Um requisito imprescindível para empreender? Perder o medo de sonhar! 

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Ultimamente anda circulando pela rede um vídeo com a voz em off de Alan Watts que compara a importância do dinheiro e afirma que é uma estupidez dedicar a nossa vida a fazer coisas que não gostamos para sermos capazes de continuar fazendo coisas que não gostamos e educar nossos filhos a seguir este caminho… O conceito não é novo, mas acho legal que de vez em quando alguma mensagem como esta consiga um efeito viral na rede. Esquecemos rapidamente as coisas boas da vida e com facilidade começamos a reclamar sem qualquer esperança no futuro, por isso é importante que alguém repita essas ideias a cada certo tempo. É justamente isso que vou fazer agora, mas antes deixo o vídeo para vocês verem do que estou falando:

Sei perfeitamente que há pessoas passando uma fase realmente difícil agora e, evidentemente, têm todo o direito do mundo de se queixar, mas este pequeno post está dedicado para aos que de forma automática e repetitiva ficam presos na posição fácil de se resignar “ao momento difícil”, e entregam os pontos. Abrem mão dos seus sonhos ou talvez nem cheguem a sonhar… Como podemos esperar ser felizes se nem sequer nos permitimos viver primeiro?

As escolas de negócios e universidades estão lotadas de cursos para empreendedores, onde tentam nos ensinar a fazer magníficos análises DAFO, planos de empresa e nos explicam como abrir um negócio seguindo alguns simples passos… Contrariamente, elas também estão sobrecarregadas de notícias sobre o elevado número de projetos que não conseguem chegar ao primeiro ano de vida. Talvez isso ocorra porque nos convencem de algumas atitudes empresariais sem reparar primeiramente em outros aspectos fundamentais e que aparentemente não têm nenhuma relação com a economia. Onde já se viu aprender na escola a ser feliz, a lidar com as nossas emoções, a se empolgar com novos desafios, a valorizar os pequenos prazeres da vida? Que professor dedicou suas horas a ensinar a sonhar, a pensar na liberdade e na criatividade sem o preconceito de seguir uma linha previamente existente? Quantos pais mostram aos seus filhos que devem aprender dos erros, a se levantar quando tropeçam e ver o aspecto positivo da queda; a dizer te amo e obrigado?

Um ponto imprescindível para superar a crise que nos deixa a todos parados (e empreender) é superar a crise da felicidade, dos sonhos e das esperança em um futuro melhor. Isso é algo que devemos incorporar ao sistema educativo, à filosofia de trabalho de nossas empresas e às nossas relações pessoais… É possível aprender a ser otimista, a ser feliz, a saber o que queremos. Só depois disso seremos capazes de seguir em frente, como diz Alan Watts no vídeo, sem importar o que isso signifique. Faço o que você deseja! Porque se você realmente gostar disso, poderá virar um especialista no assunto e encontrar a maneira de viver disso. E agora vamos começar novamente do começo, o que você faria para ser feliz?

Sandra Bravo é sócia fundadora de BraveSpinDoctors, consultoria de comunicação estratégica e marketing político.