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  • Zyncro PT 3:00 am em 25/06/2013 Permalink | Responder
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    Jesús Cepa, Diretor de Emite1TV: ‘Não poderíamos trabalhar sem uma Rede Social Corporativa. É como se me perguntasse se poderíamos trabalhar sem Internet’ 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    Jesús Cepa é Diretor de Emite1TV, uma plataforma de televisão por internet. Possui uma equipe própria distribuída em vários países e colaboradores externos, o que exige que a coordenação de tarefas e o acesso comum aos materiais seja simples, prático e imediato.

    Como surgiu a necessidade de cogitar o uso de uma Rede Social Corporativa?

    A plataforma Emite1 se desenvolve num entorno digital e com uma equipe humana disseminada. Necessitávamos uma solução de comunicação e coordenação integral para toda a empresa, uma ferramenta que se encaixasse no entorno digital de nossa equipe e em suas máquinas.

    Qual é a funcionalidade de Zyncro que lhes parece a mais útil? Por quê?

    Nosso trabalho precisa estar sincronizado e a comunicação entre todos as equipes é constante. O início do trabalho de alguns depende do tempo que demora a finalização das tarefas de outros.

    Também é muito útil para o fluxo de arquivos pesados entre nós. Trabalhamos com vídeo e necessitamos um meio de transporte e armazenamento na nuvem integrado e de uma dimensão considerável.

    Qual foi o impacto de implantar uma Rede Social Corporativa no dia a dia da sua organização?

    Acredito que sem a rede social corporativa não teria sido possível seguir em frente. Os problemas vividos nos primeiros momentos do projeto foram suficientes para saber que dependemos totalmente desta ferramenta.

    Bastaram duas semanas de caos, entre emails com arquivos que iam de um lado para o outro e se encontravam em computadores em diferentes partes do mundo para decidirmos dar esse grande passo.

    Imagine que vocês amanhã deixassem de usar Zyncro. Há tarefas que não poderiam fazer sem Zyncro?

    Não poderíamos nem sequer trabalhar sem uma rede social corporativa. É o mesmo que se você me perguntasse se poderíamos trabalhar sem Internet. Não. Simplesmente Emite1 não existiria.

    E você? Já pensou em todos os processos que poderiam ser melhorados na sua empresa usando uma Rede Social Corporativa? Experimente Zyncro e descubra as vantagens de ser uma empresa social.


     
  • Carlos González Jardón 4:00 am em 30/04/2013 Permalink | Responder
    Tags: gestão colaborativa, , , , , ,   

    As Redes Sociais Corporativas e a Gestão de Projetos 

    Tempo estimado de leitura: 9 minutos

    Nota do editor: Hoje queremos dar as boas-vindas para um novo autor do nosso blog. Ficamos surpresos com a clareza de seu primeiro artigo e isso nos fez estar ainda mais contentes com sua entrada ao nosso grupo de colaboradores. Carlos González Jardón é Consultor e Formador em Direção de Projetos. Com mais de 18 anos de experiência em TI, sua atividade abrange a Direção de Projetos TI e padrões de qualidade como CMMi. É Engenheiro Técnico em Informática pela Universidade de Vigo, Master Executive pelo ICAI/ICADE e Certificado PMP pelo Project Management Institute (PMI). Atualmente é Consultor em Gestão de Projetos na Tecnocom. Bem-vindo e obrigado!

    Vivemos em uma sociedade onde o acesso à informação deixou de ser um privilégio de poucos e foi democratizado. Nos dias atuais, e com um simples clique do mouse, podemos acessar uma grande variedade de dados através de múltiplas fontes: buscadores, periódicos online, blogs, redes sociais corporativas… A revolução tecnológica que estamos vivendo está produzindo uma revolução social e profissional no modo em que nos relacionamos com o nosso meio. A informação continua sendo importante, mas cada vez pesa mais o como acessamos/adquirimos esta informação.

    No nosso entorno, uma rede social corporativa pode se transformar em uma ferramenta de referência que nos permitirá reforçar alguns aspectos indispensáveis do nosso trabalho:

    • Rapidez. Tomada rápida de decisões.
    • Confiabilidade. Qualidade dos dados.
    • Colaboração. Compartilhar a informação.
    • Acessibilidade. Uma única fonte de dados, múltiplos dispositivos para consultá-los.

    O assunto é muito abrangente mas vamos abordar, brevemente, como pode ajudar-nos uma rede social corporativa a partir do ponto de vista da execução de projetos.

    Os Projetos e as Redes Sociais Corporativas

    Quando se trata de projetos, a comunicação é um dos fatores críticos em questão. Mas o que se entende por comunicação no âmbito de um projeto?

    Segundo a guia do PMBok® (corpo de conhecimento da gestão de projetos), que é uma das principais referências de todo diretor de projeto, a gestão da comunicação inclui todos os processos necessários para garantir a geração, coleta, distribuição, armazenamento e última disposição da informação do projeto, em forma e tempo determinados.

    Isto significa que o responsável de projeto deve estar confiante de que todos os interlocutores de seu projeto (stakeholders) possuem ou têm acesso, no momento apropriado, à informação requerida utilizando os meios mais adequados e eficazes. Isso é muito importante já que a gestão inadequada da comunicação e da informação em um projeto pode “aumentar” o tempo que o responsável do projeto investe em comunicar, distribuir, compartilhar e acessar à informação, podendo inclusive levar ao seu fracasso.

    Para que um responsável de projeto disponha constantemente da informação correta, precisa interatuar com sua equipe de trabalho, clientes, fornecedores, e quanto mais “próximo” estiver do trabalho que se está fazendo, melhor será a informação obtida. Basicamente, o responsável de projeto precisa ser SOCIAL com todos os Stakeholders de seu projeto e, cada vez mais, não bastam as capacidades sociais baseadas em uma interação “presencial”. Temos que buscar apoio em ferramentas que nos permitam gerir, de forma online/virtual, equipes multidisciplinares e multilocalizadas.

    Neste contexto, uma rede social corporativa pode ter um papel diferenciador. Se compartilhamos aspectos de nossa vida cotidiana, por que os membros de uma equipe de projeto não podem compartilhar, através de uma rede social corporativa, seus problemas, dúvidas e curiosidades relacionadas com as atividades que estão desenvolvendo no projeto? Essa atividade já está sendo realizada, em conversas de corredor, por telefone, mas é difícil ter um apoio documental das conclusões a que se chegaram. O uso de ferramentas colaborativas pode fazer surgir e documentar informação que de outra forma se perderia. Nas organizações mais voltadas para projetos, uma rede social corporativa pode agregar muito mais valor através do compartilhamento e acesso aos dados de forma prática e rápida.

    Benefícios das Redes Sociais Corporativas na Gestão de Projetos

    Apesar de que com certeza há muitas mais, estas são algumas das vantagens que poderíamos obter:

    Acesso rápido a uma das melhores fontes de conhecimento: a experiência da equipe.

    Os que têm um perfil de senior são uma excelente fonte de conhecimentos e esse conhecimento possibilita resolver as diferentes situações que surgem no dia a dia de um projeto. Atividades de coaching, mentoring, tutoria, formação ou resolução de dúvidas podem ser realizadas de modo bem dinâmico através de uma rede social corporativa.

    Repositório de informação e documentos do projeto.

    Embora este ponto já esteja coberto com muitas outras ferramentas, a rede social corporativa pode ser o ponto principal de acesso aos recursos compartilhados. Significaria transformar a atual intranet estática ou monodirecional (sempre focada partindo da empresa para o funcionário) em um entorno social e colaborativo ‘empresa-funcionário’ e ‘funcionário-funcionário’ (indo além de um simples site de perguntas e respostas).

    Reduzir o mal da “reunionitis”.

    Em muitas organizações há um excesso de reuniões pouco eficientes. É habitual terminarmos o dia com a sensação de não ter feito nada “produtivo”. Reuniões simples de troca de informação e para ficar por dentro dos acontecimentos, poderiam ser substituídas com breves reuniões virtuais (e-meetings): por exemplo, a situação de nosso projeto, resolução de dúvidas, etc. Estes e-meetings não substituirão as reuniões presenciais, mas as complementariam e as reduziriam ao mínimo imprescindível, já que o custo, tanto econômico como na relação custo-oportunidades (o que deixo de fazer) é muito elevado.

    Simplificar a gestão em entornos multi-site.

    Nos entornos onde o grupo de trabalho está localizado em diversas regiões de empresa ou de cliente (ou inclusive em situações de trabalho remoto), a rede social nos facilitará enormemente essa função de “compartilhar”, reduzindo, ou até mesmo eliminando, os problemas oriundos de não estarem localizados no mesmo lugar.

    Gestão postergada.

    Em muitas ocasiões sofremos constantes interrupções rápidas que quebram o nosso ritmo normal de trabalho. As redes sociais corporativas trazem a possibilidade de que essas pequenas interferências possar ser feitas através deste canal para poderem ser atendidas em outro momento; podendo inclusive ser resolvidas por qualquer membro da equipe de forma colaborativa, deixando constância de sua resolução no próprio “entorno social”.

    Nosso valor, cada vez mais, não está no que sabemos, mas na nossa capacidade de nos “atualizarmos” rapidamente (saber o que não sabemos, adquirir conhecimento) e na forma de compartilhar com nossos colegas.

    Neste cenário, uma rede social corporativa pode se transformar na ferramenta de trabalho perfeita, onde os diferentes stakeholders de nosso projeto podem interagir em função de seu papel, com independência de onde se encontram física ou temporariamente.

    O ambiente de trabalho é uma atividade nitidamente social na maior parte das vezes. Por que não utilizar redes sociais corporativas? Desta forma, compartilhar o conhecimento entre a equipe de projeto pode ser muito mais prático, embora, para consegui-lo, será necessária uma mudança cultural nas organizações.

     
  • Ana Asuero 5:00 am em 04/04/2013 Permalink | Responder
    Tags: ambiente corporativo, , gestão colaborativa, , ,   

    Os 12 hábitos das organizações colaborativas 

    Tempo estimado de leitura: 8 minutos

    Esses dias vi que Virginio Gallardo dizia no Facebook que “as Redes Sociais Corporativas despertam o talento adormecido das organizações“. As Redes Sociais Corporativas abrem um canal de comunicação direto e permanente e facilitam a colaboração entre os trabalhadores, fazendo-os compartilhar conhecimentos, truques, dúvidas e ideias com facilidade, o que leva o pessoal de sua organização a acordar.

    Eva Collado Durán comentou o post de Virginio, ressaltando que ‘também despertam os verdadeiros líderes de opinião que estão distantes dos cargos de hierarquia superiores‘. É verdade. A comunicação horizontal que facilita uma Rede Social Corporativa põe todos os seus funcionários na mesma situação e lhes dá as mesmas oportunidades de colaborar com conhecimento válido para seus colegas.

    Se você não compartilha o que sabe fazer por medo a perder sua posição, acabará isolado dos demais. Num contexto onde quase todos já estão convencidos de que se trabalha melhor e com melhores e mais rápidos objetivos e resultados ao se trabalhar em equipe e compartilhando conhecimento, quem continuar sendo possessivo com a sabedoria ficará para trás.

    As empresas que entendem esta nova situação e se transformaram em empresas sociais, implementaram hábitos de colaboração no seu dia a dia. Mas, quais são estes hábitos? Os damos algumas pistas de organizações colaborativas baseados em um interessante artigo publicado por Jacob Morgan (@jacobm).

    1. O benefício individual é tão importante quanto o benefício corporativo (ou talvez o mais importante)

    Quando você falar de colaboração para seus funcionários, não se limite a falar só dos benefícios corporativos. Eles também vão querer saber como a colaboração lhes afetará individualmente. De que forma a colaboração fará suas tarefas e vidas mais simples?

    2. Estratégia antes que tecnologia

    Antes de ir correndo implementar essa nova plataforma de colaboração, concentre o seu foco em desenvolver uma estratégia que ajude a entender “o por quê” da colaboração antes do que “como”. Ter uma estratégia é essencial para o sucesso de qualquer iniciativa colaborativa. Com certeza você não quer se encontrar na situação de ter desenvolvido uma tecnologia sem entender a sua razão de ser.

    3. Escute seus trabalhadores

    Sempre falamos da importância de escutar os clientes e, no entanto, não seria importante escutar nossos trabalhadores? Se falamos de colaboração, precisamos envolver os trabalhadores no processo a partir do primeiro momento. Ouça suas ideias, necessidades, sugestões e some o feedback recebido à sua estratégia.

    4. Aprenda a sair da frente

    Aprenda a dar apoio e autoridade aos seus trabalhadores e, a seguir, saia da frente para eles seguirem o próprio caminho. Se você tentar supervisar e vigiar tudo, vai destruir a colaboração de sua organização. Dê algumas coordenadas e diretrizes, mas deixe seus trabalhadores fazerem o que precisem fazer.

    5. Lidere dando o exemplo

    Se os líderes de sua organização não utilizam as ferramentas colaborativas, por que seus trabalhadores o fariam? Os líderes são um instrumento muito poderoso para facilitar a transformação e estimular os comportamentos desejados.

    6. Integre a colaboração no fluxo de trabalho

    A colaboração não deveria nunca ser vista como uma tarefa ou requisito adicional para os trabalhadores. Pelo contrário, ela deve ser inserida de modo natural no seu fluxo de trabalho.

    7. Recompense o trabalho em grupo

    Se a sua organização foca em recompensar os funcionários pelas ações individuais como o caminho para o sucesso, será mais complicado conseguir fazer as pessoas compartilharem e se comunicarem entre eles. Não há nada de mal em recompensar seus trabalhadores pelos resultados pessoais, mas é igualmente importante reconhecer e recompensar a colaboração e o trabalho em equipe.

    8. Pondere o que é importante

    Existe uma infinidade de coisas que uma organização pode medir, mas isso não significa que todas essas coisas devam ser medidas. Centre-se em medir o que importa na sua organização e analise os resultados destas medidas. Alguns se focam em medir os comentários enviados ou grupos criados; outras preferem medir o compromisso e a dedicação de seus funcionários em relação à companhia e o trabalho que desempenham.

    9. Perseverança

    Transformar sua organização em colaborativa leva tempo e esforço, mas o importante é estar convencido de que essa é a direção correta e segui-la. Não vale se render nem olhar para trás.

    10. Adaptar-se e evoluir

    A necessidade de colaboração nas organizações chegou para ficar. Isso significa que sua organização terá que ser capaz de se adaptar e evoluir como exigem as ferramentas e estratégias. É preciso estar atualizado sobre a situação do seu setor e da sua organização. Isso possibilita inovar e encarar as transformações com sucesso.

    11. A colaboração dos funcionários também beneficia os clientes

    A colaboração de seus trabalhadores tem um valor enorme para seus clientes. Eles serão capazes de dar um melhor  atendimento ao cliente se possuem a informação, os recursos e a experiência de especialistas internos. Talvez nem sempre um funcionário terá a resposta que um cliente necessita, mas terá acesso ao conhecimento de toda a organização para resolver o problema.

    12. A colaboração faz do mundo um lugar melhor

    Pode ser que o aspecto mais importante da colaboração seja ajudar a fazer do mundo um lugar melhor. Sem dúvida, a colaboração fará de seus funcionários pessoas mais produtivas, o que beneficiará também seus clientes. Consiga que seus trabalhadores se sintam mais conectados com seus colegas, diminua o seu estresse, faça com que o seu trabalho seja mais fácil, com maior liberdade e, em geral, isso fará com que eles sejam mais felizes no trabalho e em casa.

    E a sua empresa? Que estratégias de colaboração estão em andamento? Quais hábitos lhes ajudaram a se transformar em uma dessas organizações colaborativas? Deixe um comentário contando a sua experiência! :-)

     

     
  • Andres Ortega 5:14 am em 02/04/2013 Permalink | Responder
    Tags: , gestão colaborativa, , rede social interna   

    Princípios arquitetônicos na implantação de uma Rede Social Corporativa 

    Tempo estimado de leitura: 7 minutos

    Quando reflito sobre o sentido, impacto, usabilidade, funcionalidade, essência e razão de ser da união destas três palavras: Rede, Social, Corporativa…, minha análise sempre conclui que estamos diante de uma das ferramentas organizativas mais potentes e transcendentais não do ponto de vista tecnológico e sim do cultural.

    Muitas organizações estão aderindo a essa nova onda que significa a implantação de uma Rede Social Corporativa sem analisar ou avaliar as implicações que estes desenvolvimentos poderiam chegar a ter em termos de transformação organizativa. Existe uma associação inquestionável entre Rede Social Corporativa e transformação cultural. Na empresa do s.XXI, uma depende da outra e vice-versa. No entanto, é preciso enfatizar que, neste caso, a ordem dos fatores sim que altera o resultado gerado pelo produto.

    Começar a casa pelo telhado

    É preciso entender que não se deve (nem se pode) implantar uma rede social interna com a finalidade de levar a uma transformação cultural.

    Um número considerável de empresas se jogou na aventura tecnológica da implantação de uma rede social equivocando-se ao pensar que se tratava precisamente de um projeto tecnológico e não de uma viagem de transformação organizacional. Aí está o primeiro erro de cálculo por parte de muitas organizações que achavam que o princípio da transformação cultural se daria a partir da implantação de uma rede social corporativa.

    Querer estimular a r-evolução organizativa para um modelo mais aberto, mais plural e mais participativo, através da implantação de uma rede social corporativa é começar a construir a casa pelo telhado. Uma rede social interna é provavelmente o modo mais eficaz para transportar os comportamentos e as interações associadas a um novo modelo de gestão. Trata-se sem dúvida de uma poderosa ferramenta que, bem consolidada e firme, poderia ser a engrenagem perfeita para levantar o peso dos processos e condutas organizativas habituais e ir progressivamente introduzindo uma nova forma de relação, um novo modo de gestão, mas não como o ponto de partida desse processo evolutivo na empresa.

    A base da Rede Social como meio de transformação

    No entanto, e como sucede com qualquer obra que não queremos que seja destruída  pelo vento, é preciso, com caráter prévio à construção, trabalhar uma base de cimento sólida, resistente, que inspire confiança e credibilidade para os que se moverão pelo edifício, para os habitantes dessa rede social. Estas são algumas chaves arquitetônicas básicas, essenciais para qualquer rede social corporativa cumprir seu propósito: ser o meio de transporte dos comportamentos de um novo modelo de gestão, sólido, sem rachaduras nem fissuras.

    – Desenvolver a cultura do diálogo e da conversa com caráter prévio à implantação. Se historicamente limitamos as conversas abertas e interagimos pouco com os nossos funcionários, o que nos leva a achar que contar com uma rede social fará os mesmos se comportarem de outro modo? A compartilhar e dialogar de forma diferente? É imprescindível que se marque e insira a cultura do diálogo antes da implantação. É a forma de assegurar que a rede social vai poder atingir o seu propósito.

    Designar a propriedade da rede social aos profissionais da organização. Não é congruente comprar um terreno, “urbanizar novos comportamentos”, construir o meio e depois pensar em guardar as chaves que dão acesso livre ao imóvel. O fluxo de inter-relacionamento e iniciativas que surjam através da rede social são bens comuns que favorecem a organização como um todo. Para conseguir maximizar o conhecimento gerado através da Rede Social Interna é preciso consolidar primeiramente que esta não é um coto privado senão uma propriedade aberta.

    Interiorizar e ancorar a vontade de transformar a organização. Provavelmente este é o pilar mais crítico neste processo arquitetônico. Trata-se da requalificação do terreno organizativo. Os órgãos de poder e a cúpula organizativa devem gerar o compromisso da vontade de transformar a organização antes da implantação de uma Rede Social Interna. É imperativo; se não existe este compromisso, a requalificação do terreno será fictícia e o meio de transporte, em forma de Rede Social, viajará vazio.

    Uma Rede Social Corporativa é muito mais do que uma ferramenta, é a engrenagem para transformar culturalmente, podendo ser decisiva no processo de transformação que muitas organizações estão passando nos dias de hoje.

    No entanto, é indispensável, previamente a sua implantação, que o cimento da cultura do diálogo esteja sólido,  que designe a propriedade do conhecimento gerado à organização como um todo e, acima de tudo, que a estrutura de comando adquira uma vontade nítida para iniciar um processo de transformação organizativa. Só então uma Rede Social Corporativa cumprirá seu propósito como engrenagem de transformação cultural e como veículo que transporta uma nova forma de interação e geração de conhecimento.

    Andrés Ortega (@Ander73) é especialista na área de Gestão de Pessoas. Atualmente é HR Director para Espanha, e responsável de Engagement para Europa em DAMCO, empresa do Grupo dinamarquês AP Moller Maersk. A equipe de Zyncro recomenda a leitura do seu Blog pessoal.

     
  • Mari Carmen Martin 12:00 pm em 29/10/2012 Permalink | Responder
    Tags: , , gestão colaborativa   

    A empresa 2.0 e algumas confusões 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    A partir do momento que Tim O’Reilly estabeleceu os princípios da web 2.0 em uma conferência em que participou em 2005, onde junto com outros palestrantes resumiu os princípios básicos da web 2.0, já passaram alguns anos e aconteceu muita coisa.

    Nesta época, a web 2.0 foi definida como uma série de aplicativos e páginas de Internet que utilizavam a inteligência coletiva para oferecer serviços interativos na rede.

    A web 2.0, entre muitas peculiaridades, continua apresentando as seguintes características:

    • Facilita a inteligência coletiva
    • Os efeitos da rede são altamente visíveis
    • A informação é a seguinte revolução
    • É o final da obsolescência do software
    • A leveza e a facilidade na programação e os modelos de negócio são as características mais destacadas
    • O software passa a ser um dispositivo
    • O usuário busca experiências mais satisfatórias
    • O todo é maior que a soma
    • O valor de um grupo criando na rede aumenta exponencialmente e, portanto, a sua implicação é mais profunda.

    A partir do momento em que a web 2.0 começou a ser considerada um fenômeno sério, as escolas de negócios dos EUA começaram a realizar estudos de caso sobre as mesmas. No ano 2009 aparece o termo empresa 2.0 [ES] com a publicação do libro de Andrew McAfee. Andrew, professor da Universidade de Harvard, define a empresa 2.0 como a utilização emergente de plataformas sociais de software dentro das companhias, entre as companhias ou entre fornecedores. A utilização de tecnologias sociais (social software ou social computing) com o objetivo de incrementar a colaboração e de fazer os processos e fluxos de trabalho mais produtivos. Estas ferramentas são parte de uma plataforma que pode ser entendida por qualquer pessoa da empresa e perduram no tempo. Transformam o trabalho do conhecimento em uma experiência abrangente e permanentemente visível.

    Em algumas circunstâncias a utilização destas tecnologias sociais foi entendida como uma forma de experimentar com novos aplicativos. No entanto, o conceito empresa 2.0 é muito mais abrangente, pois engloba a gestão da empresa em colaboração, a resolução de problemas de negócios através da colaboração e a obtenção de resultados de negócio através da colaboração. No libro Enterprise 2.0, McAfee deixa claro que as novas tecnologias são muito mais que uma parte socializadora da organização e que quando são aplicadas de uma forma inteligente para solucionar problemas de negócio, ajudam a captar a informação que está dispersa pela organização e transformá-la em conhecimento que possibilita mudanças rápidas, gera e molda ideias e finalmente resulta em sabedoria para o coletivo.

    Muitas empresas confundem este termo e com frequência se autodeterminam empresas 2.0, quando o que realmente está ocorrendo na organização é uma evolução do seu modelo de negócio. Por exemplo: uma elevada porcentagem das vendas de uma companhia é feita através das ligações do call center e, devido à evolução dos mercados, às mudanças no comportamentos dos clientes e à implementação de uma potente plataforma online, a organização decide passar o seu modelo de negócio para o comércio online. Neste caso, o passo dado em direção a um modelo de comércio eletrônico pode acarretar na implementação de tecnologia colaborativa e de modelos de organização 2.0, mas não o contrário.

    Mari Carmen Martín é formada em Psicologia Industrial e especialista em RH. Atualmente, trabalha também para Cloudtalent, empresa do grupo Humannova, como responsável da criação de programas de marca personalizada para executivos e profissionais.

     

     
  • Matthieu Pinauldt 2:00 pm em 16/10/2012 Permalink | Responder
    Tags: gestão colaborativa, , ,   

    6 conselhos para melhorar a gestão de projetos através de uma Rede Social Corporativa 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    Na Zyncro Tech utilizamos nossa própria ferramenta constantemente, somos heavy users de Zyncro. Provavelmente esta é uma das principais razões pelas quais a companhia teve um crescimento extraordinário em 2 anos, estando atualmente presente em 14 países com mais de 150.000 usuários.

    Com mais de 50 funcionários divididos entre vários países e mais de 40 sócios internacionais, a colaboração entre as equipes e as pessoas que as formam é um verdadeiro desafio.

    As equipes de projeto costumam estar formadas por membros de diferentes países e cada projeto envolve vários sócios técnicos. Os representantes de vendas precisam estar controlando os projetos de perto para garantir a satisfação do cliente. Além disso, a cultura da empresa é que todos os funcionários possam estar sempre informados sobre as vitórias dos demais.

    A Rede Social Corporativa é uma ferramenta que possibilita satisfazer as necessidades anteriormente descritas e é um dos motivos de sucesso dos projetos da Zyncro Tech.

    É desta forma que usamos a Zyncro para gerir projetos:

    • Grupos de projetos: Para cumprir com os requisitos exigidos por um projeto, se formam grupos dentro da Rede Social Corporativa onde apenas os participantes do projeto têm acesso. Toda a documentação relevante é compartilhada nestes grupos e qualquer modificação é publicada automaticamente no mural de atividade do grupo. Com uma simples olhada, os membros podem ter uma visão geral do trabalho realizado por cada membro.
    • Trocas e fluxos de informação no mural do grupo: Qualquer pessoa pode comentar uma atividade e criar uma discussão dentro do grupo de projetos. Os problemas complexos são resolvidos em tempo recorde quando são discutidos através de uma sequência de informação no mural em vez de uma sequência interminável de e-mails.
    • Criação de grupos para os gestores de projetos: Cada projeto também possui um grupo de gestores que segue uma estrutura específica e contem a documentação confidencial e importante: a definição das necessidades do projeto, o monitoramento do mesmo, seus custos, diagramas de Gantt, petições de modificações do cliente, etc. Estes grupos são compartilhados entre todos os gestores de projetos e permite a todos tomar as rédeas do projeto se o gerente principal do mesmo não estiver disponível.

    Adicionalmente, é possível coordenar os diferentes níveis de relação da equipe do projeto com fontes externas, sendo este também um dos poderes da Rede Social Corporativa:

    • Informação sobre o progresso do projeto no mural da empresa: A comunicação durante o desenvolvimento do projeto é realizada diretamente no mural da empresa. Desta forma todos os membros estarão a qualquer momento informados da situação. Os departamentos de vendas, marketing e gestão geral podem se certificar que os requisitos específicos foram levados em consideração sem esperar a finalização do projeto.
    • Troca de links internos com o cliente (zlinks): A comunicação com o cliente não fica de lado. Enquanto alguns clientes preferem ser adicionados diretamente à Rede Social Corporativa, outros optam pela comunicação exclusivamente através de e-mail ou Skype. É por isso que criamos os zlinks [texto em ES], um sistema de links públicos, que podem passar a ser privados com a simples criação de uma senha e data de validade. Os zlinks sempre têm um link para visualizar a última versão dos documentos, podendo ser facilmente compartilhados com o cliente.
    • Participação de membros da empresa externos ao projeto: A Rede Social Corporativa possibilita que membros da organização exteriores ao projeto possam colaborar no projeto. Por exemplo, um usuário pode começar uma discussão sobre o projeto no seu mural pessoal de forma que ela seja visível para todos os seus seguidores e possibilite receber conselhos e opiniões.

    Você gostaria de aproveitar as vantagens da Rede Social Corporativa para a gestão dos projetos da sua empresa?
    Experimente Zyncro grátis até 5 usuários!

     

     
  • Marta Zaragoza 10:17 am em 27/01/2012 Permalink | Responder
    Tags: , , , gestão colaborativa, ,   

    As regras de ouro para empreender na vida 

    Tempo de leitura: 5 minutos

    Fiz minha estréia na ZyncroBlog mostrando minha opinião sobre o que representa a iniciativa empreendedora em um sentido amplo . Desse modo, incentivava-os a empreender e realizar todas as iniciativas possíveis através de um caminho de aprendizagem constante que os permitam desenvolver novas e melhores capacidades.

    Recuperando a comparação que fizemos do caminho empreendedor com o jogo do ganso, hoje eu vou oferecer algumas das regras de ouro a levar em conta para poder cobrir todo o tabuleiro e conseguir sua missão e visão.

    Regras básicas que respondem os fatores que influenciam qualquer iniciativa empreendedora:

    Primeiro, a competência que temos e representam um conjunto integrado de conhecimentos, habilidades, aptidões e atitudes que colocam em jogo em qualquer situação ou atividade.

    Precisamos identificar todo o nosso capital de competência!

    O capital adquirido tanto em áreas formais como informais. O objetivo é projetar um plano de melhoria para nos ajudar a alcançar nossos objetivos, mas ser suficientemente inspirado e motivado para continuar a desenvolver as nossas competências profissionais e empresariais.

    Segundo lugar, os valores e crenças que nos limitam ou constituem uma barreira para as nossas iniciativas de negócios, algumas por conta própria outras impostas pelo meio.

    Assim, em favor do conforto e da qualidade de vida entendida como o nível de bens e serviços capazes de adquirir e consumir, temos adotado alguns comportamentos e atitudes caracterizadas por:

    • Almejar um sucesso estereotipado que nos impede qualquer iniciativa que implique em ir ao encontro de nossa própria concepção de sucesso;
    • Considerar que um emprego para toda a vida é a melhor opção para lidar;
    • Crer que em um emprego não nos pague para pensar e muito menos para propor e até realizar nossas próprias iniciativas:

    Ser verdadeiros/as interempreendedores/as!

    • Ou simplesmente escapar de todas as situações que coloquem risco e fracasso, renunciando assim o único fator na vida que implica em um autentico aprendizado.

    Todas estas crenças têm sido alimentadas, entre outros, por uma cultura corporativa hierárquica, autoritária e com um modelo de gestão de “recursos humanos” que precisamente não levou em conta que esses recursos eram “pessoas”.

    Pessoas com competências extraordinárias à espera de serem descobertas.

    E, também, dispostas a serem habilitadas para contribuir para o bom funcionamento das próprias empresas, com autonomia, iniciativa e criatividade.

    Em terceiro lugar, também cabe falar sobre o alinhamento com o ambiente. Isto envolve a capacidade de identificar e analisar todas as informações provenientes dos meios, econômicos, sócio-culturais, político, tecnológico, ambiental, etc. Com o fim de prever as ameaças e planejar medidas, bem como aproveitar oportunidades.

     

    Qualquer iniciativa de sucesso e com visão de futuro teria que garantir o bem-estar de todas as pessoas e cuidar do meio ambiente.

     

    Finalmente, e não menos importante, a cooperação e o trabalho em rede. Trabalhar em equipe com todos os interessados ​​e os capazes de iniciar projetos em conjunto, em todas as áreas. Certamente aqui o papel das Redes Sociais Corporativas para empresas, como a Zyncro é a chave que permite uma ótima gestão do conhecimento da empresa, facilitando a cooperação dentro e entre suas equipes.

    Para concluir, acredito sinceramente que o mais interessante e emocionante do caminho, não é chegar ao fim, mas poder desenvolver nossas habilidadescompartilhar sucessos obtidos , que estejam em sintonia com os nossos próprios valorescom o ambiente.

     

     
  • Patricia Fernandez Carrelo 2:25 pm em 26/01/2012 Permalink | Responder
    Tags: gestão colaborativa, ,   

    O Hotel 2.0: A gestão hoteleira hiperconectada 

    Tempo de leitura: 5 minutos

    Na sequência da publicação da infografia da ” Empresa 2.0 ” apresentaremos o ” Hotel 2.0 “. Uma representação gráfica da gerência do hotel a partir da perspectiva de integração , a hiperconexão e as tendências sociais .

    O “Hotel 2.0” é aquele em que:

    • Os departamentos se comunicam entre si de forma harmoniosa e transversal
    • A tecnologia é integrada e os sistemas interligados:
    • CMS : Para Gerenciamento de Conteúdo específico
    • PMS : para o gerenciamento de todos os recursos  hoteleiros
    • BI : Para obter  estatística de negócio
    • Se considera todas as informações sociais fora do hotel e que vem de:
    • Redes sociais
    • Canais  multimídias
    • Gestão de opiniões e reservas
    • Comparadores e mecanismos de metabusca
    • Realiza-se um gerenciamento centralizado e eficiente dos processos

    Tudo isso através de uma rede integrada que permite esta hiperconexão total: Sua Rede Social Corporativa como a Zyncro .

    Quer provar dos benefícios de negócios da incorporação da tecnologia 2.0 em seu hotel?

    Como sempre se desejar, você pode distribuir nossa infográfia baixando-as no seguinte zlink.

     
  • Carlos del Pozo 11:00 am em 18/01/2012 Permalink | Responder
    Tags: gestão colaborativa, gestão de documentos, gestão de equipamentos, ,   

    Características da Zyncro: Seções de Departamentos 

    Tempo de leitura: 4 minutos

    O que é um departamento Zyncro?

    É um dos blocos que compõem a estrutura organizacional de cada organização da  Zyncro e define na sessão de Configuração da Organização do Painel de Controle .

    Podem criar departamentos aqueles usuários com permissão de criação de  departamentos (essa permissão é concedida pelo administrador dentro do Painel de controle , na sessão de Gerenciamento de usuários ) e só a pessoa que criou o departamento (proprietário principal) ou os proprietários que sejam designados pelo dono principal podem incluir usuários em cada departamento.

    Só podem fazer parte dos serviços ou empresas  usuários corporativos da mesma organização.

    Os outros usuários em sua organização podem seguir um departamento ou uma empresa para se manterem a par das novidades do departamento ou empresa.

    O que se encontra na sessão “Departamentos”?

    Departamentos criados em uma empresa serão visíveis na sessão Departamentos (aba de  Arquivos e Grupos e Tarefas , se existir esta última seção).
    Cada departamento é composto por seu nome e é acompanhada por uma imagem relacionada com a atividade que ocorre nela, uma descrição e botão para seguir.

    E quanto às opções de gerenciamento de departamentos existentes, podemos exibir:

    • Apenas os departamentos cujos nomes comecem com uma letra
    • Todos os departamentos escolhendo em ordem alfabética ascendente (A-Z) ou descendente (Z-A)

    Componentes de um departamento.
    As seções (abas) que estão presentes dentro de cada departamento são:

    Mensagens : Aparece por padrão quando você acessa qualquer departamento. Ela mostra as comunicações que ocorreram em: posts escritos pelo proprietário principal (aparecem escritos pelo departamento), ou upload de arquivos ou notificações de novos membros.


    Arquivos : Mostra todos os arquivos que foram enviados para o departamento . Essa ação só pode ser executada por membros do departamento.

    Membros : Estas são as pessoas, com suas respectivas fotos, status e e-mails que compõem o departamento . Nesta página, temos a possibilidade de seguir os usuários ou deixar, caso já estejam sendo seguidos.

    Tambem podemos ver qual a permissão dos membros dentro do departamento. O proprietário principal  pode adicionar e remover pessoas do grupo, e modificar as informações exibidas no departamento que “lhe pertence”.

    Seguidores : Estas são as pessoas em sua seção Início que seguem as ações (mensagens, arquivos de ações, entradas e saídas de pessoas) do departamento.

    Mais sobre nós : É o lugar projetado para adicionar informações, links de interesse e referências do departamento. Esta informação pode ser inserida no formato HTML.

    A Zyncro permite o agrupamento de usuários em grupos e departamentos.
    Criar uma estrutura organizacional própria e personalizada dentro da sua empresa!


     
  • Joan Alvares 10:22 am em 21/11/2011 Permalink | Responder
    Tags: , gestão colaborativa,   

    Compartilhe e será um vencedor 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    Recentemente, entrando na nova sede em Barcelona do Instituto Europeu de Design, encontrei impressa uma daquelas frases que questionam algumas crenças básicas. A frase em questão, atribuída ao designer Jeffrey Zeldman pode ser aplicada a todas as profissões que chamamos “criativas”, dizia que:

    “não se preocupe se copiarem seu trabalho, mas quando deixarem de fazer isso”

    É legal copiar? Não sei se nenhum colega de profissão disposto a defender abertamente os benefícios do plágio. Muito menos eu farei isso. Contudo, todos, absolutamente todos, já copiamos alguma vez. Consciente ou inconscientemente. Sutil ou descaradamente.

    Devo confessar: eu era um dos que colava na faculdade. Utilizava isso como um recurso quando não tinha estudado o necessário. Algo que, pare ser justo comigo mesmo, aconteceu poucas vezes. Sempre que copiava fazia isso de forma colaborativa; o que chamaríamos hoje de “wiki”. Ao invés de me sentar ao lado do primeiro aluno da classe, luar que sempre era disputado pelos profissionais da cola, me sentava entre três ou quatro amigos que e sabia que haviam estudado a lição e extraia de cada um aquilo que mais me interessava. A partir dessas contribuições construía minhas respostas e as enriquecia com minhas contribuições pessoais. O divertido deste caso é que todas as vezes em que colei, sem exceção, minhas notas foram maiores que as das pessoas que serviram de fontes. Eu aprendi o que se entende por “inteligência coletiva”.

    Acredito que não se trata de colar em escrúpulos (o que virtualmente chamamos de Ctrl+C/ Ctrl+V).  Se trata de copiar para melhorar, para que depois outro possa te copiar.

    Me parece pouco honesto dizer “eu não copio” como é absurdo não fazê-lo. De algum modo quando  nos inspiramos num template do WordPress para fazer nosso site, quando assistimos um vídeo no YouTube ou quando retweitamos uma frase que gostamos, estamos aproveitando isso em nosso benefício. Mas essa é a história da evolução humana: uma geração inventa a roda para que a seguinte invente o carro. A internet, como um território livre em revolução permanente, acelerou esse processo de inovação baseada num conceito infinito, gratuito e atualizado.

    Eu acho que é corajoso dizer que hoje o valor de uma empresa tem mais a ver com a informação que você compartilhar do que com a informação que ela esconde. Quão importante quanto saber, é ser capaz de compartilhar. Que os royalties são uma coisa cada vez mais obsoleta. Que a economia da atenção, onde este é um recurso escasso, alguém gastar seu tempo (para te ouvir, para ler você, mesmo para copiar você) é o sinal que você está adicionando valor à cadeia. Que dar é e sempre foi a forma mais simples e eficiente para receber.

     

     
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