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  • Matthieu Pinauldt 3:00 am em 19/06/2013 Permalink | Responder
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    [Whitepaper] Por que implementar uma Rede Social Corporativa? 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    Você acha que sua empresa funciona bem e que neste momento não é preciso fazer nenhuma mudança na comunicação e na colaboração entre trabalhadores? Apesar do uso das Redes Sociais Corporativas estar cada vez mais abrangente, não vê claramente os benefícios que poderiam trazer para a sua empresa?

    Neste livro branco você vai descobrir 10 bons motivos para implementar uma Rede Social Corporativa para potencializar a colaboração, a comunicação, a produtividade e o  rendimento da sua empresa.

    Quando termine a leitura, só vai ficar em dúvida como dar o primeiro empurrão para começar a preparar a organização para ter uma Rede Social Corporativa. Não se preocupe, já tínhamos pensado nisso. Temos outro livro branco onde explicamos como convencer a direção da empresa e dar os primeiros passos.

    Baixe o manual e saiba quais são as 10 boas razões para você apostar em uma Rede Social Corporativa.

    As Redes Sociais Corporativas são atualmente uma das principais ferramentas incorporadas pelas empresas. A Deloitte prevê que próximo ao final de 2013, 90% das empresas da lista Fortune 500 terão uma Rede Social Corporativa implementada.

    Sabemos que o caminho que leva a uma empresa a tornar-se uma Empresa 2.0 significa uma mudança cultural e de procedimentos que nem sempre é fácil. Nossa missão é ajudar as organizações a dar esse passo e tirar o maior proveito do uso da Tecnologia Social aplicada aos ambientes corporativos.

    Neste documento você vai encontrar 10 bons motivos para se lançar a implementar uma Rede Social Corporativa na sua organização.

    1. Ajuda a harmonizar a cultura de empresa
    2. Melhora seus procedimentos
    3. Favorece a troca de conhecimento e habilidades
    4. Potencializa a gestão do conhecimento
    5. Motiva as equipes
    6. Favorece a inovação
    7. Aproxima os funcionários
    8. Melhora a mobilidade
    9. Conecta com as demais ferramentas utilizadas na empresa e organiza o fluxo de informação dentro de um único feed de atividades
    10. Aumenta a rentabilidade

    Baixe o whitepaper e descubra os benefícios de passar a ser uma empresa social.

    Talvez depois de lê-lo, você queira o nosso apoio para colocar em andamento o projeto. Entre em contato conosco e ajudaremos a fazer a sua Rede Social Corporativa ser um sucesso. Escreva para sales (@) zyncro.com.

    Matthieu Pinauldt (@mattpinauldt) é Diretor Regional de Marketing da Zyncro. Após várias experiências em grandes empresas e de transformar-se também em empresário, entrou na equipe de Zyncro para ajudar a desenvolver a  marca internacionalmente. É especialista em inovação e possui um Mestrado em Gestão da Inovação pela Universidade Paris Dauphine, ENS Cachan e Mines Paritech.


     
  • Joan Alvares 5:00 am em 14/05/2013 Permalink | Responder
    Tags: , , colaboração multidisciplinar, , , , trabalho colaborativo   

    Equipes líquidas para tempos líquidos 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Tem uma pergunta que costuma ser repetida sempre que alguém está apresentando a sua empresa: quantos vocês são? Às vezes eu digo que somos três e outras, trinta e poucos, depende da necessidade que noto no meu ouvinte de ser impressionado. E em ambos os casos estou dizendo a verdade, porque em Poko trabalhamos com um núcleo básico de Project Managers e uma equipe líquida que se adapta ao tamanho de cada projeto.

    Sou desses que acha que para fazer algo que tenha sentido, uma equipe precisa se adaptar ao projeto e nunca ao revés. Porque quando uma empresa se resiste a sair da zona de conforto, quando não sente a necessidade de envolver talento externo e explorar além dos seus próprios horizontes, normalmente é porque está fazendo algo que já existe, algo mais ou menos dispensável, fora de validade, facilmente copiável.

    Hoje os melhores restaurantes do mundo o são por fazer chegar à cozinha áreas tão variadas como a arte, a ciência ou o desenho industrial; para isso foi preciso contar com os melhores profissionais destes campos. Talento que em uma estrutura fixa com certeza não teria sido contratado, e que além disso não teria sentido dentro de uma cozinha de forma permanente. O projeto de amanhã será diferente do de hoje e nos obrigará a encontrar colaborações com outros profissionais.

    Em um mundo em mudança contínua, Internet possibilita construir grandes empresas sem precisar construir grandes estruturas. Consiste em criar ecossistemas de talento, capazes de detectar os desafios de um projeto e atrair o melhor especialista para dar a resposta. Internet convida a descobrir, a eliminar intermediações, à cooperação entre profissionais com diversos talentos, trabalhando em várias partes do mundo. Depende de nós aceitar esse convite.

    Na sua empresa estão também apostando por redes de colaboração para diferentes projetos? Ao colaborar com equipes espalhadas, você precisa tê-las bem comunicadas para que tudo funcione. O que acharia de usar uma Rede Social Corporativa para isso? Experimente Zyncro!

    Joan Alvares é sócio-diretor de Poko e professor do Istituto Europeo di Design

     
  • Ana Asuero 5:00 am em 04/04/2013 Permalink | Responder
    Tags: ambiente corporativo, , , , , trabalho colaborativo   

    Os 12 hábitos das organizações colaborativas 

    Tempo estimado de leitura: 8 minutos

    Esses dias vi que Virginio Gallardo dizia no Facebook que “as Redes Sociais Corporativas despertam o talento adormecido das organizações“. As Redes Sociais Corporativas abrem um canal de comunicação direto e permanente e facilitam a colaboração entre os trabalhadores, fazendo-os compartilhar conhecimentos, truques, dúvidas e ideias com facilidade, o que leva o pessoal de sua organização a acordar.

    Eva Collado Durán comentou o post de Virginio, ressaltando que ‘também despertam os verdadeiros líderes de opinião que estão distantes dos cargos de hierarquia superiores‘. É verdade. A comunicação horizontal que facilita uma Rede Social Corporativa põe todos os seus funcionários na mesma situação e lhes dá as mesmas oportunidades de colaborar com conhecimento válido para seus colegas.

    Se você não compartilha o que sabe fazer por medo a perder sua posição, acabará isolado dos demais. Num contexto onde quase todos já estão convencidos de que se trabalha melhor e com melhores e mais rápidos objetivos e resultados ao se trabalhar em equipe e compartilhando conhecimento, quem continuar sendo possessivo com a sabedoria ficará para trás.

    As empresas que entendem esta nova situação e se transformaram em empresas sociais, implementaram hábitos de colaboração no seu dia a dia. Mas, quais são estes hábitos? Os damos algumas pistas de organizações colaborativas baseados em um interessante artigo publicado por Jacob Morgan (@jacobm).

    1. O benefício individual é tão importante quanto o benefício corporativo (ou talvez o mais importante)

    Quando você falar de colaboração para seus funcionários, não se limite a falar só dos benefícios corporativos. Eles também vão querer saber como a colaboração lhes afetará individualmente. De que forma a colaboração fará suas tarefas e vidas mais simples?

    2. Estratégia antes que tecnologia

    Antes de ir correndo implementar essa nova plataforma de colaboração, concentre o seu foco em desenvolver uma estratégia que ajude a entender “o por quê” da colaboração antes do que “como”. Ter uma estratégia é essencial para o sucesso de qualquer iniciativa colaborativa. Com certeza você não quer se encontrar na situação de ter desenvolvido uma tecnologia sem entender a sua razão de ser.

    3. Escute seus trabalhadores

    Sempre falamos da importância de escutar os clientes e, no entanto, não seria importante escutar nossos trabalhadores? Se falamos de colaboração, precisamos envolver os trabalhadores no processo a partir do primeiro momento. Ouça suas ideias, necessidades, sugestões e some o feedback recebido à sua estratégia.

    4. Aprenda a sair da frente

    Aprenda a dar apoio e autoridade aos seus trabalhadores e, a seguir, saia da frente para eles seguirem o próprio caminho. Se você tentar supervisar e vigiar tudo, vai destruir a colaboração de sua organização. Dê algumas coordenadas e diretrizes, mas deixe seus trabalhadores fazerem o que precisem fazer.

    5. Lidere dando o exemplo

    Se os líderes de sua organização não utilizam as ferramentas colaborativas, por que seus trabalhadores o fariam? Os líderes são um instrumento muito poderoso para facilitar a transformação e estimular os comportamentos desejados.

    6. Integre a colaboração no fluxo de trabalho

    A colaboração não deveria nunca ser vista como uma tarefa ou requisito adicional para os trabalhadores. Pelo contrário, ela deve ser inserida de modo natural no seu fluxo de trabalho.

    7. Recompense o trabalho em grupo

    Se a sua organização foca em recompensar os funcionários pelas ações individuais como o caminho para o sucesso, será mais complicado conseguir fazer as pessoas compartilharem e se comunicarem entre eles. Não há nada de mal em recompensar seus trabalhadores pelos resultados pessoais, mas é igualmente importante reconhecer e recompensar a colaboração e o trabalho em equipe.

    8. Pondere o que é importante

    Existe uma infinidade de coisas que uma organização pode medir, mas isso não significa que todas essas coisas devam ser medidas. Centre-se em medir o que importa na sua organização e analise os resultados destas medidas. Alguns se focam em medir os comentários enviados ou grupos criados; outras preferem medir o compromisso e a dedicação de seus funcionários em relação à companhia e o trabalho que desempenham.

    9. Perseverança

    Transformar sua organização em colaborativa leva tempo e esforço, mas o importante é estar convencido de que essa é a direção correta e segui-la. Não vale se render nem olhar para trás.

    10. Adaptar-se e evoluir

    A necessidade de colaboração nas organizações chegou para ficar. Isso significa que sua organização terá que ser capaz de se adaptar e evoluir como exigem as ferramentas e estratégias. É preciso estar atualizado sobre a situação do seu setor e da sua organização. Isso possibilita inovar e encarar as transformações com sucesso.

    11. A colaboração dos funcionários também beneficia os clientes

    A colaboração de seus trabalhadores tem um valor enorme para seus clientes. Eles serão capazes de dar um melhor  atendimento ao cliente se possuem a informação, os recursos e a experiência de especialistas internos. Talvez nem sempre um funcionário terá a resposta que um cliente necessita, mas terá acesso ao conhecimento de toda a organização para resolver o problema.

    12. A colaboração faz do mundo um lugar melhor

    Pode ser que o aspecto mais importante da colaboração seja ajudar a fazer do mundo um lugar melhor. Sem dúvida, a colaboração fará de seus funcionários pessoas mais produtivas, o que beneficiará também seus clientes. Consiga que seus trabalhadores se sintam mais conectados com seus colegas, diminua o seu estresse, faça com que o seu trabalho seja mais fácil, com maior liberdade e, em geral, isso fará com que eles sejam mais felizes no trabalho e em casa.

    E a sua empresa? Que estratégias de colaboração estão em andamento? Quais hábitos lhes ajudaram a se transformar em uma dessas organizações colaborativas? Deixe um comentário contando a sua experiência! :-)

     

     
  • Sonia Ruiz 6:00 am em 26/03/2013 Permalink | Responder
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    [Whitepaper] As chaves para convencer seus diretores de implementar uma rede social corporativa 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Você conhece os benefícios de implementar uma Rede Social Corporativa na sua empresa…

    Mas não sabe como convencer seu chefe?

    Então você está de parabéns! Porque hoje temos o prazer de apresentar o whitepaper colaborativo entre PrideCom e Zyncro com os argumentos básicos para convencer a Direção de incorporar uma rede social corporativa.

    Este documento metodológico é o primeiro de uma completa série de livros brancos que Zyncro, sua Rede Social Corporativa, apresentará durante os próximos meses em parceria com PrideCom, a primeira agência de comunicação interna 2.0 espanhola e uma das pioneiras a nível internacional.

    Neste whitepaper você vai encontrar:

    1. As dicas necessárias para abordar a fase de venda interna do projeto, focado especialmente em como argumentar os objetivos estratégicos e os benefícios que acarretará à organização
    2. Uma completa TUDO list para você não deixar nada na ponta do lápis
    3. Um lista dos mitos que você terá que encarar, junto com os contra-argumentos para vencê-los.

    Se você seguir os passos sugeridos, temos certeza de que  seu chefe terminará preguntando-lhe: Quando vamos começar?

    Baixe o manual e transforme-se em um dos primeiros a ter acesso à melhor ferramenta de venda interna de um projeto social: Zyncro & PrideCom Pensando em implementar uma Rede Social Corporativa mas… como convencer o seu chefe?

    Se depois de ler o documento você ficar achando que necessita apoio para construir a argumentação adaptada à sua organização, não deixe de entrar em contato conosco e faremos com que a sua venda interna seja um sucesso. Escreva para: fans (@) pridecom.es e nós cuidaremos com muita dedicação do seu caso.

    Graças a experiência de Zyncro com seus clientes e a experiência de PrideCom em transformação cultural, iremos publicando de modo conjunto as pautas metodológicas essenciais para que a implementação de sua rede seja um sucesso em qualquer caso.

    O primeiro passo é baixar o manual e, em seguida, colocar na prática suas ideias. Você vai ver o resultado positivo :-)

    “A atitude social influencia na conta de resultados”. Assim é como devemos apresentar o impacto que um projeto de digitalização do negócio pode chegar a ter para a Direção Geral, se o que queremos é que o abracem. Se você está pensando em levantar bandeira para uma iniciativa de transformação digital dentro de sua empresa, este livro branco é perfeito para você. Nele você vai encontrar conselhos práticos para abordar a etapa de influenciar a Direção, uma TUDO list completa, para você não deixar nada na ponta do lápis e uma lista de mitos que costumamos ter que encarar nas empresas que serão a coluna vertebral dos seus argumentos de venda interna.

    Com este documento você vai conseguir salvar a primeira etapa de adesão ao projeto social. Já na segunda etapa, terá o desafio de transformar seu chefe em um líder SuperCo, mas isso é assunto de outro episódio.

    Então, o que você está esperando? Clique aqui agora para baixar o livro branco: Pensando em implementar uma rede social corporativa mas… como convencer o seu chefe?

    Sonia Ruiz Moreno (@soniaruizmoreno) conta com mais de 12 anos de experiência em Comunicação Corporativa em âmbitos multinacionais, é fundadora de PrideCom, a primeira agência de Comunicação Interna 2.0  Mestrado em Comunicação Corporativa pela Université de Lille III na França, formada em Jornalismo pela Universidad Complutense de Madrid e membro do Conselho de Comunicação Interna de DIRCOM. Palestrante e docente de Comunicação Interna 2.0 em diversas Escolas de Negócios.

     

     
  • Billie Lou Sastre 9:00 am em 03/01/2013 Permalink | Responder
    Tags: ocitocina, rede social colaborativa, trabalho colaborativo   

    A molécula que se enconde detrás do trabalho colaborativo 

    Tempo estimado de leitura: 2 minutos

    Paul J. Zak, neuroeconomista e doutor em ocitocina, autor do libro The Moral Molecule explica em uma entrevista de vídeo da Harvard Business Review as suas últimas pesquisas e descobertas sobre a ocitocina, uma molécula que atua como neurotransmissor do cérebro e que, entre outras coisas, foi relacionada com o comportamento sexual e a conduta maternal, além de provocar relaxamento, prazer e sensação de felicidade. Se você é mãe, é muito provável que esteja familiarizada com a palavra ocitocina, já que é justamente o hormônio secretado para que seja possível o nascimento do bebê, provocando as contrações do parto, sendo também responsável de nos fazer entrar em forma novamente com a amamentação materna, já que a cada vez que o bebê se alimenta no peito, a ocitocina se encarrega de fazer o útero contrair.

    A ocitocina, também denominada hormônio do amor, tem uma grande influência no nervo vago, o qual  influencia o ritmo cardíaco. Isso pode explicar o porquê da mudança do ritmo cardíaco quando temos “o coração partido” ou “estamos apaixonados. Mas Paul J. Zak, que  há 10 anos pesquisa em seu laboratório a ocitocina,  demostrou que a ocitocina funciona como uma espécie de molécula da moral. A pesquisa inicial de Zak foi pensada para investigar o papel mais abrangente do hormônio na emoção humana e na percepção. O que encontrou foi que as pessoas com maiores níveis de ocitocina têm uma tendência maior ser generosas, fazer doações e a responder positivamente aos anúncios de melhorias nos serviços públicos.

    Paul J. Zak explicou os benefícios do hormônio nos seguintes pontos, que quero dividir com vocês:

    Confiança no trabalho

    As pesquisas deste cientista demonstraram que a confiança é muito mais poderosa que a utilização do medo para a motivação entre equipes. Os líderes necessitam possuir canais de empatia para assim poder obter um maior rendimento de seus funcionários. O líder deve saber se os seus trabalhadores estão motivados, se se sentem como parte do projeto e tem o dever de guiar a sua equipe para que tenham sucesso. O pesquisador explica que a liberação de ocitocina é maior quando existem horas de relacionamento social ou quando se organizam festas entre os membros da equipe.

    Criar equipes colaborativas

    Como fazer que as equipes sejam mais colaborativas? A base está na transparência. Como líder ou chefe de projeto, você precisa identificar e comunicar com nitidez com a sua equipe: quais são os objetivos, como fará para atingi-los e o que ocorrerá depois de atingi-los. Quando os trabalhadores não se sentem envolvidos no projeto, sentem medo e deixam de liberar ocitocina, diminuindo portanto a possibilidade de trabalhar em ambientes de colaboração.

    Ocitocina e comportamento online

    100% das pessoas que utilizam o Social Media para se conectar com os amigos por prazer liberam maior quantidade de ocitocina. Para os ambientes de trabalho, isso significa que ter acesso às suas redes sociais durante 20 minutos ao dia poderia beneficiar posteriormente o trabalho colaborativo.

    Portanto, considere que ter uma Rede Social Corporativa como Zyncro pode ajudar na secreção de mais ocitocina, resultando em funcionários que geram valor dentro da organização e ajudam a ter empresas de maior crescimento.

    Você ainda não conhece as vantagens de Zyncro? Aceite o meu convite a testá-las gratuitamente e me conte a sua experiência!

     

     
  • Manel Alcalde 2:00 pm em 30/08/2012 Permalink | Responder
    Tags: , , , trabalho colaborativo   

    A criatividade, um assunto coletivo 

    Tempo estimado de leitura: 9 minutos

    De pequeno eu queria ser inventor. Acho que nesse momento ainda não tinha enfrentado cara a cara com as ciências (agora sei que com certeza não foram feitas para mim) e que além disso o estereotipo de inventor que tinha na minha cabeça se encaixava melhor com a minha personalidade, que tende a ser mais solitária. Para mim o trabalho criativo era um terreno privado. Não via na criatividade uma vertente coletiva. Considerava isso algo das pessoas que queriam ser esportistas, ou bombeiros. E eu não gostava de competir e, muito menos, de apagar incêndios.

    Como eu, muitas crianças sonhavam ser “criadores individuais” porque, em general, éramos educados e crescíamos com a ideia que a criatividade era um assunto pessoal. Na escola nos explicaram que as grandes invenções da humanidade eram obra de pessoas concretas e, assim, quando hoje pensamos em inovações revolucionárias, vem na nossa cabeça nomes como Edison, Morse, Gutemberg e de outros membros do “clube dos cérebros mais engenhosos da história”. Além disso, os que gostamos de ler, fomos crescendo lendo obras literárias clássicas completas, construídas ao redor da figura do inventor, com livros de autores como Julio Verne, H.G.Wells, Stevenson ou Mary Shelley que jogam com a ideia romântica do criador obsessivo e solitário que desafia as leis da ciência na penumbra do seu laboratório subterrâneo.

    Também nos ensinaram a associar a criatividade exclusivamente com a arte. Essa visão reducionista alimentou crenças limitadoras (muita gente não se considera criativa simplesmente porque não faz nenhuma atividade artística) e contribuiu, ainda, para perpetuar esse conceito individualista da criação. Admiramos a obra de Picasso, Mozart ou Tolstoi, figuras que imaginamos dando forma às suas obras fechados a sete chaves em um atelier com um bilhete colado na porta dizendo “não disturbe, gênio trabalhando”.

    Este preconceito cultural pode nos fazer esquecer que, a medida que a tecnologia foi avançando e a demanda de inovação foi ficando cada vez mais complexa e exigente, a criação foi se transformando em um ato coletivo. Grandes inventos del siglo XX como o Boeing 747 ou o transbordador espacial foram desenvolvidos por equipes e, como eles, muitos outros inventos. O estereotipo do inventor maluco e solitário está perdendo o sentido e, no entanto, muitas vezes seguimos apegados à ideia romântica sobre a criatividade, talvez porque quando pensamos no processo criativo damos demasiada importância à ideia inicial e deixamos em segundo plano as fases de desenvolvimento e implementação.

    No entanto, duas coisas estão claras: primeiro, que as ideias não são nada se não se levam adiante. Seu desenvolvimento e implementação são vitais e, portanto, a criatividade é de certa forma um instinto de produção. Segundo, que nem todos somos tão descolados como o Capitão Nemo e a maior parte das vezes, é preciso algo mais que uma mente brilhante para concretizar uma ideia. Efetivamente, especialmente no desenvolvimento de produtos complexos, o processo criativo é por necessidade grupal, e implica que pessoas provenientes de distintos âmbitos e ramos trabalhem juntas de forma efetiva para a ideia não ficar só no papel, esquecida no fundo de uma gaveta.

    Nos nossos dias, mais que nunca, inovação e colaboração andam de mãos dadas.

    No mundo das organizações 2.0, os processos criativos estão abertos aos membros de diversos departamentos e o crowdsourcing é essencial. A equipe é o personagem primordial, destacando-se mais que o trabalhador ultra especializado da empresa tayloriana. A questão da inovação nas empresas modernas em vez de enfocar, portanto, na simples encomenda de ideias de gênio de algumas mentes individuais, busca como tirar proveito da criatividade coletiva. Neste sentido, as redes sociais corporativas são capazes de ajudar a aproveitar o potencial da cocriação já que contribuem a descentralizar o poder, a eliminar barreiras entre departamentos e a facilitar o intercâmbio de conhecimento.

    Os meios, portanto, parecem estar já à nossa disposição. Agora, o desafio para as empresas modernas é maximizar a eficácia de suas equipes. Para isso, devemos abandonar de novo os conceitos clássicos e pensar que o trabalho colaborativo não busca medir “quão criativo” é cada membro da equipe, e sim averiguar em qual parte do processo é possível que cada indivíduo seja mais determinante. Técnicas de análise de grupo como a dos perfis de resolução criativa de problemas, que analisa qual o papel de cada indivíduo nos processos de criação coletiva e os distingue entre cinco perfis básicos em qualquer equipe (“ideadores”, “conceitualizadores”, “otimizadores”, “implementadores” e “integradores”) são muito úteis para este propósito. Equilibrando a presença de cada um dos perfis podemos criar equipes com um bom rendimento e evitar situações absurdas como uma “sobredose de ideadores”, por exemplo, que abririam uma porção de oportunidades mas não chegariam a fazer nada prático. Esta ferramenta de inovação é um método amplamente usado e muitas grandes empresas obtêm com ela bons resultados, basicamente conseguindo ter uma maior inovação em menos tempo e com menos conflito. E acho isso interessante porque nos faz ver que todos temos diferentes atitudes e pontos fracos e interatuamos com o processo criativo de um modo concreto e que sempre podemos ser determinantes em alguma fase da inovação. Nas organizações modernas não existe espaço para gênios solitários: a criatividade é um assunto coletivo e equilibrar competências, um requisito para otimizar resultados.

    Manel Alcalde é redator criativo, realizador audiovisual e comunicador digital. No seu blog pessoal (em espanhol), Nionnioff, fala sobre criatividade, comunicação e narrativa.

     

     
  • Pablo Fuentes 2:00 pm em 17/07/2012 Permalink | Responder
    Tags: , trabalho colaborativo,   

    A teoria do pebolim: três chaves da comunicação interna e o trabalho em equipe 

    Tempo estimado de leitura: 4 minutos

    Introdução: Através de um colega de comunicação, chegou nas minhas mãos este artigo de Pachi Lanzas, perito em comunicação interna com uma grande experiência como responsável nesta área em companhias como o Banco Santander, Acciona ou Vodafone Espanha, entre outras. Pachi escreveu este post pensando em Relatos Corporativos, sendo um motivo de orgulho para o blog.

    Trabalhar em equipe. Simples, né? Todos trabalhamos em equipe. Fizemos milhares de cursos, os mencionamos no nosso currículo… Ninguém cogita a possibilidade de dizer que não trabalha em equipe. Imagine a cara do responsável de Seleção de RH se na entrevista você dissesse que não sabe trabalhar em equipe?

    Bom, é certo, o fazemos. Todos compartilhamos os mesmos objetivos, as mesmas estratégias, os mesmos valores. O pessoal de Comunicação Interna fez bem o seu trabalho e nós o sabemos de memória. Mas, isso significa que trabalhamos em equipe? Eu acho (claro que pode até ser que esteja enganado) que na maioria dos casos, funciona a teoria do pebolim.

    Tenho certeza que você jogou pebolim pelo menos uma vez na vida, certo? Ou, pelo menos, viu alguém jogando. No pebolim, cada fila se ocupa da sua zona. Quando vem a bola, a gestionam. Todos com o mesmo objetivo: ganhar a partida. Todos “colaboram”: passam a bola, defendem, etc. Porém, isso é um trabalho em equipe? Não.

    Para trabalhar em equipe, você precisa se colocar no lugar das demais pessoas da organização. Você precisa “sair da sua zona” e se misturar. Conhecer o que fazem e saber qual a melhor forma de colaborar com eles e criar isso que chamamos de “sinergia”.

    E a Comunicação Interna, o que tem a ver com tudo isso? Como poderia apoiar o jogo “entre as filas”? Sugiro três maneiras:

    1. Redes sociais. Há muitas experiências que funcionaram bem. Hoje em dia, o mais lógico parece ser utilizar as funcionalidades das redes sociais (Ver Cinco chaves para enfocar um modelo de comunicação interna 2.0, em espanhol) para melhorar os fluxos de comunicação interna.
    2. Projetar planos de interação entre áreas. Mas, é só isso? Nem pensar. Saber passar a bola de uma fila para a outra não significa que que as pessoas se conheçam, nem que interajam entre si. Por isso, é preciso projetar planos de interação entre as distintas áreas das organizações.
    3. Análise e plano de ação. Para isso estão os consultores, claro. Como consultor, não posso citar em um post o que faria em cada organização; não porque não queira, senão porque não acredito em fórmulas mágicas boas para todos. Em cada caso é preciso fazer uma análise séria e sensata do que derive o plano de ação.

    Jogar pebolim é divertido. Ao disponibilizar para um grupo de jovens uma playstation com um pebolim ao lado,  85% escolhem o pebolim (fiz este teste). No entanto, para uma organização, não é uma partida e não é nem um pouco divertido.

    Pablo Fuentes é gerente de comunicação interna de Telefónica América Latina. No seu blog relatoscorporativos.com, vocês podem consultar as melhores estratégias e ideias para implantar sistemas de comunicação 2.0, bem como as últimas tendências em comunicação corporativa.

     

     

     
  • Nuno Bernardes 9:00 am em 22/06/2012 Permalink | Responder
    Tags: , , , , , trabalho colaborativo   

    A revolução do trabalho colaborativo já está aqui: Zyncro no Social Now 

    Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    Eu conheço um país de navegantes que foi o pioneiro em descobrir novas vias de colaboração e comunicação entre diferentes países e culturas. Um país que ensinou ao mundo que as revoluções “pacíficas” também podem ser efetivas no processo de mudança.

    Em Zyncro estamos orgulhosos de fazer a nossa primeira visita a este país, cooperando com a Knowman e participando no evento Social Now. Queremos, desta maneira, dar a conhecer a nossa contribuição para esta revolução do trabalho colaborativo nas empresas.

    Olá Portugal! Zyncronizamos? 😉

    O que é o Social Now 2012?

    Social Now é um evento internacional, com um formato único, pensado para dar acesso à visão exclusiva de destacados profissionais que têm uma ampla experiência na criação, uso e implementação de ferramentas colaborativas para empresas. Os representantes de algumas destas organizações (entre elas, Zyncro), apresentarão suas ferramentas como resposta aos business cases definidos pelos organizadores. Além disso, um painel de expertos independentes compartilhará suas experiências e conhecimentos sobre as principais tendências neste campo, apresentando as decisões estratégicas necessárias para implementar estas ferramentas nas empresas.

    Quando e onde?

    O Social Now será nos dias 27 e 28 de junho no Hotel Holiday Inn Porto-Gaía no Porto, Portugal.

    A quem se destina?

    Principalmente está pensado para diretores e cargos intermediários (sejam da Europa ou do Brasil) que estejam interessados em conhecer as tendências atuais de ferramentas colaborativas 2.0, em compartilhar suas opiniões e resolver dúvidas com os melhores profissionais do setor, além de ser um ponto de encontro para o networking.

    Que será discutido?

    Neste congresso se abordarão temas como:

    • Os fatores chaves na tomada de decisão para escolher uma ferramenta colaborativa

    • A organização social

    • As modalidades das ferramentas colaborativas 2.0

    E serão feitas demonstrações de ferramentas baseadas no cenário do ambiente corporativo: inovação na empresa, projetos colaborativos e gestão de conhecimento.

    Para saber mais, consulte o programa completo do Social Now 2012.

    Junte-se a Zyncro em um evento único onde mostraremos o uso da nossa rede social corporativa como ferramenta colaborativa para o seu negócio. Inscreva-se! Aguardamos a sua presença!

     

     
  • Manel Alcalde 1:39 pm em 07/06/2012 Permalink | Responder
    Tags: , , trabalho colaborativo   

    Redes colaborativas: superando o “pensamento PowerPoint” 

    Tempo estimado de leitura: 10 minutos

    Nota do editor: Em primeiro lugar, a equipe de Zyncro quer dar as boas-vindas ao novo colaborador do blog, Manel Alcalde, redator criativo, realizador audiovisual e, como ele mesmo diz, aspirante a comunicador digital. No seu blog pessoal, Nionnioff, escreve sobre criatividade, comunicação e narrativa. Ele nos contou que está adorando zyncronizarse com nossos leitores e temos certeza que vocês aproveitarão muito os seus artigos. Obrigado, Manel, seja bem-vindo ao Zyncro Blog 😉

    Nunca tinha pensado nisso: PowerPoint nasceu como a primeira grande ferramenta digital de trabalho colaborativo na empresa. Isso foi o que li no livro de Franck Frommer “El pensamiento PowerPoint, ensayo sobre un programa que nos vuelve estúpidos”, que não apenas critica o estilo comunicativo inventado por um dos programas informáticos mais usados no mundo, senão que questiona determinados modelos de trabalho e de cooperação no mundo corporativo. A visão de Frommer talvez possa parecer exagerada para muitos, ou inclusive antiquada (PowerPoint é um produto nitidamente 1.0), mas acho que a leitura deste libro talvez faça lembrar alguns aspectos das dinâmicas colaborativas empresariais que as novas soluções tecnológicas e a cultura 2.0 poderiam e deveriam ajudar a melhorar.

    O que podemos fazer para acabar com “o pensamento Power Point”?

    1.- Promover um intercâmbio contínuo de informação e um debate produtivo

    Para Franck Frommer, a era Power Point é a era da reunião-apresentação, com a comunicação entre funcionários sendo basicamente no contexto de apresentações de estilo comercial que pedem ir ao essencial, sinalizar os conceitos chaves (essas “bullet lists”) e mover à ação sem perder muito tempo discutindo. ”Ideias como o trabalho coletivo, a evolução de uma reflexão contraditória, o intercâmbio de pontos de vista ficam complicadas – diz o autor – porque são menos eficazes, demasiado lentas e, portanto, não resultam rentáveis, estando fora de moda. PowerPoint transformou definitivamente a reunião de trabalho em um espetáculo”. Na era das redes sociais corporativas, na qual se virtualiza e agiliza a interação entre empregados e o intercâmbio e o debate já não precisam girar ao redor da “reunião”, parece que esta etapa negra já está  superada. O fato de que o colaborativo seja um processo integrado no cotidiano e não um “evento”, parece que nos permite por um lado, trabalhar com uma informação mais detalhada e com argumentos menos simplificados e, por outro, estimular um debate rico e verdadeiro em um entorno mais flexível.

    2.- Fomentar uma colaboração honesta e saudável

    Frommer salienta a paradoxa da colaboração baseada no narcisismo e no controle. A proatividade comunicativa que chegou no mundo da empresa com o auge da transversalidade e o nascimento de PowerPoint foi adotada pelos funcionários, segundo o autor, de um modo exibicionista e com o intuito de conseguir que a sua atividade se tornasse visível e valorizada. Na empresa “da apresentação”, PowerPoint funciona como prova e justificativa do trabalho realizado. Cada funcionário passa desta forma a ser controlado e a controlar os demais no marco da empresa sem hierarquia. Ou como diz Frommer, passa a ser “um colaborador autônomo e criativo a quem lhe agrada trabalhar em equipe e sabe se expressar, mas submetido o tempo todo à mirada e ao julgamento dos demais dentro das reuniões-apresentações, que funcionam como espaços para julgar e avaliar”. Em que se baseia “o colaborativo” no coração de uma organização 2.0? Se trata de uma filosofia que procura alcançar objetivos comuns ou é fundamentalmente um instrumento ao serviço do controle empresarial e da promoção pessoal?

    Sem dúvida acho que o trabalho colaborativo da nossa era deveria se basear em uma participação honesta no projeto corporativo e não apenas na cultura de “vigiar” ou da exposição narcisista de talentos e conquistas individuais.

    3.- Buscar maior qualidade no conteúdo e forma

    Na empresa do empregado criativo, comenta Frommer, a necessidade de gerar conteúdos continuamente fomenta a cultura do copiar e colar e provoca uma dinâmica em quechamar a atenção” é mais comum que produzir conteúdo útil. Esta questão, herdada da “era PowerPoint”, não só diz respeito às redes corporativas senão também ao mundo das redes sociais em geral. Qual é o volume de valor agregado e o volume de chamar a atenção que existe na nossa atividade 2.0? Penso que é uma boa pergunta para nos fazermos, pois o que é colaborativo deve estar voltado ao objetivo comum e estimular o valor agregado mais que a frequência, a qualidade por cima da quantidade. Por outro lado, se a invenção do PowerPoint resultou no incremento da dimensão linguística do trabalho, no mundo 2.0 isso foi multiplicado. Como empregados, todos nos tornamos geradores de conteúdo, através de múltiplas plataformas e formatos, mas… O que significa isso em relação às nossas habilidades comunicativas? PowerPoint, segundo Frommer, transforma a língua em “um idioma institucional, burocrático e administrativo onde florescem as fórmulas impostas e os enunciados típicos”, e em uma forma de “comunicação infantil”. Podemos não concordar com esse ponto de vista, mas talvez ele possa servir para nós nos questionarmos sobre como devemos encarar, na nossa época de máxima democratização expressiva, o tema das habilidades comunicativas do trabalhador. Em um mundo de empresas que começam a animar seus empregados a participar co-criando os conteúdos que a companhia compartilha através da rede, acho que é preciso superar, por exemplo, um determinado vazio pedagógico em matéria de redação herdado da “era PowerPoint”.

    4.- Abandonar “o imperativo”

    “PowerPoint pressupõe a ideia de intercâmbio e debate, de interatividade, apesar da sua linguagem, fragmentada e elíptica, que só convida à propaganda, ao imperativo e à autoridade. O software também deveria permitir ao indivíduo expressar sua criatividade e afirmar sua autonomia, mas o faz em um contexto extremadamente formalizado, onde é nítida a ocultação do enunciador e onde a neutralidade dos enunciados transforma a expressão pessoal em uma linguagem curinga, capaz de exercer mais de uma função, autentificada de antemão”. Em outras palavras: apesar que PowerPoint foi criado a mediados dos anos 80 como instrumento de nova ideologia de criatividade na empresa, para Frommer este é um marco e uma forma unidirecional e empobrecedora de comunicação e de organização do pensamento. Não é uma verdadeira ferramenta de intercâmbio e criação coletiva senão um instrumento de transmissão do conhecimento, no qual este é simplesmente apresentado e colocado em cena de um modo quase propagandístico e sem dar opções à participação. Um dos traços típicos do software, segundo o autor, é o de “impor sob a aparência de liberar”. Neste sentido, o discurso de Frommer me faz lembrar ao de Jaron Lanier no seu livro “Você não é um aplicativo”, no qual fala das redes sociais como ferramentas que aparentemente estimulam mas em realidade limitam a criatividade do individuo, impondo ambientes fechados com regras preestabelecidas. Obviamente, a argumentação de Lanier poderia servir para nos perguntarmos até que ponto as redes sociais corporativas dão liberdade de criação para os empregados, mas em qualquer caso, acho que “a forma imperativa” do pensamento PowerPoint está totalmente superada no mundo 2.0 que, como citado antes, acaba com a dinâmica da “apresentação” e transforma definitivamente o que é colaborativo em um processo e em um espaço de participação.

    Para finalizar, acho que o importante não é procurar os defeitos dos softwares (seja o PowerPoint ou a rede social “X”) mas sim enfocar em algumas questões mais profundas. Se promovemos uma cultura colaborativa “real”, que além de implementar “entornos”, fomente o hábito do debate, do intercâmbio e da co-criação e forme os trabalhadores para melhorar suas capacidades comunicativas, poderemos trabalhar e superar as limitações que as ferramentas, imperfeitas, sempre nos impõem.

    Artigo relacionado publicado no Zyncro Blog em espanhol: Desafíos de los entornos colaborativos

     
  • Mireia Ranera 1:36 pm em 27/02/2012 Permalink | Responder
    Tags: , , , , direção, gerência, , , , , , , , trabalho colaborativo,   

    As 20 chaves para o sucesso de uma Rede Social para empresas 

    Tempo estimado de leitura: 5 minutos

    Nota do Editor : Agradecemos a Mireia Ranera (diretora da divisão RRHH2.0 do Íncipy, Estrategia e Innovación digital) por compartilhar com a Zyncro este artigo reproduzido abaixo para todos vocês.

    Mireia expõe aqui, com grande clareza, as chaves para realizar as mudanças necessárias para tirar o máximo partido da implantação de uma Rede Social Corporativa.

    As 20 chaves do sucesso de uma rede social de funcionários

    Estávamos acostumados a ver todas as inovações tecnológicas (os primeiros computadores, telefones, internet, e-mail…) nascerem sempre dentro nas empresas e com o tempo seu uso passava ao meio privado.

    Agora está acontecendo justo o contrário. Nossos funcionários dispõem de smartphones, tablets,  computadores… Muito mais modernos e inovadores do que os que eles utilizam na empresa.

    Mas isso não ocorre só com os dispositivos. Novas formas e canais de comunicação relacionados com temas profissionais estão aparecendo primeiro fora das próprias organizações, como é o caso das Redes Sociais Profissionais, possibilitando a comunicação, relação e troca de experiências, ideias e opiniões entre os trabalhadores e colaboradores.

    E agora, ao contrário do que estávamos acostumados, queremos aproveitar internamente o que de forma natural e espontânea se está produzindo fora, trazendo o potencial das redes sociais para dentro de nossas empresas através de ferramentas internas.

    Formas para fazê-lo não nos faltam, já que no mercado tem aparecido muitas plataformas e softwares sociais que podem ser implementadas de forma corporativa nas empresas e o cloud computing faz com que isso seja ainda mais fácil.

    Todas elas oferecem poderosas funções como nas redes abertas: integrar perfis, grupos, diretórios, blogs internos, compartilhar planilhas de custo, wikis, ferramentas de colaboração e comunicação em tempo real…

    Funcionalidades realmente excelentes para facilitar a interação entre os membros de uma mesma companhia, que ajudam a promover as relações e a colaboração, facilitam o fluxo do conhecimento e aproveitam a inteligência coletiva.

    Existem também pesquisas bem sérias que estão demonstrando os importantes benefícios de uma Rede Social Corporativa (McKinsey: “The rise of networked Enterprise: web 2.0 finds its payday”)

    Portanto, não é de admirar que cada vez mais empresas, vendo o potencial destas ferramentas, considerem seriamente a implementação de uma rede social de uso exclusivo e privado para todos os seus funcionários.

    Mas não se pode cair no erro de pensar que se os nossos funcionários usam as redes sociais externas, também o farão internamente.  Não se trata apenas de integrar um software social potente na empresa e esperar que as pessoas comecem a utilizá-lo. Requer uma mudança organizacional, uma nova forma interna de trabalhar, comunicar e relacionar, que deve ser acompanhada e incentivada.

    Quando é que uma Rede Social Corporativa para funcionários faz realmente sucesso?

    1. Quando a visão de seus benefícios parte da Direção Geral.

    2. Quando esta visão é compartilhada sem medo e com coragem pelo resto dos Diretores.

    3. Quando estes Diretores sabem passar seu apoio e prioridade aos Gerentes.

    4. Quando os usuários são comunicados e entendem os objetivos da iniciativa e as vantagens reais que a nova plataforma significa no seu trabalho.

    5. Quando a IT se envolve, apoia, contribui com seu know-how em vez de ver a plataforma como uma perda de poder.

    6. Quando se escolhe uma plataforma adequada aos objetivos específicos e às necessidades da empresa. Você tem que saber escolher a melhor ferramenta e não pensar que o projeto é apenas uma questão de comprar licenças.

    7. Quando a plataforma é tão fácil de usar que seja intuitiva, resultando em uma experiência de uso agradável, simples e muito visual.

    8. Quando se planeja a implementação, incentivando e dinamizando a participação dos usuários.

    9. Quando se implementa sem impor e se oferece suporte aos usuários com paciência para que percam o medo, se familiarizem e aprendam sem pressão.

    10. Quando não se comete o erro de pensar que os usuários espontaneamente começarão a usar a ferramenta, compartilhar informações e trabalhar colaborativamente de forma automática.

    11. Quando são realizadas ações que promovem a participação, a colaboração e ajudam a romper as barreiras iniciais.

    12. Quando se medem os resultados da implementação (nível de participação, leituras, contribuições, comentários, interações, etc.) e com base nisso reativa-se a participação.

    13. Quando se aborda o projeto de forma planejada, sendo iniciado em grupos piloto para aprender, experimentar e detetar as dificuldades e oportunidades.

    14. Quando se aplica o know-how aprendido e gradualmente se espalha a implementação para o restante da organização.

    15. Quando os usuários conseguem com a nova plataforma melhorar aspectos de seu trabalho e conseguir coisas que com os e-mails e meios tradicionais era impossível.

    16. Quando a plataforma passa a ser utilizada para  projetos concretos, prioritários para a companhia e de valor para o dia a dia do funcionário, das equipes e da empresa.

    17. Quando os Diretores também participam de forma ativa e compartilham, trocam ideias, fazem sugestões…com a mesma transparência que os demais usuários.

    18. Quando os funcionários notam que as suas contribuições são reconhecidas por parte dos Diretores (com menções, agradecimentos, reconhecimentos de talento…)

    19. Quando se compartilham conteúdos de interesse e é criada uma biblioteca útil para todos.

    20. Quando outros assuntos, além de trabalho, como temas mais pessoais ou emocionais, também são compartilhados, já que isso faz as relações ficarem mais humanas e ajuda a consolidar as equipes.

     

    Meus agradecimentos a todos meus companheiros da Íncipy por me ajudarem a selecionar estes 20 conselhos, com base no nosso dia a dia apoiando e promovendo as Redes Sociais Corporativas.

    É uma lista aberta e todas as ideias e sugestões são bem-vindas. Quer nos ajudar a ampliá-la?

     
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