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  • Ana Fernandéz 3:00 am em 23/07/2013 Permalink | Responder
    Tags: colaboração, ,   

    A sociedade em rede: o poder é de quem sabe compartilhar e localizar o conhecimento 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    Internet revolucionou nossa maneira de comunicar-nos e  conectar-nos. Antes só podíamos conectar com quem estava fisicamente próximo à nós ou se soubéssemos onde as pessoas estavam; agora as distâncias não importam. Mudamos para uma sociedade em rede.

    O conectivismo surge como teoria para explicar as mudanças que origina a técnica na sociedade. O teórico como tal tende a desaparecer e agora o que é importante é saber onde está a informação e quem a possui.

    Ao possuir conjuntos de informação conectados, nosso conhecimento aumenta em escala mundial. Por isso, surge a necessidade não de aprender e sim de classificar a informação e ter critério para diferenciar o que é importante do que é necessário.

    (Mais …)

     
  • Joan Alvares 5:00 am em 14/05/2013 Permalink | Responder
    Tags: , colaboração, colaboração multidisciplinar, , , ,   

    Equipes líquidas para tempos líquidos 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Tem uma pergunta que costuma ser repetida sempre que alguém está apresentando a sua empresa: quantos vocês são? Às vezes eu digo que somos três e outras, trinta e poucos, depende da necessidade que noto no meu ouvinte de ser impressionado. E em ambos os casos estou dizendo a verdade, porque em Poko trabalhamos com um núcleo básico de Project Managers e uma equipe líquida que se adapta ao tamanho de cada projeto.

    Sou desses que acha que para fazer algo que tenha sentido, uma equipe precisa se adaptar ao projeto e nunca ao revés. Porque quando uma empresa se resiste a sair da zona de conforto, quando não sente a necessidade de envolver talento externo e explorar além dos seus próprios horizontes, normalmente é porque está fazendo algo que já existe, algo mais ou menos dispensável, fora de validade, facilmente copiável.

    Hoje os melhores restaurantes do mundo o são por fazer chegar à cozinha áreas tão variadas como a arte, a ciência ou o desenho industrial; para isso foi preciso contar com os melhores profissionais destes campos. Talento que em uma estrutura fixa com certeza não teria sido contratado, e que além disso não teria sentido dentro de uma cozinha de forma permanente. O projeto de amanhã será diferente do de hoje e nos obrigará a encontrar colaborações com outros profissionais.

    Em um mundo em mudança contínua, Internet possibilita construir grandes empresas sem precisar construir grandes estruturas. Consiste em criar ecossistemas de talento, capazes de detectar os desafios de um projeto e atrair o melhor especialista para dar a resposta. Internet convida a descobrir, a eliminar intermediações, à cooperação entre profissionais com diversos talentos, trabalhando em várias partes do mundo. Depende de nós aceitar esse convite.

    Na sua empresa estão também apostando por redes de colaboração para diferentes projetos? Ao colaborar com equipes espalhadas, você precisa tê-las bem comunicadas para que tudo funcione. O que acharia de usar uma Rede Social Corporativa para isso? Experimente Zyncro!

    Joan Alvares é sócio-diretor de Poko e professor do Istituto Europeo di Design

     
  • Ana Asuero 5:00 am em 04/04/2013 Permalink | Responder
    Tags: ambiente corporativo, colaboração, , , ,   

    Os 12 hábitos das organizações colaborativas 

    Tempo estimado de leitura: 8 minutos

    Esses dias vi que Virginio Gallardo dizia no Facebook que “as Redes Sociais Corporativas despertam o talento adormecido das organizações“. As Redes Sociais Corporativas abrem um canal de comunicação direto e permanente e facilitam a colaboração entre os trabalhadores, fazendo-os compartilhar conhecimentos, truques, dúvidas e ideias com facilidade, o que leva o pessoal de sua organização a acordar.

    Eva Collado Durán comentou o post de Virginio, ressaltando que ‘também despertam os verdadeiros líderes de opinião que estão distantes dos cargos de hierarquia superiores‘. É verdade. A comunicação horizontal que facilita uma Rede Social Corporativa põe todos os seus funcionários na mesma situação e lhes dá as mesmas oportunidades de colaborar com conhecimento válido para seus colegas.

    Se você não compartilha o que sabe fazer por medo a perder sua posição, acabará isolado dos demais. Num contexto onde quase todos já estão convencidos de que se trabalha melhor e com melhores e mais rápidos objetivos e resultados ao se trabalhar em equipe e compartilhando conhecimento, quem continuar sendo possessivo com a sabedoria ficará para trás.

    As empresas que entendem esta nova situação e se transformaram em empresas sociais, implementaram hábitos de colaboração no seu dia a dia. Mas, quais são estes hábitos? Os damos algumas pistas de organizações colaborativas baseados em um interessante artigo publicado por Jacob Morgan (@jacobm).

    1. O benefício individual é tão importante quanto o benefício corporativo (ou talvez o mais importante)

    Quando você falar de colaboração para seus funcionários, não se limite a falar só dos benefícios corporativos. Eles também vão querer saber como a colaboração lhes afetará individualmente. De que forma a colaboração fará suas tarefas e vidas mais simples?

    2. Estratégia antes que tecnologia

    Antes de ir correndo implementar essa nova plataforma de colaboração, concentre o seu foco em desenvolver uma estratégia que ajude a entender “o por quê” da colaboração antes do que “como”. Ter uma estratégia é essencial para o sucesso de qualquer iniciativa colaborativa. Com certeza você não quer se encontrar na situação de ter desenvolvido uma tecnologia sem entender a sua razão de ser.

    3. Escute seus trabalhadores

    Sempre falamos da importância de escutar os clientes e, no entanto, não seria importante escutar nossos trabalhadores? Se falamos de colaboração, precisamos envolver os trabalhadores no processo a partir do primeiro momento. Ouça suas ideias, necessidades, sugestões e some o feedback recebido à sua estratégia.

    4. Aprenda a sair da frente

    Aprenda a dar apoio e autoridade aos seus trabalhadores e, a seguir, saia da frente para eles seguirem o próprio caminho. Se você tentar supervisar e vigiar tudo, vai destruir a colaboração de sua organização. Dê algumas coordenadas e diretrizes, mas deixe seus trabalhadores fazerem o que precisem fazer.

    5. Lidere dando o exemplo

    Se os líderes de sua organização não utilizam as ferramentas colaborativas, por que seus trabalhadores o fariam? Os líderes são um instrumento muito poderoso para facilitar a transformação e estimular os comportamentos desejados.

    6. Integre a colaboração no fluxo de trabalho

    A colaboração não deveria nunca ser vista como uma tarefa ou requisito adicional para os trabalhadores. Pelo contrário, ela deve ser inserida de modo natural no seu fluxo de trabalho.

    7. Recompense o trabalho em grupo

    Se a sua organização foca em recompensar os funcionários pelas ações individuais como o caminho para o sucesso, será mais complicado conseguir fazer as pessoas compartilharem e se comunicarem entre eles. Não há nada de mal em recompensar seus trabalhadores pelos resultados pessoais, mas é igualmente importante reconhecer e recompensar a colaboração e o trabalho em equipe.

    8. Pondere o que é importante

    Existe uma infinidade de coisas que uma organização pode medir, mas isso não significa que todas essas coisas devam ser medidas. Centre-se em medir o que importa na sua organização e analise os resultados destas medidas. Alguns se focam em medir os comentários enviados ou grupos criados; outras preferem medir o compromisso e a dedicação de seus funcionários em relação à companhia e o trabalho que desempenham.

    9. Perseverança

    Transformar sua organização em colaborativa leva tempo e esforço, mas o importante é estar convencido de que essa é a direção correta e segui-la. Não vale se render nem olhar para trás.

    10. Adaptar-se e evoluir

    A necessidade de colaboração nas organizações chegou para ficar. Isso significa que sua organização terá que ser capaz de se adaptar e evoluir como exigem as ferramentas e estratégias. É preciso estar atualizado sobre a situação do seu setor e da sua organização. Isso possibilita inovar e encarar as transformações com sucesso.

    11. A colaboração dos funcionários também beneficia os clientes

    A colaboração de seus trabalhadores tem um valor enorme para seus clientes. Eles serão capazes de dar um melhor  atendimento ao cliente se possuem a informação, os recursos e a experiência de especialistas internos. Talvez nem sempre um funcionário terá a resposta que um cliente necessita, mas terá acesso ao conhecimento de toda a organização para resolver o problema.

    12. A colaboração faz do mundo um lugar melhor

    Pode ser que o aspecto mais importante da colaboração seja ajudar a fazer do mundo um lugar melhor. Sem dúvida, a colaboração fará de seus funcionários pessoas mais produtivas, o que beneficiará também seus clientes. Consiga que seus trabalhadores se sintam mais conectados com seus colegas, diminua o seu estresse, faça com que o seu trabalho seja mais fácil, com maior liberdade e, em geral, isso fará com que eles sejam mais felizes no trabalho e em casa.

    E a sua empresa? Que estratégias de colaboração estão em andamento? Quais hábitos lhes ajudaram a se transformar em uma dessas organizações colaborativas? Deixe um comentário contando a sua experiência! :-)

     

     
  • Manel Alcalde 9:00 am em 21/02/2013 Permalink | Responder
    Tags: , colaboração,   

    Criando ambientes para a inovação 

    Tempo estimado de leitura: 7 minutos

    Não sei quanto a vocês, mas tenho a sensação que quando vejo em casa algum dos canais de televisão especializados em documentários sobre a natureza, em 90% das vezes está justamente passando um animal devorando a outro ou a ponto de fazê-lo. Está claro que o aspecto do mundo natural que mais vende é o da luta feroz pela sobrevivência e que (pelo menos na hora de ver tevê) o que nos interessa da seleção natural é a faceta da competência, mais do que a da adaptação. Não vou negar que a savana africana é um lugar sangrento e de deixar qualquer um arrepiado, principalmente se você é uma gazela manca ou um pouco desligada, mas já estou um pouco cheio de tanta carnificina e prefiro pensar na história do mundo natural como uma história de inovação, na qual a colaboração deu pé à evolução adaptativa das espécies.

    Steven Johnson manifestou essa ideia há uns dois anos no seu livro “De onde vêm as boas ideias” através da observação do ecossistema dos recifes de coral, protagonistas do que se começou a chamar de “a paradoxa de Darwin”: apesar de que os recifes se encontram em águas bem pobres em nutrientes, reúnem um número impressionante de espécies e formas de vida. A paradoxa se dá porque nos recifes há uma grande conectividade inovadora entre os organismos, permitindo superar a teórica esterilidade deste ambiente, gerando um ecossistema de grande biodiversidade justo onde parecia que era difícil de existir.

    A ideia fundamental depois da visão de Steven Johnson é a de que, como os recifes de corais, existem ambientes que estimulam a capacidade de gerar novas ideias e o fazem porque cumprem uma série de comportamentos que já temos no mundo natural. Achei interessante formular uma lista resumida com conselhos que se baseiam nos comportamentos identificados por Steven Johnson. Como podemos, segundo o autor, construir ambientes para a inovação nas nossas organizações e até mesmo na nossa vida privada?

    • Estimulando a exploração. Os meios mais inovadores são os que nos expõe a um número maior de fatores e nos animam a procurar modos de recombiná-los. É preciso maximizar o número de “portas” ao nosso alcance e se animar a abrir todas. Os limites do “adjacente possível” se irão ampliando conforme os vamos explorando.
    • Flexibilizando. Uma boa ideia não é algo isolado, gerada automaticamente por um passe de mágica, e sim uma rede de neurônios conectados em um momento específico que transformam a realidade. É importante promover redes líquidas, que permitam circular as ideias e que sejam capazes principalmente de se moldar com uma forma diferente ao entrar em contato.
    • Alimentando e conectando as intuições. A maioria das boas ideias são no início uma simples intuição que ainda não foi conectada à sua “meia laranja”. Essa “meia laranja” normalmente está dentro da cabeça de outra pessoa, também na forma de intuição. Os espaços criativos, onde a conectividade aumenta, são ambientes com uma alta densidade de informação, que facilitam o aparecimento destas “proto ideias”, já que neste caldo de cultivo ocorre o encontro com “a parte que falta”.
    • Abraçando o caos organizado. Quando a natureza tenta inovar, favorece as tão bem-vindas conexões acidentais. Da mesma maneira que quando sonhamos nosso cérebro estabelece conexões que seríamos incapazes de realizar acordados (no estado mental “organizado”), os ambientes de trabalho abertos com um certo fator caótico acarretam em maiores possibilidades dos indivíduos de escapar da “tarefa imediata” e de se colocar em um estado associativo que leva à criatividade.
    • Valorizando o erro. Como diz Seth Godin, “nenhum livro de criatividade ajuda se você não está disposto a ter ideias péssimas, imperfeitas e inclusive perigosamente ruins”. Ter razão é bom, mas não nos faz evoluir. Quando não temos razão, a única escapatória é buscar novos caminhos. Equivocar-se é importante e um meio inovador deve ser um espaço de liberdade para poder desenvolver erros férteis.
    • Deixando que outros construam baseando-se nas nossas ideias. As ideias não surgem do nada. Criamos a partir da criação de outros e a história das inovações é a história de uma contribuição coletiva e progressiva para uma plataforma emergente que não para de crescer. Isso ocorre quando deixamos de ver as ideias como elementos fisicamente independentes ou intocáveis que precisam ser protegidos e passamos a enxergá-las como um degrau de uma espécie de work in progress grupal e infinito.

    Para concluir, as ideias precisam estar em contato, se misturar, se reinventar. Para isso, pedem um contexto com muito estímulo, governado pela circulação livre e pela conectividade. O “segredo da inspiração empresarial”, citando a Johnson, é construir redes de informação que ajudem no encontro entre a inteligência individual e a coletiva, ambientes propícios à inovação. Como você acha que as redes sociais corporativas podem se encaixar nesse contexto?

     

     
  • Jose Miguel Bolivar 9:00 am em 14/01/2013 Permalink | Responder
    Tags: colaboração, , ,   

    10 traços das Organizações 2.0 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    MolecularA situação geral, em relação às mudanças que poderíamos englobar com a etiqueta genérica “2.0″ continua avançando na direção certa.

    Embora seja verdade que esta evolução está acontecendo em ritmo muito mais lento do que a muitos nos agradaria e, principalmente, do que seria preciso, pelo menos parece que começam a aparecer as condições para que a aceleração definitiva acabe ocorrendo e cheguem mudanças generalizadas.

    Estou falando, obviamente, de organizações cuja matéria-prima é o conhecimento, totalmente ou pelo menos em grande parte, isto é, de uma porcentagem crescente das organizações nos países desenvolvidos.

    Olhando quatro ou cinco anos atrás, veremos que nós passamos de uma situação onde praticamente todas as pessoas em cargos de responsabilidade nas organizações não sabiam bem o que era tudo isso do “2.0”, a uma outra onde apareceram três grandes grupos bem diferenciados entre si:

    1. O primeiro grupo, provavelmente o mais numeroso, formado por pessoas que ainda não se atrevem a fazer nada para formar parte da mudança mas que cada vez são mais conscientes que deveriam fazê-lo.
    2. O segundo grupo, o que conta com o número mais reduzido de pessoas, curiosamente está formado por pessoas que demonstram ter a coragem suficiente para contribuir à mudança de forma ativa. São nossa grande esperança e um exemplo a ser seguido.
    3. O terceiro grupo, felizmente com cada vez menos participantes, aglutina diversas tribos: os cínicos, os ecéticos, os que não acreditam em nada, os ignorantes, os soberbos, os ególatras e outros exemplares organizativos, que continuam exercendo a passividade ativa, ou inclusive resistindo abertamente, por acreditar absurdamente que seguir igual é uma opção viável e a forma de proteger seu statu quo.

    Apesar disso, parece continuar existindo um pouco de confusão sobre que traços definem uma organização 2.0. Porque ser uma organização 2.0 vai além de “possuir” comunidades de prática, redes sociais corporativas, wikis internos e presença nas redes sociais.

    Ser uma organização 2.0 é, acima de tudo, “demonstrar” que foram entendidas, implantadas, interiorizadas e iniciadas a expressão uma série de valores que vem sendo chamados de  valores 2.0, e também evidenciar que ocorreu uma evolução, superando o modelo de administração burocrática tradicional em direção à novas formas de entender o papel das pessoas, os processos, as tecnologias e as estruturas nas organizações, que permitam responder às necessidades que nos depara esta nova realidade.

    Tenho a certeza que existem mais aspectos e considero, portanto, que estes dez pontos são apenas um ponto de partida. Vejamos quais são os 10 traços das organizações 2.0:

    1. Redárquica: Este requisito é completamente indispensável. Uma organização não pode se considerar genuinamente 2.0 enquanto não supera o paradigma do controle. Uma organização 2.0 é, por definição, uma organização na rede, regida por critérios meritocráticos, não hierárquicos. A meritocracia substitui o organigrama. Doa a quem doer, os sintomas de “hierarquitis” e “grupitis” são doenças organizativas próprias do modelo de administração burocrático. Como muito bem expressando por Eugenio Moliní, “a rede é a única configuração na que é possível brilhar com luz própria ao mesmo tempo que outros também o fazem“.
    2. Distribuída: Uma autêntica redarquia não necessita estruturas físicas para criar identidade. As grandes infraestruturas corporativas perdem o seu sentido num mundo em rede, onde a conexão substitui a presença física. Na Era do Conhecimento, trabalho é o que você faz e não um lugar que você frequenta. O centro de trabalho e o horário laboral são duas relíquias do passado que resultam anacrônicas em uma organização 2.0. Em um mundo cada vez mais globalizado, as estruturas devem ser flexíveis, dinâmicas e deslocalizadas.
    3. Líquida: Vivemos em tempos líquidos e as empresas 2.0 não podem viver ignorando esta realidade. Por isso devem ser flexíveis em configuração e tamanho, deixando de lado o velho conceito de posição no trabalho e orientação a projetos. Trata-se de deixar de entender a organização como entidade para vê-la como plataforma.
    4. Conectada: O BYOD é uma ponte para um novo ambiente onde cada nodo de rede será responsável autônomo e independente da tecnologia que usa. Em uma organização 2.0, estar conectado é básico. Os diferentes nodos de conexão da rede devem ser capazes de compartilhar informação e conhecimento em qualquer momento e circunstância, de imediato e com eficácia. A tecnologia deve ser entendida como um meio para unir pessoas e não se transformar em um obstáculo permanente à colaboração, como ocorre nos dias de hoje na grande maioria de organizações tradicionais.
    5. Com propósito: Grande parte das organizações atuais deixaram de ser um meio e passaram a ser um fim em si mesmas. As hierarquias procuram se perpetuar, mesmo pagando o preço de sacrificar a finalidade para a qual  foram estabelecidas. Nas organizações 2.0 não é possível deixar de escanteio o sensemaking. Uma organização 2.0 não precisa ter uma missão, visão ou valores vazios de conteúdo, senão um autêntico “para quê”  compartilhado que represente os interesses e valores de seus nodos de rede.
    6. Inovadora: Inovar está no DNA de qualquer organização 2.0, devendo inclusive formar parte de seu propósito. A inovação compreende um requisito indispensável para a adaptação e a sobrevivência. As pessoas, os processos, a tecnologia e as estruturas de uma organização 2.0 têm o objetivo de promover e facilitar a inovação constante.
    7. Diversificada: Um dos principais obstáculos que as organizações hierárquicas tradicionais encontram quando caminham em direção à inovação é falta de diversidade. A “grupitis” típica das hierarquias acarreta no pensamento único. A diversidade, a hibridação de experiências, conhecimentos, caráteres e perspectivas distintas e complementárias está na essência de qualquer organização com vocação inovadora.
    8. Aberta: Sendo coerente com o enfoque inovador, a organização 2.0 é uma organização aberta. Se é verdade, como parece, que existe algo chamado inteligência coletiva, por que não aproveitamos o que nossos clientes, fornecedores, colegas ou inclusive a concorrência podem nos proporcionar? Em uma organização 2.0, o empenho em aprender e colaborar para inovar deve estar sempre acima do interesse de competir e ganhar.
    9. Com voz humana: Em uma organização 2.0 há espaço para todas as vozes e opiniões, não só porque todas são enriquecedoras, mas sim porque, em caso contrário, esta deixaria de ser uma organização com voz humana.
    10. Com pessoas produtivas: A meta das organizações 2.0 é virar uma rede de indivíduos produtivos que inovam. O aumento da produtividade deve passar a ser visto como o resultado adicional do aumento da produtividade pessoal de todos os nodos da rede. O rendimento de uma organização 2.0 somente é possível graças à produtividade das pessoas que a formam a título individual.

    Quais características você acrescentaria, modificaria ou não consideraria? Você conhece alguma organização 2.0? Convido a todos a continuar a conversa nos comentários.

     Jose Miguel Bolivar se formou em Química, e posteriormente em Sociologia, na Universidade Complutense de Madrid; tem um mestrado em Recursos Humanos e Coaching. Atualmente é autor no blog Óptima Infinito,  um espaço colaborativo onde escreve sobre Inovação e Produtividade para um Mundo 2.0 a partir da perspectiva dos indivíduos, das redes e das organizações, onde poderão encontrar o post original.


     

     
  • Manel Alcalde 9:00 am em 11/01/2013 Permalink | Responder
    Tags: beta, , colaboração, , transparência   

    Viver em beta 

    Tempo estimado de leitura: 6 minutos

    No filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” Willy Wonka abre as portas da sua fábrica para um grupo seleto de crianças, que têm o privilégio de passear pelas profundezas da fábrica onde são preparadas as suas guloseimas favoritas. Desculpem se com esta definição eu acabo com a graça da narração, mas lembro deste filme porque Wonka parece um pouco a um  ato de transparência empresarial 2.0 em petit comité: uma companhia revela a um grupo reduzido de clientes seus processos de produção e acaba desta forma com o obscurantismo de muitos anos (a fábrica de Wonka está fechada ao público durante muito tempo). E imagine só que, em outro impulso de doispontozerismo inconsciente e anacrônico, o esquisitíssimo senhor Wonka chega até a mostrar às crianças algum “produto em versão beta”, como o “chiclete com sabor a refeição completa de dois pratos e sobremesa” que a menina Violet Beauregard, recorde mundial de gomas de mascar, não pode evitar ter o prazer de experimentar. O problema? A fábrica de Wonka pertence a um mundo que desconhece a cultura beta e no qual um produto não é lançado ao mercado até tornar-se “perfeito”. A moral da história, neste contexto, é bem inusitada: a bondosa Violet, após arrebatar o chiclete experimental, se transforma em um mirtilo gigante.

    Nos dias de hoje, parece que a história mudou. A cultura beta se expande e, no mundo real, cada vez convivemos mais e melhor com a ideia que os produtos nunca estão completamente acabados e que o talento e as ideias não estão somente na mão das marcas.

    Muitas empresas oferecem para seus clientes a possibilidade de testar modelos experimentais com a intenção de melhorar seus protótipos. No que se refere ao desenvolvimento de produtos, os consumidores têm hoje muito mais voz (espero que não corram o risco de acabar transformados em mirtilos…).

    Um exemplo disso é a companhia norte-americana TCHO, sendo um caso citado pelo jornalista e blogueiro Jeff Jarvis no livro “Partes públicas” como paradigma de empresa transparente e engajada no estímulo do crowdsourcing, convencida que seu valor não está simplesmente no produto fabricado e comercializado mas também na qualidade da relação com seus clientes. Como na fábrica de Willy Wonka, a TCHO se dedica a elaborar chocolates. No entanto, esta empresa de San Francisco compartilha sistematicamente suas fórmulas e processos de fabricação e anima seus clientes a serem co-criadores dos produtos, considerando suas opiniões e conselhos sobre as “versões beta” de cada novo chocolate. Estas versões são retocadas mais de mil vezes antes de adquirirem o formato de versão 1.0, ou seja, apesar de comercializadas, estão pensadas como produtos destinados a seguir melhorando.

    Quando uma empresa como TCHO lança produtos não lapidados, está pedindo a colaboração e, com isso, reconhecendo algo que há pouco era impensável para muitos negócios: que as ideias de seus clientes podem ser muito melhores que as de sua própria equipe. Este aspecto é muito interessante e merece destaque:

    A transparência no meio 2.0 significa de alguma forma compartilhar nossas carências com naturalidade, pedir colaboração sem ficar corado e romper com o que Jeff Jarvis chama no seu libro “a tirania da perfeição”.

    E apesar de ainda estarmos talvez diante de um mundo com muitas pedras para lapidar, acho que a liberação do ideal de perfeição é muito saudável e necessária no contexto da atualidade, no qual ação e inovação são tão necessárias não só para as empresas senão também para a vida de muitas pessoas. Quando a perfeição é considerada a condição sine qua non para entrar na pista, corremos o risco de acabar bloqueados, grudados no banco do reserva. Nunca se é suficientemente perfeito. Em compensação, quando vencemos o medo de mostrar do que estamos feitos, estamos marcando uma base para a ação, o aprendizado e a melhoria constante.

    Acho que isso é válido tanto para empresas como para indivíduos. Viver “publificados”, como diria Jeff Jarvis, significa viver constantemente em beta. Sentirmos cômodos neste contexto pede, entre outras coisas, abandonar a obsessão com ideais de perfeição e aprender a saborear e a dividir nossos processos com todos seus “defeitos”, confiando que os demais estão aqui para nos acompanhar pelo caminho e não para nos julgar.

    Manel Alcalde é redator criativo, realizador audiovisual e comunicador digital. No seu blog pessoal, Nionnioff, escreve sobre criatividade, comunicação e narrativa.

     

     
  • Manel Alcalde 9:00 am em 07/11/2012 Permalink | Responder
    Tags: colaboração, , ,   

    Questão de atitude 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    Os músicos de Rock n’ Roll afirmam que uma pessoa pode ser melhor ou pior tocando um instrumento, mas que no fim das contas o que importa é a atitude. No mundo 2.0 ocorre uma coisa parecida: a tecnologia coloca ao nosso alcance ferramentas que estimulam e facilitam o trabalho em rede, mas sem a atitude necessária, dificilmente poderemos conseguir que nossos processos colaborativos se transformem em catalizadores de criatividade e inovação.

    Alguns crescemos profissionalmente em empresas nas quais a ideia de trabalho em equipe era similar ao trabalho em série, um bucle infinito projetado para garantir uns mínimos de produtividade mas nunca pensado para estimular uma cooperação realmente inovadora. Departamentos emperrados, processos complexos e burocráticos, hierarquias impossíveis de driblar e pouco claras… Neste contexto, a atitude colaboradora tem limites bem definidos, porque não encontra um ecossistema para se desenvolver. De fato, nessas estruturas se perpetuam muitas ideias patriarcais e limitadas. No nosso legado cultural existe muito medo ao trabalho em equipe, pessoas que presumem por exemplo que o colega “está se metendo onde não foi chamado”, “vai roubar as minhas ideias”, “vai colocar em destaque os meus pontos fracos”, ou pensam “Trabalhar juntos?… Tem algo por detrás disso!”, “nunca vai conseguir chegar a um acordo comigo” ou “fulaninho vai terminar obscurecendo a nossa presença”, que boicotam qualquer possibilidade de cooperação saudável e produtiva. Atitudes de uma tradição de pensamento independente, desconfiado e territorial que parece estar perdendo o sentido na era da conexão.

    Segundo John Abele, fundador da empresa tecnológica norte-americana Boston Scientific e especialista em inteligencia coletiva, para cooperar “de verdade” é preciso algo mais que uma habilidade para a comunicação e a resolução de problemas.

    É necessário criar uma “mentalidade” ou “estado colaborativo” que acabe com os preconceitos culturais e nos deixe dispostos a dar início a um processo frutífero.

    Quais as qualidades que Abele cita como necessárias para uma “mente colaborativa”?

    Confiança, para acabar com o receio de colaborar e aceitar a ajuda dos demais.
    Coragem, para ir trás dos objetivos comuns com diligência e dar palpites e opinar sem medo.
    Criatividade, para encontrar novas soluções para novos problemas.
    Prumo, para trabalhar em um ambiente plural, difuso e em constante evolução.
    Humildade, para saber reconhecer a própria imperfeição e a importância da contribuição alheia.

    Potencializar essas qualidades é, por uma lado, a função de cada um. Apesar do nossa experiência laboral estar ligada às empresas da “velha escola” e nossos hábitos no trabalho forjados em um mundo no qual o controle é mais forte que a colaboração, acredito que com uma certa “atitude” todos podemos encontrar recursos para transformar a nossa visão e nos adaptar a novas formas de funcionar. No entanto, uma mentalidade colaborativa só pode crescer se acolhida por uma comunidade colaborativa, isto é, por uma organização que tenha um objetivo comum definido, que promova a ética da cooperação, que disponibilize os meios para as pessoas trabalharem conjuntamente de maneira flexível e eficiente, e que valorize e recompense a colaboração de seus membros. Uma organização com líderes baseados em valores, que inspirem seus trabalhadores potencializando sua criatividade e saibam canalizar as energias, os talentos e o trabalho de todos para cumprir objetivos e uma identidade comum.

    Manel Alcalde é redator criativo, realizador audiovisual e comunicador digital. No seu blog pessoal, Nionnioff, escreve sobre criatividade, comunicação e narrativa.

     

     
  • Mari Carmen Martin 12:00 pm em 29/10/2012 Permalink | Responder
    Tags: colaboração, ,   

    A empresa 2.0 e algumas confusões 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    A partir do momento que Tim O’Reilly estabeleceu os princípios da web 2.0 em uma conferência em que participou em 2005, onde junto com outros palestrantes resumiu os princípios básicos da web 2.0, já passaram alguns anos e aconteceu muita coisa.

    Nesta época, a web 2.0 foi definida como uma série de aplicativos e páginas de Internet que utilizavam a inteligência coletiva para oferecer serviços interativos na rede.

    A web 2.0, entre muitas peculiaridades, continua apresentando as seguintes características:

    • Facilita a inteligência coletiva
    • Os efeitos da rede são altamente visíveis
    • A informação é a seguinte revolução
    • É o final da obsolescência do software
    • A leveza e a facilidade na programação e os modelos de negócio são as características mais destacadas
    • O software passa a ser um dispositivo
    • O usuário busca experiências mais satisfatórias
    • O todo é maior que a soma
    • O valor de um grupo criando na rede aumenta exponencialmente e, portanto, a sua implicação é mais profunda.

    A partir do momento em que a web 2.0 começou a ser considerada um fenômeno sério, as escolas de negócios dos EUA começaram a realizar estudos de caso sobre as mesmas. No ano 2009 aparece o termo empresa 2.0 [ES] com a publicação do libro de Andrew McAfee. Andrew, professor da Universidade de Harvard, define a empresa 2.0 como a utilização emergente de plataformas sociais de software dentro das companhias, entre as companhias ou entre fornecedores. A utilização de tecnologias sociais (social software ou social computing) com o objetivo de incrementar a colaboração e de fazer os processos e fluxos de trabalho mais produtivos. Estas ferramentas são parte de uma plataforma que pode ser entendida por qualquer pessoa da empresa e perduram no tempo. Transformam o trabalho do conhecimento em uma experiência abrangente e permanentemente visível.

    Em algumas circunstâncias a utilização destas tecnologias sociais foi entendida como uma forma de experimentar com novos aplicativos. No entanto, o conceito empresa 2.0 é muito mais abrangente, pois engloba a gestão da empresa em colaboração, a resolução de problemas de negócios através da colaboração e a obtenção de resultados de negócio através da colaboração. No libro Enterprise 2.0, McAfee deixa claro que as novas tecnologias são muito mais que uma parte socializadora da organização e que quando são aplicadas de uma forma inteligente para solucionar problemas de negócio, ajudam a captar a informação que está dispersa pela organização e transformá-la em conhecimento que possibilita mudanças rápidas, gera e molda ideias e finalmente resulta em sabedoria para o coletivo.

    Muitas empresas confundem este termo e com frequência se autodeterminam empresas 2.0, quando o que realmente está ocorrendo na organização é uma evolução do seu modelo de negócio. Por exemplo: uma elevada porcentagem das vendas de uma companhia é feita através das ligações do call center e, devido à evolução dos mercados, às mudanças no comportamentos dos clientes e à implementação de uma potente plataforma online, a organização decide passar o seu modelo de negócio para o comércio online. Neste caso, o passo dado em direção a um modelo de comércio eletrônico pode acarretar na implementação de tecnologia colaborativa e de modelos de organização 2.0, mas não o contrário.

    Mari Carmen Martín é formada em Psicologia Industrial e especialista em RH. Atualmente, trabalha também para Cloudtalent, empresa do grupo Humannova, como responsável da criação de programas de marca personalizada para executivos e profissionais.

     

     
  • Manel Alcalde 2:00 pm em 30/08/2012 Permalink | Responder
    Tags: colaboração, , ,   

    A criatividade, um assunto coletivo 

    Tempo estimado de leitura: 9 minutos

    De pequeno eu queria ser inventor. Acho que nesse momento ainda não tinha enfrentado cara a cara com as ciências (agora sei que com certeza não foram feitas para mim) e que além disso o estereotipo de inventor que tinha na minha cabeça se encaixava melhor com a minha personalidade, que tende a ser mais solitária. Para mim o trabalho criativo era um terreno privado. Não via na criatividade uma vertente coletiva. Considerava isso algo das pessoas que queriam ser esportistas, ou bombeiros. E eu não gostava de competir e, muito menos, de apagar incêndios.

    Como eu, muitas crianças sonhavam ser “criadores individuais” porque, em general, éramos educados e crescíamos com a ideia que a criatividade era um assunto pessoal. Na escola nos explicaram que as grandes invenções da humanidade eram obra de pessoas concretas e, assim, quando hoje pensamos em inovações revolucionárias, vem na nossa cabeça nomes como Edison, Morse, Gutemberg e de outros membros do “clube dos cérebros mais engenhosos da história”. Além disso, os que gostamos de ler, fomos crescendo lendo obras literárias clássicas completas, construídas ao redor da figura do inventor, com livros de autores como Julio Verne, H.G.Wells, Stevenson ou Mary Shelley que jogam com a ideia romântica do criador obsessivo e solitário que desafia as leis da ciência na penumbra do seu laboratório subterrâneo.

    Também nos ensinaram a associar a criatividade exclusivamente com a arte. Essa visão reducionista alimentou crenças limitadoras (muita gente não se considera criativa simplesmente porque não faz nenhuma atividade artística) e contribuiu, ainda, para perpetuar esse conceito individualista da criação. Admiramos a obra de Picasso, Mozart ou Tolstoi, figuras que imaginamos dando forma às suas obras fechados a sete chaves em um atelier com um bilhete colado na porta dizendo “não disturbe, gênio trabalhando”.

    Este preconceito cultural pode nos fazer esquecer que, a medida que a tecnologia foi avançando e a demanda de inovação foi ficando cada vez mais complexa e exigente, a criação foi se transformando em um ato coletivo. Grandes inventos del siglo XX como o Boeing 747 ou o transbordador espacial foram desenvolvidos por equipes e, como eles, muitos outros inventos. O estereotipo do inventor maluco e solitário está perdendo o sentido e, no entanto, muitas vezes seguimos apegados à ideia romântica sobre a criatividade, talvez porque quando pensamos no processo criativo damos demasiada importância à ideia inicial e deixamos em segundo plano as fases de desenvolvimento e implementação.

    No entanto, duas coisas estão claras: primeiro, que as ideias não são nada se não se levam adiante. Seu desenvolvimento e implementação são vitais e, portanto, a criatividade é de certa forma um instinto de produção. Segundo, que nem todos somos tão descolados como o Capitão Nemo e a maior parte das vezes, é preciso algo mais que uma mente brilhante para concretizar uma ideia. Efetivamente, especialmente no desenvolvimento de produtos complexos, o processo criativo é por necessidade grupal, e implica que pessoas provenientes de distintos âmbitos e ramos trabalhem juntas de forma efetiva para a ideia não ficar só no papel, esquecida no fundo de uma gaveta.

    Nos nossos dias, mais que nunca, inovação e colaboração andam de mãos dadas.

    No mundo das organizações 2.0, os processos criativos estão abertos aos membros de diversos departamentos e o crowdsourcing é essencial. A equipe é o personagem primordial, destacando-se mais que o trabalhador ultra especializado da empresa tayloriana. A questão da inovação nas empresas modernas em vez de enfocar, portanto, na simples encomenda de ideias de gênio de algumas mentes individuais, busca como tirar proveito da criatividade coletiva. Neste sentido, as redes sociais corporativas são capazes de ajudar a aproveitar o potencial da cocriação já que contribuem a descentralizar o poder, a eliminar barreiras entre departamentos e a facilitar o intercâmbio de conhecimento.

    Os meios, portanto, parecem estar já à nossa disposição. Agora, o desafio para as empresas modernas é maximizar a eficácia de suas equipes. Para isso, devemos abandonar de novo os conceitos clássicos e pensar que o trabalho colaborativo não busca medir “quão criativo” é cada membro da equipe, e sim averiguar em qual parte do processo é possível que cada indivíduo seja mais determinante. Técnicas de análise de grupo como a dos perfis de resolução criativa de problemas, que analisa qual o papel de cada indivíduo nos processos de criação coletiva e os distingue entre cinco perfis básicos em qualquer equipe (“ideadores”, “conceitualizadores”, “otimizadores”, “implementadores” e “integradores”) são muito úteis para este propósito. Equilibrando a presença de cada um dos perfis podemos criar equipes com um bom rendimento e evitar situações absurdas como uma “sobredose de ideadores”, por exemplo, que abririam uma porção de oportunidades mas não chegariam a fazer nada prático. Esta ferramenta de inovação é um método amplamente usado e muitas grandes empresas obtêm com ela bons resultados, basicamente conseguindo ter uma maior inovação em menos tempo e com menos conflito. E acho isso interessante porque nos faz ver que todos temos diferentes atitudes e pontos fracos e interatuamos com o processo criativo de um modo concreto e que sempre podemos ser determinantes em alguma fase da inovação. Nas organizações modernas não existe espaço para gênios solitários: a criatividade é um assunto coletivo e equilibrar competências, um requisito para otimizar resultados.

    Manel Alcalde é redator criativo, realizador audiovisual e comunicador digital. No seu blog pessoal (em espanhol), Nionnioff, fala sobre criatividade, comunicação e narrativa.

     

     
  • Matthieu Pinauldt 2:00 pm em 13/08/2012 Permalink | Responder
    Tags: colaboração, , ,   

    5 conselhos para desenvolver uma cultura de inovação através de sua Rede Social Corporativa 

    Aproveito que é a primeira ver que colaboro com o blog para me apresentar: Após várias experiências em grandes empresas e de ter virado também empresário, entro para fazer parte da equipe de Zyncro com a finalidade de ajudar a desenvolver a marca a nível internacional. Sou especialista em Redes Sociais e temas vinculados à inovação. É um grande prazer formar parte também do Zyncro blog, onde vou poder compartilhar com todos os leitores meus pensamentos e experiências. (Meu perfil LinkedIn)

    A colaboração leva à inovação! A relação entre estas duas palavras chaves é tamanha que temos milhares de exemplos através da web onde elas aparecem juntas. Tanto um termo como o outro precisa ser muito bem incorporado por qualquer profissional que quiser criar uma cultura de inovação na sua empresa. No entanto, criar um ambiente de colaboração em uma organização não é uma condição suficiente para obter um ambiente propício para a inovação.

    Com esta premissa, quero apresentar algumas regras que você deveria levar em consideração para acabar com as principais barreiras que desestimulam o desenvolvimento de um espírito criativo e de cultura inovativa.

    1. Suprima as hierarquias e motive os trabalhadores a participar coletivamente e não tanto como indivíduos: seja qual for o cargo que ocupa cada funcionário na empresa, todos ficam muitas horas no escritório lutando com os seus próprios desafios, projetos e dificuldades. Ao suprimir a ideia de hierarquia, diminuímos as barreiras que fazem improváveis as conversas entre pessoas de perfis diferentes. Por exemplo; se o Community Manager pode ter uma comunicação fluída com a pessoa responsável por Recursos Humanos, a colaboração entre eles será mais próxima, abrindo caminho para iniciativas como a publicação de ofertas de trabalho no blog da empresa.
    2. Crie um ambiente de geração de debates e gestão de ideias: Você precisa motivar a comunidade para animá-los a compartilhar ideias, conteúdos e debater propostas! Inicie conversas, compartilhe conteúdos, pergunte para incentivar comentários e, principalmente, motive as pessoas para criarem seus próprios debates. Você pode ainda recompensar os mais implicados com um sistema de gaminicação. Você faz parte da equipe comercial e ao mesmo tempo é fã do Social Media? Descobriu uma nova ferramenta de monitorização de marca? Compartilhe-a no mural da sua empresa e pergunte o que os responsáveis de Marketing acharam. Tenho certeza que eles estarão agradecidos e todos vão aprender conjuntamente.
    3. Faça as pessoas dos diferentes departamentos se relacionarem entre si evitando a formação de grupos muito fechados: Você conhece o efeito do “conhecimento comum” [EN]? Os membros de uma equipe tendem a se relacionar conforme o conhecimento que compartilham na hora de tomar decisões. Como consequência, nos grupos de trabalho onde vários membros já se conhecem, tentam evitar as novidades. Como lutar contra esta tendência?
      • Faça os membros de sua organização “respirarem ar fresco”: é preciso fazê-los saírem do conhecimento comum. Incentive a que compartilhem artigos de atualidade e interessantes, as melhores conferências TED, conteúdos humorísticos… e não esqueça de fomentar debates e comentários.
      • Crie grupos e convide pessoas de diversos departamentos a participar em projetos ou temas definidos.
    4. Envolva seus clientes: Estimule-os a falar, escute o que têm a dizer e, acima de tudo, faça seus funcionários escutá-los. Isso permite desenvolver um negócio centrado no cliente. Tenha espaços sociais para seus clientes em Facebook ou Twitter. Anime seus trabalhadores a seguir as discussões que se formem nos perfis sociais da sua organização. Uma Rede Social Privada é uma boa solução para envolver seus clientes em uma relação social duradeira com a empresa. É também uma ferramenta para criar relações entre eles próprios.
    5. Crie um “mercado de ideias”: um “mercado de ideias” é definido como um espaço de inovação baseado na motivação geral para propor novas ideias e resolver assim problemas específicos com ajuda de toda a comunidade. O mercado de ideias pode ser montado através de um grupo formado por membros da organização que tenham perfis diferentes. Ou ainda pode envolver todos os membros da empresa. Deve ser moderado por uma pessoa que guie as discussões para um objetivo específico. Por exemplo, “como podemos adaptar nosso software à mobilidade?”, “Como enxergam nosso produto dentro de cinco anos?”.

    Convencido? Experimente a Rede Social Corporativa Zyncro e comece a inovar!

     
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