade de conhecê-la previamente.

    2. Faça perguntas: Todo o mundo sabe como é ficar emperrado em um problema para o qual não encontra uma solução, seja em uma reunião de vendas, em uma ligação para apoio técnico ou em um grande projeto com novos sócios. Consultar as pessoas que se sentam ao seu lado é muito fácil, mas como saber a opinião dos trabalhadores de outros escritórios? E se você quiser perguntar algo para alguém que talvez nem conhece? Os membros da Rede Social Corporativa podem fazer perguntas a todas as pessoas da organização.

    3. Compartilhe recursos, conquistas e fracassos: Se você lê um artigo que explica uma mudança importante em um setor no qual a sua empresa comercializa, publique o link para que todos os membros da organização fiquem sabendo. Para a publicação ser ainda mais valiosa, adicione um comentário, explicando o seu ponto de vista, o que você vê de relevante. Este comentário pode estimular a participação de outras pessoas na conversa e desencadear um debate que influencie outros membros da equipe de vendas. Além disso, você pode compartilhar uma conquista que recentemente conseguiu provar com sucesso em uma nova técnica de vendas e que poderia beneficiar o grupo, ao que alguém pode adicionar um comentário explicando que essa mesma técnica não funcionou com ele. Outras pessoas poderiam fazer perguntas e decidir se para elas a técnica seria útil ou não, e como poderiam aplicá-la para o seu caso específico. Não existe nenhuma formação que possa seguir o ritmo acelerado destas interações.

    A formação em vendas não se baseia apenas no treinamento comercial

    A formação em vendas não se baseia simplesmente em treinar os vendedores. De fato, Forrester descreve a formação  em vendas como um processo contínuo que ensina os funcionários que estão em contato com os clientes (ou clientes potenciais) a aproveitar a conversa com eles. É verdade que o treinamento é indispensável, assim como os processos sistemáticos de vendas. Mas se você quer incentivar e manter um processo contínuo de capacitação de sua força de vendas, a Rede Social Corporativa precisa se transformar na infraestrutura fundamental de sua estratégia de formação em vendas. Claro, há empresas que dedicam muitos recursos para isso, mas preparar sua equipe de modo sustentável deveria ser uma prioridade.

    E você? Como utiliza sua Rede Social Corporativa para apoiar as ações de formação em vendas? Compartilhe sua experiência nos comentários. A força de vendas de Telefónica de América Latina utiliza Zyncro é o nosso melhor exemplo.

     
  • Ana Asuero 5:00 am em 04/04/2013 Permalink | Responder
    Tags: ambiente corporativo, , , , ,   

    Os 12 hábitos das organizações colaborativas 

    Tempo estimado de leitura: 8 minutos

    Esses dias vi que Virginio Gallardo dizia no Facebook que “as Redes Sociais Corporativas despertam o talento adormecido das organizações“. As Redes Sociais Corporativas abrem um canal de comunicação direto e permanente e facilitam a colaboração entre os trabalhadores, fazendo-os compartilhar conhecimentos, truques, dúvidas e ideias com facilidade, o que leva o pessoal de sua organização a acordar.

    Eva Collado Durán comentou o post de Virginio, ressaltando que ‘também despertam os verdadeiros líderes de opinião que estão distantes dos cargos de hierarquia superiores‘. É verdade. A comunicação horizontal que facilita uma Rede Social Corporativa põe todos os seus funcionários na mesma situação e lhes dá as mesmas oportunidades de colaborar com conhecimento válido para seus colegas.

    Se você não compartilha o que sabe fazer por medo a perder sua posição, acabará isolado dos demais. Num contexto onde quase todos já estão convencidos de que se trabalha melhor e com melhores e mais rápidos objetivos e resultados ao se trabalhar em equipe e compartilhando conhecimento, quem continuar sendo possessivo com a sabedoria ficará para trás.

    As empresas que entendem esta nova situação e se transformaram em empresas sociais, implementaram hábitos de colaboração no seu dia a dia. Mas, quais são estes hábitos? Os damos algumas pistas de organizações colaborativas baseados em um interessante artigo publicado por Jacob Morgan (@jacobm).

    1. O benefício individual é tão importante quanto o benefício corporativo (ou talvez o mais importante)

    Quando você falar de colaboração para seus funcionários, não se limite a falar só dos benefícios corporativos. Eles também vão querer saber como a colaboração lhes afetará individualmente. De que forma a colaboração fará suas tarefas e vidas mais simples?

    2. Estratégia antes que tecnologia

    Antes de ir correndo implementar essa nova plataforma de colaboração, concentre o seu foco em desenvolver uma estratégia que ajude a entender “o por quê” da colaboração antes do que “como”. Ter uma estratégia é essencial para o sucesso de qualquer iniciativa colaborativa. Com certeza você não quer se encontrar na situação de ter desenvolvido uma tecnologia sem entender a sua razão de ser.

    3. Escute seus trabalhadores

    Sempre falamos da importância de escutar os clientes e, no entanto, não seria importante escutar nossos trabalhadores? Se falamos de colaboração, precisamos envolver os trabalhadores no processo a partir do primeiro momento. Ouça suas ideias, necessidades, sugestões e some o feedback recebido à sua estratégia.

    4. Aprenda a sair da frente

    Aprenda a dar apoio e autoridade aos seus trabalhadores e, a seguir, saia da frente para eles seguirem o próprio caminho. Se você tentar supervisar e vigiar tudo, vai destruir a colaboração de sua organização. Dê algumas coordenadas e diretrizes, mas deixe seus trabalhadores fazerem o que precisem fazer.

    5. Lidere dando o exemplo

    Se os líderes de sua organização não utilizam as ferramentas colaborativas, por que seus trabalhadores o fariam? Os líderes são um instrumento muito poderoso para facilitar a transformação e estimular os comportamentos desejados.

    6. Integre a colaboração no fluxo de trabalho

    A colaboração não deveria nunca ser vista como uma tarefa ou requisito adicional para os trabalhadores. Pelo contrário, ela deve ser inserida de modo natural no seu fluxo de trabalho.

    7. Recompense o trabalho em grupo

    Se a sua organização foca em recompensar os funcionários pelas ações individuais como o caminho para o sucesso, será mais complicado conseguir fazer as pessoas compartilharem e se comunicarem entre eles. Não há nada de mal em recompensar seus trabalhadores pelos resultados pessoais, mas é igualmente importante reconhecer e recompensar a colaboração e o trabalho em equipe.

    8. Pondere o que é importante

    Existe uma infinidade de coisas que uma organização pode medir, mas isso não significa que todas essas coisas devam ser medidas. Centre-se em medir o que importa na sua organização e analise os resultados destas medidas. Alguns se focam em medir os comentários enviados ou grupos criados; outras preferem medir o compromisso e a dedicação de seus funcionários em relação à companhia e o trabalho que desempenham.

    9. Perseverança

    Transformar sua organização em colaborativa leva tempo e esforço, mas o importante é estar convencido de que essa é a direção correta e segui-la. Não vale se render nem olhar para trás.

    10. Adaptar-se e evoluir

    A necessidade de colaboração nas organizações chegou para ficar. Isso significa que sua organização terá que ser capaz de se adaptar e evoluir como exigem as ferramentas e estratégias. É preciso estar atualizado sobre a situação do seu setor e da sua organização. Isso possibilita inovar e encarar as transformações com sucesso.

    11. A colaboração dos funcionários também beneficia os clientes

    A colaboração de seus trabalhadores tem um valor enorme para seus clientes. Eles serão capazes de dar um melhor  atendimento ao cliente se possuem a informação, os recursos e a experiência de especialistas internos. Talvez nem sempre um funcionário terá a resposta que um cliente necessita, mas terá acesso ao conhecimento de toda a organização para resolver o problema.

    12. A colaboração faz do mundo um lugar melhor

    Pode ser que o aspecto mais importante da colaboração seja ajudar a fazer do mundo um lugar melhor. Sem dúvida, a colaboração fará de seus funcionários pessoas mais produtivas, o que beneficiará também seus clientes. Consiga que seus trabalhadores se sintam mais conectados com seus colegas, diminua o seu estresse, faça com que o seu trabalho seja mais fácil, com maior liberdade e, em geral, isso fará com que eles sejam mais felizes no trabalho e em casa.

    E a sua empresa? Que estratégias de colaboração estão em andamento? Quais hábitos lhes ajudaram a se transformar em uma dessas organizações colaborativas? Deixe um comentário contando a sua experiência! :-)

     

     
  • Andres Ortega 5:14 am em 02/04/2013 Permalink | Responder
    Tags: , , , rede social interna   

    Princípios arquitetônicos na implantação de uma Rede Social Corporativa 

    Tempo estimado de leitura: 7 minutos

    Quando reflito sobre o sentido, impacto, usabilidade, funcionalidade, essência e razão de ser da união destas três palavras: Rede, Social, Corporativa…, minha análise sempre conclui que estamos diante de uma das ferramentas organizativas mais potentes e transcendentais não do ponto de vista tecnológico e sim do cultural.

    Muitas organizações estão aderindo a essa nova onda que significa a implantação de uma Rede Social Corporativa sem analisar ou avaliar as implicações que estes desenvolvimentos poderiam chegar a ter em termos de transformação organizativa. Existe uma associação inquestionável entre Rede Social Corporativa e transformação cultural. Na empresa do s.XXI, uma depende da outra e vice-versa. No entanto, é preciso enfatizar que, neste caso, a ordem dos fatores sim que altera o resultado gerado pelo produto.

    Começar a casa pelo telhado

    É preciso entender que não se deve (nem se pode) implantar uma rede social interna com a finalidade de levar a uma transformação cultural.

    Um número considerável de empresas se jogou na aventura tecnológica da implantação de uma rede social equivocando-se ao pensar que se tratava precisamente de um projeto tecnológico e não de uma viagem de transformação organizacional. Aí está o primeiro erro de cálculo por parte de muitas organizações que achavam que o princípio da transformação cultural se daria a partir da implantação de uma rede social corporativa.

    Querer estimular a r-evolução organizativa para um modelo mais aberto, mais plural e mais participativo, através da implantação de uma rede social corporativa é começar a construir a casa pelo telhado. Uma rede social interna é provavelmente o modo mais eficaz para transportar os comportamentos e as interações associadas a um novo modelo de gestão. Trata-se sem dúvida de uma poderosa ferramenta que, bem consolidada e firme, poderia ser a engrenagem perfeita para levantar o peso dos processos e condutas organizativas habituais e ir progressivamente introduzindo uma nova forma de relação, um novo modo de gestão, mas não como o ponto de partida desse processo evolutivo na empresa.

    A base da Rede Social como meio de transformação

    No entanto, e como sucede com qualquer obra que não queremos que seja destruída  pelo vento, é preciso, com caráter prévio à construção, trabalhar uma base de cimento sólida, resistente, que inspire confiança e credibilidade para os que se moverão pelo edifício, para os habitantes dessa rede social. Estas são algumas chaves arquitetônicas básicas, essenciais para qualquer rede social corporativa cumprir seu propósito: ser o meio de transporte dos comportamentos de um novo modelo de gestão, sólido, sem rachaduras nem fissuras.

    – Desenvolver a cultura do diálogo e da conversa com caráter prévio à implantação. Se historicamente limitamos as conversas abertas e interagimos pouco com os nossos funcionários, o que nos leva a achar que contar com uma rede social fará os mesmos se comportarem de outro modo? A compartilhar e dialogar de forma diferente? É imprescindível que se marque e insira a cultura do diálogo antes da implantação. É a forma de assegurar que a rede social vai poder atingir o seu propósito.

    Designar a propriedade da rede social aos profissionais da organização. Não é congruente comprar um terreno, “urbanizar novos comportamentos”, construir o meio e depois pensar em guardar as chaves que dão acesso livre ao imóvel. O fluxo de inter-relacionamento e iniciativas que surjam através da rede social são bens comuns que favorecem a organização como um todo. Para conseguir maximizar o conhecimento gerado através da Rede Social Interna é preciso consolidar primeiramente que esta não é um coto privado senão uma propriedade aberta.

    Interiorizar e ancorar a vontade de transformar a organização. Provavelmente este é o pilar mais crítico neste processo arquitetônico. Trata-se da requalificação do terreno organizativo. Os órgãos de poder e a cúpula organizativa devem gerar o compromisso da vontade de transformar a organização antes da implantação de uma Rede Social Interna. É imperativo; se não existe este compromisso, a requalificação do terreno será fictícia e o meio de transporte, em forma de Rede Social, viajará vazio.

    Uma Rede Social Corporativa é muito mais do que uma ferramenta, é a engrenagem para transformar culturalmente, podendo ser decisiva no processo de transformação que muitas organizações estão passando nos dias de hoje.

    No entanto, é indispensável, previamente a sua implantação, que o cimento da cultura do diálogo esteja sólido,  que designe a propriedade do conhecimento gerado à organização como um todo e, acima de tudo, que a estrutura de comando adquira uma vontade nítida para iniciar um processo de transformação organizativa. Só então uma Rede Social Corporativa cumprirá seu propósito como engrenagem de transformação cultural e como veículo que transporta uma nova forma de interação e geração de conhecimento.

    Andrés Ortega (@Ander73) é especialista na área de Gestão de Pessoas. Atualmente é HR Director para Espanha, e responsável de Engagement para Europa em DAMCO, empresa do Grupo dinamarquês AP Moller Maersk. A equipe de Zyncro recomenda a leitura do seu Blog pessoal.

     
  • Ana Neves 6:00 am em 13/03/2013 Permalink | Responder
    Tags: , , , ,   

    O que as organizações estão fazendo em relação à Gestão do Conhecimento? 

    Há alguns dias, Doroteo Quiroz publicou no blog da Zyncro em inglês um artigo chamado “A importância das Redes Sociais Corporativas na Gestão do Conhecimento”, onde explicava o que é a GC (Gestão do Conhecimento) e nos dava uma necessária definição do termo. Digo isto porque, apesar de que a Gestão do Conhecimento é uma disciplina fundamental para o bom funcionamento das organizações, a maioria das pessoas ainda não sabe em que realmente consiste.

    Alguns acreditam que a gestão do conhecimento equivale a desperdiçar recursos; outros, que sua organização é pequena demais para aproveitar suas vantagens. Também há quem admite sem rodeios que não sabe o que é nem qual seria o resultando financeiro da mesma. Tenho algo para dizer a todas estas pessoas: qualquer empresa pode se beneficiar da Gestão do Conhecimento. Aliás, é algo que todas já “fazem” no seu dia a dia.

    Pois é, estou convencida de que todas as organizações têm implementadas iniciativas e ferramentas de Gestão do Conhecimento, seja como for: reuniões periódicas para compartilhar boas práticas; “páginas amarelas” que listam as capacidades de determinados trabalhadores, comunidades de práticas, Redes Sociais Corporativas, etc.

    No entanto, se o que queremos é aumentar o lucro da empresa, a chave está em considerar a Gestão do Conhecimento como uma estratégia, e não apenas como um conjunto de ferramentas e iniciativas realizadas aleatoriamente.

    Em 2010 fiz um estudo que chegou aos seguintes resultados: de 220 organizações portuguesas, apenas 42 tinham um plano estratégico para a Gestão do Conhecimento, ou seja, uma estratégia específica para a gestão do conhecimento e uma pessoa contratada para esta função.

    Atualmente estou fazendo novamente a mesma pesquisa para saber qual é a situação da Gestão do Conhecimento, desta vez CONTANDO COM Portugal E  Espanha.

    Os dados deste estudo são obtidos através de um breve questionário online, pensado de uma forma que resulte agradável e fácil de preencher (de momento, na Espanha 55 empresas já nos enviaram a resposta, o que corresponde a 100% das empresas entrevistadas).

    O questionário também foi pensado para servir como mecanismo de comunicação, já que é uma maneira de informar as organizações sobre o que é a Gestão do Conhecimento, dar-lhes ideias para implementá-la e animar-lhes a perceber que, de uma maneira ou outra, já a estão colocando na prática.

    Tenho uma grande expectativa para comparar os resultados entre as organizações de Portugal e Espanha :-)

    Por enquanto, das 55 empresas que participaram preenchendo o questionário na Espanha:

    • 18 contam com um patrocinador de GC dentro da direção
    • 17 designaram um responsável para as funções de GC
    • 12 contam com uma estratégia de GC
    • 10 contam com um orçamento aprovado para a GC

    Das 99 empresas que preencheram o questionário em Portugal:

    • 39 contam com um patrocinador de GC dentro da direção
    • 30 designaram um responsável para as funções de GC
    • 22 contam com uma estratégia de GC
    • 18 contam com um orçamento aprovado para a GC

    Se vocês têm alguns minutos, ficarei grata pelo preenchimento do questionário. Isso nos ajudará a obter resultados mais representativos, criar novas ideias, passar uns momentos divertidos e ainda traz a vocês a possibilidade de participar num sorteio de um prêmio, para agradecer o seu tempo.

    Questionário para organizações na Espanha

    Questionário para organizações em Portugal

    Ana Neves (@ananeves) é especialista em Gestão do Conhecimento, aprendizagem organizacional, redes sociais e ferramentas sociais para organizações. É fundadora de Knowman e a mente detrás de Cidadania 2.0 e Social Now.

     

     
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