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  • Manel Alcalde 5:00 am em 21/05/2013 Permalink | Responder
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    O poder dos vínculos fracos 

    Tempo estimado de leitura: 8 minutos

    Talvez pareça pouco sério mas, de alguma maneira, a comunicação de massas se inventou graças ao vinho. Quando no século XV Johannes Gutenberg inventou a prensa móvel moderna, o fez porque decidiu aplicar o conceito da prensa de rosca vitícola ao mundo da impressão de livros. Este negociante alemão criou um vínculo entre dois universos díspares e mudou o futuro da comunicação humana para sempre. Arthur Koestler dizia que o que diferencia os gênios não é a perfeição da sua obra e sim sua originalidade, “a abertura de novas fronteiras”. E Gutenberg soube abri-las.

    Histórias como esta são comumente usadas para exemplificar o importante que é para a inovação o contato interdisciplinar, a “contaminação” mútua de áreas “naturalmente desconectadas” ou com relações teoricamente “não imprescindíveis”. Apesar de que não temos a intenção de ser gênios, o nível de circulação e troca de ideias e conhecimento em uma organização limita seu potencial criativo e inovador.

    A sociologia deu apoio a este enfoque com trabalhos como os de Mark Granovetter, sociólogo norte-americano da Universidade de Stanford que em 1973 formulou sua teoria sobre “a força dos vínculos fracos”. Enquanto muitos modelos sistêmicos tinham até então trabalhado com grupos primários, pequenos e muito bem definidos (nos que prevaleciam as relações sólidas), Granovetter decidiu concentrar sua pesquisa na relação entre subgrupos ou subculturas com grandes diferenças e poucos laços. Embora a pesquisa tenha sido desenvolvida na década de 70 e estava voltada nas comunidades urbanas, suas conclusões seguem válidas para nosso tempo e costumam ser usadas para explicar o incrível potencial das redes sociais.

    A teoria de Granovetter defende que as relações entre sujeitos com vínculos fracos geram mais inovação que as relações mais constantes e entre indivíduos com maior afinidade. Isso se dá porque elas servem de ponte de transmissão de informação e de conhecimento entre comunidades fechadas e adicionam deste modo mais ingredientes na panela da inovação, necessitada por princípios de uma contínua circulação de ideias para produzir um bom caldo.

    Os grupos que estão muito unidos e que compartilham um sistema de valores costumam tender mais a chegar a um consenso sem questionar-se, cenário pouco frutífero para as ideias. “Quanto menor o número de contatos indiretos tenha alguém” – diz Granovetter – “mais encerrado estará em relação ao conhecimento do mundo além de seu círculo próprio de amigos“. Por outro lado, “as pessoas com quem estamos pouco vinculadas tendem a se mover em círculos diferentes ao próprio e, portanto, terão acesso a uma informação desigual à que nós recebemos”. Por lógica, continua Granovetter, “uma pessoa pode servir de ponte entre dois setores do sistema unicamente se seus vínculos com um ou com ambos são fracos”.

    Nisso está a paradoxa e o valor desses laços, que até então eram vistos pela sociologia de um modo muito diverso. Louis Wirth, sociólogo americano da escola de Chicago que pesquisou nos anos 30 as diferenças entre os modos de vida rural e urbano, concluiu que as relações entre indivíduos nas cidades eram de tipo secundário (puro “vínculo fraco”) e, portanto, superficiais e “causantes de alienação”. O enfoque de Granovetter acrescentou um matiz importante a essa visão, tentando explicar que essas relações “triviais” podem ser valiosas já que contribuem a romper barreiras estruturais profundamente anti-criativas.

    No mundo da empresa moderna, cultivar laços fracos está se transformando em algo de vital importância. A permeabilidade entre áreas e departamentos é mais do que um assunto de estilo em um momento em que a colaboração se impõe como o antídoto contra as dificuldades do dia a dia. Costuma-se bater o pé com a ideia de que os trabalhadores mais capazes de trazer soluções inovadoras são os que se lançam a compartilhar informação “além da sua ilha de mesas”, porque atuam como “pontes” e estabelecem esse tipo de vínculos fracos. Mas precisa ficar claro: para que isso aconteça, é importante que existam contextos que o facilitem.

    Nesse ponto entram no jogo, entre outros fatores, as redes sociais corporativas. Sem dúvida, são espaços de encontro entre as diferentes “subculturas” de uma companhia que podem dar asas a confluências inovadoras. No entanto, em organizações que estiveram instaladas muitos anos em um sistema de funcionamento tradicional, há barreiras que não se superam implementando um aplicativo ou redistribuindo o espaço. Como Ana Asuero bem disse em um artigo recentemente publicado aqui, as ferramentas não determinam se uma empresa é social ou não; isso é algo que está definido no ‘ser’ da companhia”.

    Os vínculos fracos têm um grande potencial inovador e as redes sociais corporativas estão aqui para facilitar a sua aparição, mas promovê-los e aproveitar todas suas possibilidades é um quesito de procedimentos e ainda, fundamentalmente, uma questão de cultura empresarial. A sua empresa está culturalmente preparada para potencializar estes vínculos fracos? O que andam fazendo? Contem para nós nos comentários!

    Fontes: GRANOVETTER, Mark S. (1973). “The strength of weak ties”, en American Journal of Sociology; vol 78, nº 6. (pp. 1360 – 1380). Johns Hopkins University (Traducción: Mª Ángeles García Verdasco).

    Manel Alcalde (@manelalcalde) é redator criativo e comunicador audiovisual. No seu blog pessoal, Nionnioff, escreve sobre o mundo da criatividade e da comunicação.

     
  • Manel Alcalde 9:00 am em 21/02/2013 Permalink | Responder
    Tags: , , inovação   

    Criando ambientes para a inovação 

    Tempo estimado de leitura: 7 minutos

    Não sei quanto a vocês, mas tenho a sensação que quando vejo em casa algum dos canais de televisão especializados em documentários sobre a natureza, em 90% das vezes está justamente passando um animal devorando a outro ou a ponto de fazê-lo. Está claro que o aspecto do mundo natural que mais vende é o da luta feroz pela sobrevivência e que (pelo menos na hora de ver tevê) o que nos interessa da seleção natural é a faceta da competência, mais do que a da adaptação. Não vou negar que a savana africana é um lugar sangrento e de deixar qualquer um arrepiado, principalmente se você é uma gazela manca ou um pouco desligada, mas já estou um pouco cheio de tanta carnificina e prefiro pensar na história do mundo natural como uma história de inovação, na qual a colaboração deu pé à evolução adaptativa das espécies.

    Steven Johnson manifestou essa ideia há uns dois anos no seu livro “De onde vêm as boas ideias” através da observação do ecossistema dos recifes de coral, protagonistas do que se começou a chamar de “a paradoxa de Darwin”: apesar de que os recifes se encontram em águas bem pobres em nutrientes, reúnem um número impressionante de espécies e formas de vida. A paradoxa se dá porque nos recifes há uma grande conectividade inovadora entre os organismos, permitindo superar a teórica esterilidade deste ambiente, gerando um ecossistema de grande biodiversidade justo onde parecia que era difícil de existir.

    A ideia fundamental depois da visão de Steven Johnson é a de que, como os recifes de corais, existem ambientes que estimulam a capacidade de gerar novas ideias e o fazem porque cumprem uma série de comportamentos que já temos no mundo natural. Achei interessante formular uma lista resumida com conselhos que se baseiam nos comportamentos identificados por Steven Johnson. Como podemos, segundo o autor, construir ambientes para a inovação nas nossas organizações e até mesmo na nossa vida privada?

    • Estimulando a exploração. Os meios mais inovadores são os que nos expõe a um número maior de fatores e nos animam a procurar modos de recombiná-los. É preciso maximizar o número de “portas” ao nosso alcance e se animar a abrir todas. Os limites do “adjacente possível” se irão ampliando conforme os vamos explorando.
    • Flexibilizando. Uma boa ideia não é algo isolado, gerada automaticamente por um passe de mágica, e sim uma rede de neurônios conectados em um momento específico que transformam a realidade. É importante promover redes líquidas, que permitam circular as ideias e que sejam capazes principalmente de se moldar com uma forma diferente ao entrar em contato.
    • Alimentando e conectando as intuições. A maioria das boas ideias são no início uma simples intuição que ainda não foi conectada à sua “meia laranja”. Essa “meia laranja” normalmente está dentro da cabeça de outra pessoa, também na forma de intuição. Os espaços criativos, onde a conectividade aumenta, são ambientes com uma alta densidade de informação, que facilitam o aparecimento destas “proto ideias”, já que neste caldo de cultivo ocorre o encontro com “a parte que falta”.
    • Abraçando o caos organizado. Quando a natureza tenta inovar, favorece as tão bem-vindas conexões acidentais. Da mesma maneira que quando sonhamos nosso cérebro estabelece conexões que seríamos incapazes de realizar acordados (no estado mental “organizado”), os ambientes de trabalho abertos com um certo fator caótico acarretam em maiores possibilidades dos indivíduos de escapar da “tarefa imediata” e de se colocar em um estado associativo que leva à criatividade.
    • Valorizando o erro. Como diz Seth Godin, “nenhum livro de criatividade ajuda se você não está disposto a ter ideias péssimas, imperfeitas e inclusive perigosamente ruins”. Ter razão é bom, mas não nos faz evoluir. Quando não temos razão, a única escapatória é buscar novos caminhos. Equivocar-se é importante e um meio inovador deve ser um espaço de liberdade para poder desenvolver erros férteis.
    • Deixando que outros construam baseando-se nas nossas ideias. As ideias não surgem do nada. Criamos a partir da criação de outros e a história das inovações é a história de uma contribuição coletiva e progressiva para uma plataforma emergente que não para de crescer. Isso ocorre quando deixamos de ver as ideias como elementos fisicamente independentes ou intocáveis que precisam ser protegidos e passamos a enxergá-las como um degrau de uma espécie de work in progress grupal e infinito.

    Para concluir, as ideias precisam estar em contato, se misturar, se reinventar. Para isso, pedem um contexto com muito estímulo, governado pela circulação livre e pela conectividade. O “segredo da inspiração empresarial”, citando a Johnson, é construir redes de informação que ajudem no encontro entre a inteligência individual e a coletiva, ambientes propícios à inovação. Como você acha que as redes sociais corporativas podem se encaixar nesse contexto?

     

     
  • Sara Jurado 9:00 am em 04/12/2012 Permalink | Responder
    Tags: , inovação, knowmad   

    Knowmad: o profissional da empresa 2.0 e sua repercusão nas culturas de trabalho 

    Knowmad poderia ser traduzido como “louco pelo conhecimento” mas, visto que a característica que representa por antonomásia a este tipo de profissional é a flexibilidade, é melhor usar “nômade do conhecimento”. É um conceito interessante, porque indica que esta pessoa possui um conhecimento que lhe dá uma vantagem competitiva, mas ao mesmo tempo é inquietante para as empresas. Considerando-se que este conhecimento não permanece de forma perene na organização, senão que se movimenta junto ao trabalhador (que na era da flexigurança deve estar acostumado a migrar de um trabalho a outro) se converte então em um ativo que se perde.

    Traços de um “knowmad”

    Os knowmads são profissionais do conhecimento impulsores da inovação que trabalham na rede, de forma muito flexível, e que se ocupam (não apenas se preocupam) de seu desenvolvimento profissional. Com maior frequência do que a esperada, encontro a sua antítese: pessoas que nos últimos anos não se aplicaram em seguir se formando nem saíram do seu meio de trabalho mais próximo. São profissionais obsolescentes [ES] que estão desorientados e/ou fora do mercado atual.

    Se você está se perguntando se é um knowmad ou, caso queira se transformar em um knowmad, as características básicas do perfil deste tipo de profissional são:

    • Forma parte ativa de comunidades e redes sociais: participa, compartilha e gera conhecimento.
    • Colabora ativamente mantendo sua individualidade: não aceita que lhe digam o que deve ser feito, dado que vive um processo de verdadeira aprendizagem.
    • Adapta-se a diferentes contextos, dos quais se nutre, aproveitando para aprender de aquilo que lhe resulte útil.
    • Utiliza as novas tecnologias para potencializar sua maneira de funcionar.
    • Assume riscos sem ter medo de fracassar: convive com a incerteza do processo de aprendizagem e das relações saindo dos sistemas preestabelecidos.
    • Construi conhecimento a partir da recopilação de informação e experiências, transformando as ideias e os processos de forma inovadora.

    Por tudo isso, também é conhecido como “um empreendedor do conhecimento”. Alguns autores falam sobre a geração knowmads, mas na verdade não é algo relacionado com a idade e sim com a atitude e a motivação para buscar os recursos que permitam progredir de acordo com os papéis não escritos do sistema econômico atual, ou fora deles. Lynda Gratton, no seu livro The Future of Work is Here, afirma que nos encontramos diante de um novo paradigma, onde a necessidade do profissional para reinventar a própria ocupação é real.

    Caldo de cultura e consequências do estilo knowmad

    Queiramos ou não, nossa sociedade está mudando em um ritmo estonteante, assim como a nossa maneira de aprender e trabalhar dentro da mesma. Portanto, talvez passe a ser inclusive uma obrigação, para todos os que gostaríamos de saber gerir tudo o que esta mudança acarreta e nos adaptar a ela com estratégias positivas, nos transformar em um knowmad. De alguma maneira, a evolução que significa o desenvolvimento tecnológico, e o seu uso nas relações e na aprendizagem, nos pede igualmente um esforço contínuo para abarcar novas ferramentas de trabalho.

    É isso que John Moravec, um dos impulsores do conceito knowmad, junto com Cristóbol Cobo, quer dizer quando se refere à aprendizagem invisível [ES]. Isto é, aquela que ocorre no espaço existente entre a tecnologia e o conhecimento. Os knowmads, como especialistas que são em gestão de conhecimento, geram seus próprios meios de aprendizagem: os Personal Learning Environment (PLE), partindo dos Personal Learning Network (PLN), que funcionam como fontes de conhecimento (exemplos disso são os blogs, as redes sociais, as wikis, etc). Esta nova cultura do trabajo [ES] se materializa também em uma transformação dos cenários de trabalho (como por exemplo os espaços de co-working, ecossistemas de crowdsourcing, etc.) onde convivem a mobilidade, a colaboração e a hiperconectividade.

    As empresas necessitam integrar pessoas autônomas que formem redes abertas para fluir o conhecimento. Por todas as razões expostas anteriormente, se recomenda à empresa 2.0 revisar e atualizar sua organização para integrar o talento deste novo tipo de capital humano, estabelecendo novos sistemas, como redes horizontais de trabalho em vez de estruturas rígidas.

    Sara Jurado é psicóloga especializada em orientação e Social Media para o desenvolvimento profissional e, atualmente, Orientadora Profissional de Barcelona Activa.

     

     
  • Patricia Fernandez Carrelo 9:00 am em 12/11/2012 Permalink | Responder
    Tags: , inovação,   

    Zyncro, vencedora do European Business Awards 

    Tempo estimado de leitura+vídeo: 5 minutos

    Os responsáveis do European Business Awards – prêmio internacional destinado à excelência, inovação e melhores práticas no âmbito empresarial europeu – anunciaram os vencedores de cada país e Zyncro foi selecionada como uma das 14 empresas vencedoras para a Espanha na edição 2012/13.

    Tivemos o privilégio de compartilhar nesta ocasião a vitória conjunta com empresas como everis, Bankinter, Iberdrola ou Sage España, entre outras.

    Parabéns a todos os vencedores!

    Este ano foi o primeiro no qual todos os que participávamos deste Prêmio Europeu tivemos que apresentar um vídeo como candidatos. Todos os vídeos estavam disponíveis no site oficial do European Business Awards e, como já tínhamos contado para vocês quando fomos selecionados para finalistas, durante algumas semanas era possível votar na nossa apresentação multimídia. Queremos aproveitar esta ocasião para agradecer o apoio e voto de todos, visto que ajudaram a confirmar a inovação, a excelência empresarial e a sustenibilidade de nossa empresa. Aqui está o vídeo em questão:

    Estamos orgulhosos de termos sido selecionados como representantes e vencedores nacionais, já que o European Business Awards é um prêmio de grande reputação e que serve para colocar em destaque a maioria das empresas na Europa. Estamos a partir de agora esperando a seguinte etapa do processo de avaliação.

    O resultado final ainda vai levar alguns meses: até janeiro de 2013, Zyncro, assim como as demais premiadas espanholas, será avaliada novamente por um terceiro jurado, formado por líderes empresariais, docentes e empreendedores europeus. Finalmente, os nomes dos vencedores será revelado na cerimônia de abril de 2013, onde esperamos ser um dos escolhidos :)

    Foi com grande satisfação que nos transformamos em uma das empresas mais dinâmicas da Europa, demonstrando ativamente os princípios básicos dos European Business Awards: sucesso, inovação e ética. Continuaremos trabalhando pesado!

     

     
  • Manel Alcalde 9:00 am em 07/11/2012 Permalink | Responder
    Tags: , , , inovação   

    Questão de atitude 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    Os músicos de Rock n’ Roll afirmam que uma pessoa pode ser melhor ou pior tocando um instrumento, mas que no fim das contas o que importa é a atitude. No mundo 2.0 ocorre uma coisa parecida: a tecnologia coloca ao nosso alcance ferramentas que estimulam e facilitam o trabalho em rede, mas sem a atitude necessária, dificilmente poderemos conseguir que nossos processos colaborativos se transformem em catalizadores de criatividade e inovação.

    Alguns crescemos profissionalmente em empresas nas quais a ideia de trabalho em equipe era similar ao trabalho em série, um bucle infinito projetado para garantir uns mínimos de produtividade mas nunca pensado para estimular uma cooperação realmente inovadora. Departamentos emperrados, processos complexos e burocráticos, hierarquias impossíveis de driblar e pouco claras… Neste contexto, a atitude colaboradora tem limites bem definidos, porque não encontra um ecossistema para se desenvolver. De fato, nessas estruturas se perpetuam muitas ideias patriarcais e limitadas. No nosso legado cultural existe muito medo ao trabalho em equipe, pessoas que presumem por exemplo que o colega “está se metendo onde não foi chamado”, “vai roubar as minhas ideias”, “vai colocar em destaque os meus pontos fracos”, ou pensam “Trabalhar juntos?… Tem algo por detrás disso!”, “nunca vai conseguir chegar a um acordo comigo” ou “fulaninho vai terminar obscurecendo a nossa presença”, que boicotam qualquer possibilidade de cooperação saudável e produtiva. Atitudes de uma tradição de pensamento independente, desconfiado e territorial que parece estar perdendo o sentido na era da conexão.

    Segundo John Abele, fundador da empresa tecnológica norte-americana Boston Scientific e especialista em inteligencia coletiva, para cooperar “de verdade” é preciso algo mais que uma habilidade para a comunicação e a resolução de problemas.

    É necessário criar uma “mentalidade” ou “estado colaborativo” que acabe com os preconceitos culturais e nos deixe dispostos a dar início a um processo frutífero.

    Quais as qualidades que Abele cita como necessárias para uma “mente colaborativa”?

    Confiança, para acabar com o receio de colaborar e aceitar a ajuda dos demais.
    Coragem, para ir trás dos objetivos comuns com diligência e dar palpites e opinar sem medo.
    Criatividade, para encontrar novas soluções para novos problemas.
    Prumo, para trabalhar em um ambiente plural, difuso e em constante evolução.
    Humildade, para saber reconhecer a própria imperfeição e a importância da contribuição alheia.

    Potencializar essas qualidades é, por uma lado, a função de cada um. Apesar do nossa experiência laboral estar ligada às empresas da “velha escola” e nossos hábitos no trabalho forjados em um mundo no qual o controle é mais forte que a colaboração, acredito que com uma certa “atitude” todos podemos encontrar recursos para transformar a nossa visão e nos adaptar a novas formas de funcionar. No entanto, uma mentalidade colaborativa só pode crescer se acolhida por uma comunidade colaborativa, isto é, por uma organização que tenha um objetivo comum definido, que promova a ética da cooperação, que disponibilize os meios para as pessoas trabalharem conjuntamente de maneira flexível e eficiente, e que valorize e recompense a colaboração de seus membros. Uma organização com líderes baseados em valores, que inspirem seus trabalhadores potencializando sua criatividade e saibam canalizar as energias, os talentos e o trabalho de todos para cumprir objetivos e uma identidade comum.

    Manel Alcalde é redator criativo, realizador audiovisual e comunicador digital. No seu blog pessoal, Nionnioff, escreve sobre criatividade, comunicação e narrativa.

     

     
  • Eirene Ramos 2:00 pm em 03/10/2012 Permalink | Responder
    Tags: inovação,   

    Zyncro finalista espanhola dos European Business Awards, vote na gente! 

    Como dizem os próprios organizadores dos European Business Awards “a economia está dirigida por indivíduos e organizações inovadoras. Ao reconhecer a natureza mutável dos negócios, os verdadeiros inovadores criam conceitos com visão de futuro para promover a constante melhoria”. Sob este critério a Zyncro foi selecionada finalista espanhola na categoria de inovação nos European Business Awards.

    O que são os European Business Awards (EBA)?

    Os European Business Awards estão há anos apoiando as empresas que, como Zyncro, buscam aprimorar e evoluir a cada dia, através da promoção de casos de sucesso, da inovação e da ética na comunidade empresarial europeia.

    Estes prêmios apoiam o desenvolvimento de uma comunidade empresarial mais forte e de mais sucesso em toda a Europa:

    · Destacando e reconhecendo as melhores empresas e o trabalho que estão desempenhando

    · Permitindo que as empresas de todos os tamanhos e setores aprendam com os melhores da Europa

    · Estimulando o debate sobre o futuro na forma e conteúdo da comunidade empresarial na Europa a nível nacional e internacional.

    Dentro dos EBA existem várias categorias de prêmios e Zyncro foi reconhecida na categoria de inovação. É um prêmio que destaca a importância da inovação como estratégia para influenciar no desenvolvimento de negócios em andamento. E após a nossa nominação a finalistas, agora aspiramos ser os ganhadores espanhóis e, para isso, precisamos do seu voto.

    Como apoiar e votar na Zyncro como finalista espanhola do prêmio à Inovação?

    É muito simples votar:

    1. Clique neste link, para aceder diretamente à candidatura da Zyncro
    2. Você poderá ver o vídeo de apresentação da Zyncro, com nosso CEO, Lluís Font
    3. Preencha seus dados para poder votar (e-mail e username e, em seguida, crie uma senha). Não se preocupe, a informação solicitada para registrar-se somente será utilizada para verificar que você é um usuário válido e não se usará para nenhuma outra finalidade. Isso dá a garantia de sistema de voto verdadeiro.

    Zyncro de novo com a inovação. Você está do nosso lado?

    Esperamos o seu voto!

     

     
  • Manel Alcalde 2:00 pm em 30/08/2012 Permalink | Responder
    Tags: , , inovação,   

    A criatividade, um assunto coletivo 

    Tempo estimado de leitura: 9 minutos

    De pequeno eu queria ser inventor. Acho que nesse momento ainda não tinha enfrentado cara a cara com as ciências (agora sei que com certeza não foram feitas para mim) e que além disso o estereotipo de inventor que tinha na minha cabeça se encaixava melhor com a minha personalidade, que tende a ser mais solitária. Para mim o trabalho criativo era um terreno privado. Não via na criatividade uma vertente coletiva. Considerava isso algo das pessoas que queriam ser esportistas, ou bombeiros. E eu não gostava de competir e, muito menos, de apagar incêndios.

    Como eu, muitas crianças sonhavam ser “criadores individuais” porque, em general, éramos educados e crescíamos com a ideia que a criatividade era um assunto pessoal. Na escola nos explicaram que as grandes invenções da humanidade eram obra de pessoas concretas e, assim, quando hoje pensamos em inovações revolucionárias, vem na nossa cabeça nomes como Edison, Morse, Gutemberg e de outros membros do “clube dos cérebros mais engenhosos da história”. Além disso, os que gostamos de ler, fomos crescendo lendo obras literárias clássicas completas, construídas ao redor da figura do inventor, com livros de autores como Julio Verne, H.G.Wells, Stevenson ou Mary Shelley que jogam com a ideia romântica do criador obsessivo e solitário que desafia as leis da ciência na penumbra do seu laboratório subterrâneo.

    Também nos ensinaram a associar a criatividade exclusivamente com a arte. Essa visão reducionista alimentou crenças limitadoras (muita gente não se considera criativa simplesmente porque não faz nenhuma atividade artística) e contribuiu, ainda, para perpetuar esse conceito individualista da criação. Admiramos a obra de Picasso, Mozart ou Tolstoi, figuras que imaginamos dando forma às suas obras fechados a sete chaves em um atelier com um bilhete colado na porta dizendo “não disturbe, gênio trabalhando”.

    Este preconceito cultural pode nos fazer esquecer que, a medida que a tecnologia foi avançando e a demanda de inovação foi ficando cada vez mais complexa e exigente, a criação foi se transformando em um ato coletivo. Grandes inventos del siglo XX como o Boeing 747 ou o transbordador espacial foram desenvolvidos por equipes e, como eles, muitos outros inventos. O estereotipo do inventor maluco e solitário está perdendo o sentido e, no entanto, muitas vezes seguimos apegados à ideia romântica sobre a criatividade, talvez porque quando pensamos no processo criativo damos demasiada importância à ideia inicial e deixamos em segundo plano as fases de desenvolvimento e implementação.

    No entanto, duas coisas estão claras: primeiro, que as ideias não são nada se não se levam adiante. Seu desenvolvimento e implementação são vitais e, portanto, a criatividade é de certa forma um instinto de produção. Segundo, que nem todos somos tão descolados como o Capitão Nemo e a maior parte das vezes, é preciso algo mais que uma mente brilhante para concretizar uma ideia. Efetivamente, especialmente no desenvolvimento de produtos complexos, o processo criativo é por necessidade grupal, e implica que pessoas provenientes de distintos âmbitos e ramos trabalhem juntas de forma efetiva para a ideia não ficar só no papel, esquecida no fundo de uma gaveta.

    Nos nossos dias, mais que nunca, inovação e colaboração andam de mãos dadas.

    No mundo das organizações 2.0, os processos criativos estão abertos aos membros de diversos departamentos e o crowdsourcing é essencial. A equipe é o personagem primordial, destacando-se mais que o trabalhador ultra especializado da empresa tayloriana. A questão da inovação nas empresas modernas em vez de enfocar, portanto, na simples encomenda de ideias de gênio de algumas mentes individuais, busca como tirar proveito da criatividade coletiva. Neste sentido, as redes sociais corporativas são capazes de ajudar a aproveitar o potencial da cocriação já que contribuem a descentralizar o poder, a eliminar barreiras entre departamentos e a facilitar o intercâmbio de conhecimento.

    Os meios, portanto, parecem estar já à nossa disposição. Agora, o desafio para as empresas modernas é maximizar a eficácia de suas equipes. Para isso, devemos abandonar de novo os conceitos clássicos e pensar que o trabalho colaborativo não busca medir “quão criativo” é cada membro da equipe, e sim averiguar em qual parte do processo é possível que cada indivíduo seja mais determinante. Técnicas de análise de grupo como a dos perfis de resolução criativa de problemas, que analisa qual o papel de cada indivíduo nos processos de criação coletiva e os distingue entre cinco perfis básicos em qualquer equipe (“ideadores”, “conceitualizadores”, “otimizadores”, “implementadores” e “integradores”) são muito úteis para este propósito. Equilibrando a presença de cada um dos perfis podemos criar equipes com um bom rendimento e evitar situações absurdas como uma “sobredose de ideadores”, por exemplo, que abririam uma porção de oportunidades mas não chegariam a fazer nada prático. Esta ferramenta de inovação é um método amplamente usado e muitas grandes empresas obtêm com ela bons resultados, basicamente conseguindo ter uma maior inovação em menos tempo e com menos conflito. E acho isso interessante porque nos faz ver que todos temos diferentes atitudes e pontos fracos e interatuamos com o processo criativo de um modo concreto e que sempre podemos ser determinantes em alguma fase da inovação. Nas organizações modernas não existe espaço para gênios solitários: a criatividade é um assunto coletivo e equilibrar competências, um requisito para otimizar resultados.

    Manel Alcalde é redator criativo, realizador audiovisual e comunicador digital. No seu blog pessoal (em espanhol), Nionnioff, fala sobre criatividade, comunicação e narrativa.

     

     
  • Matthieu Pinauldt 2:00 pm em 13/08/2012 Permalink | Responder
    Tags: , , inovação,   

    5 conselhos para desenvolver uma cultura de inovação através de sua Rede Social Corporativa 

    Aproveito que é a primeira ver que colaboro com o blog para me apresentar: Após várias experiências em grandes empresas e de ter virado também empresário, entro para fazer parte da equipe de Zyncro com a finalidade de ajudar a desenvolver a marca a nível internacional. Sou especialista em Redes Sociais e temas vinculados à inovação. É um grande prazer formar parte também do Zyncro blog, onde vou poder compartilhar com todos os leitores meus pensamentos e experiências. (Meu perfil LinkedIn)

    A colaboração leva à inovação! A relação entre estas duas palavras chaves é tamanha que temos milhares de exemplos através da web onde elas aparecem juntas. Tanto um termo como o outro precisa ser muito bem incorporado por qualquer profissional que quiser criar uma cultura de inovação na sua empresa. No entanto, criar um ambiente de colaboração em uma organização não é uma condição suficiente para obter um ambiente propício para a inovação.

    Com esta premissa, quero apresentar algumas regras que você deveria levar em consideração para acabar com as principais barreiras que desestimulam o desenvolvimento de um espírito criativo e de cultura inovativa.

    1. Suprima as hierarquias e motive os trabalhadores a participar coletivamente e não tanto como indivíduos: seja qual for o cargo que ocupa cada funcionário na empresa, todos ficam muitas horas no escritório lutando com os seus próprios desafios, projetos e dificuldades. Ao suprimir a ideia de hierarquia, diminuímos as barreiras que fazem improváveis as conversas entre pessoas de perfis diferentes. Por exemplo; se o Community Manager pode ter uma comunicação fluída com a pessoa responsável por Recursos Humanos, a colaboração entre eles será mais próxima, abrindo caminho para iniciativas como a publicação de ofertas de trabalho no blog da empresa.
    2. Crie um ambiente de geração de debates e gestão de ideias: Você precisa motivar a comunidade para animá-los a compartilhar ideias, conteúdos e debater propostas! Inicie conversas, compartilhe conteúdos, pergunte para incentivar comentários e, principalmente, motive as pessoas para criarem seus próprios debates. Você pode ainda recompensar os mais implicados com um sistema de gaminicação. Você faz parte da equipe comercial e ao mesmo tempo é fã do Social Media? Descobriu uma nova ferramenta de monitorização de marca? Compartilhe-a no mural da sua empresa e pergunte o que os responsáveis de Marketing acharam. Tenho certeza que eles estarão agradecidos e todos vão aprender conjuntamente.
    3. Faça as pessoas dos diferentes departamentos se relacionarem entre si evitando a formação de grupos muito fechados: Você conhece o efeito do “conhecimento comum” [EN]? Os membros de uma equipe tendem a se relacionar conforme o conhecimento que compartilham na hora de tomar decisões. Como consequência, nos grupos de trabalho onde vários membros já se conhecem, tentam evitar as novidades. Como lutar contra esta tendência?
      • Faça os membros de sua organização “respirarem ar fresco”: é preciso fazê-los saírem do conhecimento comum. Incentive a que compartilhem artigos de atualidade e interessantes, as melhores conferências TED, conteúdos humorísticos… e não esqueça de fomentar debates e comentários.
      • Crie grupos e convide pessoas de diversos departamentos a participar em projetos ou temas definidos.
    4. Envolva seus clientes: Estimule-os a falar, escute o que têm a dizer e, acima de tudo, faça seus funcionários escutá-los. Isso permite desenvolver um negócio centrado no cliente. Tenha espaços sociais para seus clientes em Facebook ou Twitter. Anime seus trabalhadores a seguir as discussões que se formem nos perfis sociais da sua organização. Uma Rede Social Privada é uma boa solução para envolver seus clientes em uma relação social duradeira com a empresa. É também uma ferramenta para criar relações entre eles próprios.
    5. Crie um “mercado de ideias”: um “mercado de ideias” é definido como um espaço de inovação baseado na motivação geral para propor novas ideias e resolver assim problemas específicos com ajuda de toda a comunidade. O mercado de ideias pode ser montado através de um grupo formado por membros da organização que tenham perfis diferentes. Ou ainda pode envolver todos os membros da empresa. Deve ser moderado por uma pessoa que guie as discussões para um objetivo específico. Por exemplo, “como podemos adaptar nosso software à mobilidade?”, “Como enxergam nosso produto dentro de cinco anos?”.

    Convencido? Experimente a Rede Social Corporativa Zyncro e comece a inovar!

     
  • Eirene Ramos 2:00 pm em 01/08/2012 Permalink | Responder
    Tags: , empreendoria, inovação   

    Zyncro em uma tela de cinema 

    Tempo estimado de leitura: 6 minutos

    Zyncro sempre apoia os empreendedores e a inovação, por isso quando a equipe de produção do filme “Subir al cielo” (em português, Subir ao céu) nos contactou, não hesitamos em abraçar este projeto, mas… Como é possível associar Zyncro com um filme? Siga lendo este post para descubri-lo 😉

    “Subir al cielo” é um longa-metragem de ficção que aposta pela inovação na criação cinematográfica, tanto nos processos de produção como de distribuição. Se trata de um filme com um orçamento “zero”, que defende a cultura dos commons e se encontra apoiada por uma licença Creative Commons. Seu método de trabalho está principalmente baseado no conceito de crowdsourcing. E aqui é quando Zyncro tem o seu papel: Durante a rodagem do filme, a equipe utiliza a rede social corporativa de Zyncro como ferramente interna para a realização do trabalho. Lucía Costa, da equipe de produção, explica com suas próprias palavras os benefícios que proporciona o uso de uma Rede Social Corporativa na realização do seu projeto:

    Zyncro facilita um espaço de comunicação interna capaz de eliminar as barreiras do tempo e da distância. A estrutura da nossa intranet é articulada em função dos diferentes departamentos que participam nos projetos audiovisuais que levaremos adiante: Direção, Produção, Fotografia, Som, Pós-produção, Distribuição, Desenho e Comunicação. Também contamos com um departamento jurídico que gestiona a documentação relativa à associação e com grupos interdepartamentais que funcionam como fóruns para o desenvolvimento de trabalhos e eventos específicos.

    A transparência e o fluxo de comunicação constante facilitam o ambiente de colaboração social, tão necessário em um projeto com estas características.

    Outro dos pilares sobre os quais se baseia “Subir al cielo” é, sem dúvida, a filosofia Kaizen. Este pensamento japonês encontra sua natureza no desejo de se superar e defende as possibilidades de melhoria infinita. Acreditamos que Zyncro nos ajuda a colocar na prática esta forma de trabalho, pois um acesso comum à documentação facilita encontrar erros, acelera sua correção e gera melhorias. Além disso, Zyncro nos oferece a possibilidade de atualizar os documentos ao instante, tendo em todo momento uma estrutura eficaz e organizada dos conteúdos.

    Zyncro também nos facilita de forma notável os processos de comunicação externa da entidade. Graças aos Zlinks, poderemos transferir informação para nossos partners com exclusividade, assim como para os futuros patrocinadores e meios de comunicação. Valorizamos especialmente a facilidade de uso e a operatividade que a plataforma nos propicia para trabalhar com vídeo, já que por e-mail era praticamente inviável fazê-lo devido ao peso dos arquivos. Para nós este fator é básico, pois quando terminemos de rodar, necessitaremos encontrar financiamento para otimizar a distribuição do filme, tanto em festivais, como em cinemas e plataformas de VOD da internet. Este processo é bem complexo e, por isso, estamos aliviados por poder contar com uma ferramenta que simplifique e contribua no enriquecimento das relações com nossos contatos.

    O fato de poder trabalhar com formatos de imagem e vídeo permitirá ao departamento de pós-produção mostrar pequenos trechos da película ao restante da equipe. Desta maneira, será possível manter e potencializar o interesse pelo projeto durante uma etapa do processo que é longa e, muitas vezes, lenta.

    “Subir al cielo” ainda conta com Zyncro para as reuniões físicas. Marcamos os encontros através da plataforma, sejam estes para filmar ou reuniões convencionais. Este sistema nos possibilita reduzir os e-mails e controlar com maior precisão a presença dos participantes.

    “Em Subir al cielo, consideramos que além de contribuir ao intercâmbio de informação corporativa, Zyncro fomenta a aprendizagem colaborativa através do contato permanente entre os diferentes sectores.”

    Assim, a equipe de “Subir al cielo” nos demonstra como Zyncro se adapta a qualquer ambiente empresarial, sem importar de que área se trate. A indústria do cinema também está em processo de Zyncronização, e você, o que está esperando?

     

     
  • Joe Zyncro 2:00 pm em 26/07/2012 Permalink | Responder
    Tags: , empreender, , inovação,   

    Um empreendedor necessita muita motivação, garra e dedicação para seguir adiante 

    Tempo estimado de leitura: 10 minutos

    Nota do editor: O presente artigo é parte de uma entrevista realizada pela equipe de Eureka-Startups, plataforma especializada em informar sobre startups, projetos e negócios na internet levadas a cabo por empreendedores, a Dídac Lee, presidente e fundador de Zyncro. A plataforma Eureka-Startups conta com uma seção denominada #Arquímedes, onde entrevistam diferentes empreendedores que explicam suas vivências e experiência empreendedora. Consideramos oportuno incluir esta entrevista no nosso ZyncroBlog para todos os leitores que queiram conhecer mais profundamente a experiência empreendedora de Dídac e os primeiros passos de Zyncro. Nós da equipe de Zyncro queremos também aproveitar para parabenizar aos responsáveis de Eureka-Startups pela sua iniciativa de apoiar e difundir os empreendedores!

    Estimado Dídac, antes começar quero agradecer a oportunidade de fazer esta entrevista que tem o objetivo de ajudar os empreendedores em algumas questões básicas na hora de desenvolver e lançar uma startup. Você foi e ainda é um empreendedor, além de um investidor. Vamos conhecer primeiramente como tudo começou:

    Qual a sua formação?

    Estudei Engenharia Informática, Pós-graduação em Administração de Empresas e PDG em IESE. Mas quando me lancei como empreendedor, estava cursando Engenharia Informática e abandonei a faculdade no terceiro ano.

    Em quais empresas trabalhou antes de começar seu negócio?

    No restaurante dos meus pais em Figueiras (Gerona). Coloquei em andamento o meu primeiro projeto como empreendedor aos 21 anos e até aquele momento estava dedicado aos estudos. Também fui estagiário em uma empresa de gestão informática em Figueiras.

    O que o motivou ou deu o empurrão para você virar um empreendedor?

    A vontade de fazer algo interessante e motivante. Sonhava com criar produtos inovadores que fossem vendidos no mundo inteiro. E isso aconteceu!

    Há alguns dias publicamos Zyncro como #Eureka. Vamos conhecê-la um pouco mais:

    De onde saiu a ideia e como você detectou a oportunidade de negócio?

    Há muitos anos vinha observando que o trabalho colaborativo não era eficiente. As intranets, pensadas para resolver este problema, além de caras e difíceis de implementar, eram pouco usadas. No entanto, até minha mãe usa Facebook.

    Como evoluiu a ideia? Mudou de rumo muitas vezes?

    Muitíssimas. Fizemos várias tentativas e muitas modificações durante os últimos 8 anos para chegar a Zyncro de hoje. Sempre me baseei na ideia de criar una intranet mais fácil de usar e de ser desenvolvida, começando em 2003 com uma solução que se limitava ao e-mail e o site. Foi um fracasso total. A partir disso, tentamos criar um gestor de arquivos (como o Dropbox mas em versão corporativa) con backup online, sincronizador e várias outras funcionalidades, até chegar a uma camada social sobre o gestor de arquivos e administração de grupos, que é a base do Zyncro 3.4 atual.

    Quem são os seus sócios e quem é parte da equipe fundadora? Que papéis desempenham?

    Na minha opinião, uma startup inovadora possui duas partes principais importantes, o produto e as vendas. Eu desenvolvi o produto junto com a minha equipe de sempre. E Lluis Font desenvolveu a parte comercial, formando uma equipe humana extraordinária.

    Há alguns meses vocês lançaram uma excelente iniciativa dentro de Zyncro: o “Zyncro Developers Challenge” que seguramente ajudará muitos empreendedores. O que você pode nos contar sobre isso?

    Zyncro é uma empresa com um potente DNA empreendedor. Vemos Zyncro como uma plataforma de desenvolvimento sobre a qual é possível criar soluções verticais, que é o objetivo do Zyncro Developers Challenge.

    Em todas as nossas entrevistas, fazemos uma série de perguntas sobre como encontrar investidores. No seu caso e partindo do seu ponto de vista de investidor:

    Quais os deveres que já deveriam estar cumpridos pelos empreendedores quando o procuram?

    Não me considero um investidor, sou um empreendedor. Quando um empreendedor vai pedir um investimento, acho que é fundamental que ele seja capaz de explicar claramente e de forma bem simples qual é o problema do mercado, qual é o tamanho deste mercado, seu produto/solução, o que o diferencia dos seus concorrentes, qual é a sua proposta para os seguintes 12 meses e, acima de tudo, ele tem que ser capaz de montar uma equipe vencedora. Um investimento, mesmo que seja de risco, requer evidências em forma de experiência e compromisso da equipe, vendas, pré-vendas, etc.

    Quais são os erros mais comumente cometidos?

    Não sei responder isso de forma geral, mas posso contar para você os meus erros mais comuns. O principal é ir visitar um investidor sem ter uma boa preparação. Depois, não ser capaz de escutar com humildade o que eles pensam, para assimilar e aplicar medidas corretoras e, em terceiro lugar, ser incapaz de atrair talento de primeiro nível à equipe; se um empreendedor não consegue incorporar uma pessoa fora de série ao seu projeto, dificilmente convencerá o investidor.

    Quais são os aspectos que você mais valoriza em um projeto?

    A equipe. Pela sua capacidade de trabalho, humildade, motivação e pela sua bondade, isto é, boas pessoas boas, como diz um amigo meu.

    Na sua etapa empreendedora:

    Quais foram os principais obstáculos que teve que superar?

    A solidão e a incompreensão. Especialmente no principio, quando não existiam iniciativas de apoio para empreendedores e socialmente isso não estava tão de moda como agora. Todo o mundo que empreende em inovação, está em um âmbito desconhecido, e se começa de zero, provavelmente não possui contatos, dinheiro nem experiência. Foi preciso muita motivação, garra e horas de trabalho para seguir adiante.

    Tenho certeza que nesta sua longa trajetória, você cometeu erros. Se isso for verdade, tem algum que você gostaria de compartilhar para servir de lição aos empreendedores?

    Primeiro quero frisar que cometar erros é inevitável e é a melhor maneira de aprender, a melhor universidade. De cada erro se aprende uma lição, e para mim isso é realmente importante. Acho que um dos meus maiores error ocorreu após 5 anos do primeiro projeto; já tínhamos conseguido clientes, desenvolvido vários projetos que estavam funcionando muito bem e nos acomodamos. Passamos a desenvolver projetos no laboratório, esquecendo que “a verdade está aí fora”, como dizia Fox Mulder. Quando chegou a crise das pontocom, tivemos que nos lançar a vender. Desde então sempre levo em consideração que o mais importante é escutar o mercado e os clientes. Se você não sabe o que pensam e o que estão pedindo, poderá inventar, mas não inovar.

    Que conselhos daria a um empreendedor que está começando?

    Vou ser sincero, não gosto de dar conselhos, prefiro contar as lições que aprendi nestes anos criando startups. Mas se tivesse que dar um único conselho, recomendaria entrar em Youtube, buscar por “empreender” e encontrar infinitos conselhos para startups nas mais diferentes áreas.

     
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